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Moratória da soja: tecnologias garantem transparência e mantêm confiança do mercado internacional
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Importância da moratória para a imagem internacional
A moratória não é apenas uma cláusula contratual: tornou-se um selo de reputação do Brasil no comércio internacional. Países como União Europeia, Reino Unido e Estados Unidos têm reforçado legislações contra produtos vinculados ao desmatamento, tornando essencial para o Brasil, maior exportador mundial de soja, manter sua imagem de fornecedor confiável.
Segundo Vivian Marques Braga, especialista em compliance e governança corporativa:
“Qualquer fragilidade no controle da moratória pode rapidamente se transformar em barreira comercial.”
Sustentabilidade integrada à produtividade
A adoção de práticas de manejo sustentável, uso racional da água e eficiência produtiva deixou de ser apenas um diferencial competitivo, passando a integrar o pacote de credibilidade do agro brasileiro perante o mercado internacional.
Empresas como a Hydroplan-EB têm investido em pesquisa e inovação para oferecer tecnologias avançadas ao setor. Um exemplo é a linha HB10, composta por três soluções — Plus, Pivot e Drip — desenvolvidas para irrigação de precisão.
Esses sistemas permitem reduzir o consumo de água e energia, aumentar produtividade e rentabilidade, sem a necessidade de expandir áreas cultivadas, contribuindo para a preservação de biomas sensíveis.
Irrigação eficiente como indicador de sustentabilidade
Para Loremberg Moraes, diretor da Hydroplan-EB:
“Quando falamos de soja ou qualquer outra commodity, a irrigação eficiente é um indicador de sustentabilidade. Mostrar que é possível produzir mais com menos reforça a confiança do mercado internacional.”
Plataformas digitais e rastreabilidade
A integração de sistemas de irrigação a plataformas digitais permite gerar relatórios auditáveis sobre consumo hídrico e manejo. Essa tecnologia oferece maior previsibilidade diante de períodos de estiagem ou excesso de chuva e fortalece a rastreabilidade exigida por compradores internacionais, consolidando a posição do Brasil como líder confiável no comércio global de soja.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Preços do diesel, gasolina e etanol caem nos postos em junho; etanol lidera recuo, aponta Ticket Log
Os preços dos principais combustíveis comercializados no Brasil voltaram a recuar na primeira quinzena de junho de 2026. Levantamento do Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL) mostra que diesel, gasolina e etanol ficaram mais baratos em comparação com o mesmo período do mês anterior, refletindo um cenário de acomodação dos custos de abastecimento no país.
Entre os combustíveis analisados, o etanol apresentou a maior redução percentual, reforçando sua competitividade frente à gasolina e ampliando sua atratividade para consumidores e setores que dependem da mobilidade rodoviária.
Etanol registra a maior queda do período
Segundo o IPTL, o preço médio do etanol caiu 4,98% na primeira metade de junho, passando a ser comercializado a R$ 4,39 por litro.
A redução ocorre em um momento em que o biocombustível ganha destaque nas discussões sobre segurança energética e transição para uma matriz de transportes mais sustentável.
De acordo com a Edenred Mobilidade, o etanol vem consolidando sua posição não apenas como alternativa econômica para os motoristas, mas também como importante ferramenta para reduzir a dependência de oscilações do mercado internacional de petróleo.
O cenário ganha ainda mais relevância diante da expectativa de ampliação da mistura obrigatória de etanol na gasolina.
Governo avalia aumento da mistura de etanol na gasolina
O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) deverá discutir, em reunião marcada para 24 de junho, a possibilidade de elevar a mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina dos atuais 30% para 32%.
A medida faz parte das estratégias voltadas ao fortalecimento dos biocombustíveis, à redução da dependência externa de combustíveis fósseis e ao avanço da agenda de sustentabilidade energética no Brasil.
Caso aprovada, a mudança poderá ampliar a demanda pelo biocombustível produzido no país e fortalecer ainda mais a cadeia sucroenergética brasileira.
Diesel também apresenta recuo nos postos
O diesel, combustível essencial para o transporte de cargas e para as operações do agronegócio, também registrou queda nos preços médios.
O diesel comum apresentou redução de 2,50%, chegando a R$ 7,02 por litro.
Já o diesel S-10, principal combustível utilizado pela frota de caminhões, máquinas agrícolas e veículos pesados no país, teve queda de 1,49%, com preço médio de R$ 7,25 por litro.
A redução representa um alívio para os custos logísticos e operacionais de diversos segmentos da economia, especialmente para o setor agropecuário, que depende fortemente do transporte rodoviário.
Gasolina recua, mas queda é mais moderada
A gasolina também registrou redução no período, embora em menor intensidade.
O combustível foi comercializado, em média, a R$ 6,80 por litro na primeira quinzena de junho, representando queda de 0,44% em relação ao mesmo intervalo do mês anterior.
Mesmo com a retração mais discreta, o movimento acompanha a tendência observada nos demais combustíveis líquidos e reflete o cenário de menor pressão sobre os preços internacionais da energia.
GNV é o único combustível com alta
Na contramão dos demais combustíveis, o Gás Natural Veicular (GNV) foi o único produto a registrar aumento de preço no período analisado.
O valor médio subiu 0,90%, alcançando R$ 4,47 por metro cúbico.
Apesar da elevação, o GNV continua sendo uma alternativa competitiva para motoristas de veículos adaptados, especialmente em regiões com ampla oferta do combustível.
Queda dos combustíveis beneficia logística e agronegócio
A redução nos preços de diesel, gasolina e etanol ocorre em um momento importante para o agronegócio brasileiro, que enfrenta desafios relacionados aos custos de produção, transporte e comercialização.
Com o diesel representando um dos principais componentes das despesas logísticas do setor, qualquer movimento de queda contribui para aliviar parte da pressão sobre os custos operacionais das cadeias produtivas.
Ao mesmo tempo, o avanço do etanol fortalece a indústria sucroenergética nacional e amplia o papel dos biocombustíveis na matriz energética brasileira, tema que deve continuar no centro das discussões do mercado ao longo dos próximos meses.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio

