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Novo ministro da Agricultura e Pecuária toma posse em cerimônia em Brasília

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A cerimônia de transmissão de cargo de Ministro de Estado da Agricultura e Pecuária foi realizada nesta quarta-feira (1º), em Brasília, na sede da Embrapa. Na ocasião, o ministro Carlos Fávaro transmitiu o cargo ao ministro André de Paula.

Com mais de 40 anos de vida pública, André de Paula assume o Ministério da Agricultura e Pecuária após ter comandado o Ministério da Pesca e Aquicultura desde janeiro de 2023. Natural do Recife (PE), advogado formado pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), o novo ministro possui trajetória consolidada nos poderes Legislativo e Executivo, com atuação em temas como produção rural, reforma agrária, meio ambiente e desenvolvimento sustentável.

Durante sua fala, o novo ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, destacou as prioridades para sua gestão. “Assumo o ministério com o compromisso de continuidade das políticas públicas, da governança e da visão estratégica que estruturam o setor e garantem previsibilidade e confiança no Brasil. Seguiremos fortalecendo segmentos como o Plano Safra, o PGPM, o Funcafé e o Seguro Rural. Estaremos atentos às transformações tecnológicas que moldam o presente e o futuro do agro”, disse.

André de Paula destacou, ainda, eixos estratégicos que norteiam a Pasta e que seguirão como prioridade. “Estaremos atentos às transformações tecnológicas que moldam o futuro do agro. Inovação, automação e o uso estratégico da inteligência artificial já são realidade no campo e serão cada vez mais decisivos. A Embrapa deve ser fortalecida, com base técnica e visão estratégica. Produzir alimentos hoje exige qualidade, segurança e sustentabilidade. A defesa agropecuária segue como pilar essencial. Nosso sistema sanitário é um ativo estratégico e continuará sendo tratado como prioridade”, enfatizou.

Novo ministro da Agricultura e Pecuária toma posse em cerimônia em Brasília
Novo ministro da Agricultura e Pecuária toma posse em cerimônia em Brasília

O novo ministro encerrou agradecendo ao ex-ministro. “É preciso reconhecer os resultados do Mapa sob a condução do ministro Carlos Fávaro e a liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que consolidaram o Brasil como potência global. A gestão de Fávaro foi marcada por seriedade e compromisso público, deixando uma base sólida, institucional, técnica e estratégica, que orienta o presente e projeta o país para o futuro”, finalizou o ministro André.

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Em seu pronunciamento, o ex-ministro e senador Carlos Fávaro ressaltou os avanços alcançados e o processo de modernização conduzido à frente da pasta. “Hoje, por exemplo, tive a alegria de saber que o primeiro navio brasileiro carregado de DDG, coproduto da produção de etanol à base de milho, já está sendo carregado e segue para a China. São oportunidades que têm transformado a realidade do Brasil e levado mais dignidade aos brasileiros. É a prova de que as exportações brasileiras vão continuar crescendo, sendo cada vez mais fortes, expressivas e relevantes”.

Fávaro encerrou seu discurso afirmando. “Enfim, é uma prestação de contas, talvez um pouco longa, mas resultado de muito trabalho e do esforço de muitas pessoas ao longo desse período. André, siga em frente. Você é tão ou mais competente e vai liderar esse time do Ministério, construindo ainda mais resultados.”

A transição ocorre em um contexto de continuidade das políticas públicas voltadas ao fortalecimento do setor agropecuário, que se mantém como um dos principais motores da economia nacional. Dinâmico e resiliente, o agronegócio brasileiro segue em expansão, impulsionado por inovação, sustentabilidade e ampliação de mercados, reafirmando seu papel estratégico na geração de emprego, renda e segurança alimentar para o Brasil e o mundo.

Participaram da cerimônia o ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz; o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho; o ministro empossado da Pesca e Aquicultura, Édipo Araújo; a presidente da Embrapa, Silvia Massruhá; além de todo corpo técnico no Mapa.

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BALANÇO DA GESTÃO

Fávaro, apresentou durante a cerimônia um balanço de sua gestão frente ao Mapa, com destaque para o recorde histórico de abertura de 555 novos mercados internacionais em três anos. O resultado foi impulsionado por uma estratégia baseada em diplomacia comercial ativa, diálogo internacional e fortalecimento da confiança sanitária, permitindo ao Brasil expandir suas exportações mesmo diante de tensões comerciais globais e manter sua liderança como fornecedor mundial de alimentos.

No período, a gestão também se destacou pela ampliação do crédito rural, com a execução de R$ 1,547 trilhão por meio dos Planos Safra, mais que o dobro do volume do governo anterior. Esse esforço fortaleceu a capacidade produtiva, impulsionou investimentos no campo, gerou emprego e renda e ampliou instrumentos como o seguro rural. Paralelamente, programas como o Caminho Verde Brasil e o Eco Invest mobilizaram mais de R$ 50 bilhões para recuperação de áreas degradadas, reincorporando cerca de 4,5 milhões de hectares ao sistema produtivo.

O balanço ainda evidenciou o crescimento do agronegócio, que registrou alta de 11,7% em 2025 e contribuiu significativamente para o PIB nacional, além de produção recorde superior a 1,3 bilhão de toneladas. A gestão também consolidou a defesa agropecuária, enfrentando crises sanitárias com rapidez e garantindo a credibilidade internacional do Brasil, ampliou o acesso de pequenos produtores aos mercados por meio do SISBI, modernizou sistemas públicos e reforçou instituições estratégicas como a Embrapa, ao mesmo tempo em que investiu na valorização do serviço público e na infraestrutura rural.

Informações à imprensa
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Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Fertilizantes: Rabobank reduz projeção para 2026 e alerta para impacto da inadimplência recorde no agro

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Inadimplência no campo e preços elevados devem reduzir consumo de fertilizantes

O mercado brasileiro de fertilizantes deverá enfrentar uma retração mais intensa em 2026 do que a prevista anteriormente. Em relatório divulgado nesta quarta-feira, o Rabobank revisou para baixo sua estimativa de vendas de adubos no país e apontou a inadimplência recorde dos produtores rurais como um dos principais fatores de pressão sobre a demanda.

A instituição projeta que as entregas de fertilizantes aos agricultores brasileiros somem 45,1 milhões de toneladas em 2026, o que representa uma queda de 8,2% em relação ao volume recorde registrado em 2025. Caso a previsão se confirme, será o menor volume comercializado desde 2022, período marcado pelos impactos da guerra entre Rússia e Ucrânia sobre o mercado global de insumos.

A nova estimativa é mais conservadora do que a divulgada em abril, quando o banco previa consumo de aproximadamente 47,2 milhões de toneladas.

Segundo o Rabobank, além dos preços ainda elevados dos fertilizantes, a situação financeira de muitos produtores brasileiros tem limitado a capacidade de investimento e comprometido a aquisição de insumos para a próxima safra.

Guerra no Oriente Médio afetou mercado global de fertilizantes

O relatório destaca que os reflexos da guerra envolvendo o Irã contribuíram para a elevação dos custos dos fertilizantes em 2026. O fechamento temporário do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de transporte de matérias-primas e insumos, provocou aumento dos preços internacionais e forte volatilidade nos mercados.

Embora haja sinais de normalização logística e avanços diplomáticos para reduzir as tensões na região, o banco avalia que os impactos sobre a demanda global já foram consolidados.

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No caso da ureia, um dos fertilizantes nitrogenados mais utilizados no mundo, os preços retornaram aos níveis observados antes do conflito. Ainda assim, o Rabobank destaca que o comportamento do mercado repetiu um padrão semelhante ao registrado em 2022.

De acordo com a análise, foram necessárias cerca de seis semanas para que os preços atingissem o pico após o início das tensões, seguidas por aproximadamente dez semanas para retornar aos patamares iniciais.

Já o fosfato monoamônico (MAP), um dos fertilizantes mais utilizados na agricultura brasileira, permanece negociado em níveis mais elevados, sustentando os custos de produção para diversas culturas.

Inadimplência recorde preocupa setor agropecuário

Outro ponto de atenção destacado pelo banco é o avanço da inadimplência no crédito rural.

Com base em dados do Banco Central referentes a abril, o Rabobank observa que a inadimplência nas operações contratadas a taxas de mercado alcançou 13,3% do volume financiado, um dos maiores níveis já registrados para o setor.

O cenário reforça as dificuldades enfrentadas por parte dos produtores rurais, especialmente em segmentos que vêm acumulando margens apertadas, custos elevados e dificuldades de acesso a novas linhas de crédito.

A combinação entre menor liquidez no campo e insumos ainda caros tende a limitar o potencial de recuperação da demanda por fertilizantes ao longo do próximo ano.

Rabobank prevê queda nas exportações de milho em 2026

Além do mercado de fertilizantes, o Rabobank revisou as perspectivas para o milho brasileiro e projetou redução nas exportações do cereal.

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A expectativa é de que os embarques nacionais atinjam 39 milhões de toneladas em 2026, volume cerca de 3 milhões de toneladas inferior ao registrado no ano anterior.

Entre os fatores que explicam a revisão estão a valorização do real frente ao dólar, que reduz a competitividade do produto brasileiro no mercado internacional, e a forte concorrência de grandes exportadores, especialmente Estados Unidos e Argentina.

Os elevados custos do transporte rodoviário também continuam sendo um desafio para o setor exportador, reduzindo a competitividade logística do cereal brasileiro.

Demanda interna por milho deve seguir aquecida

Apesar da perspectiva menos favorável para as exportações, o consumo doméstico de milho deverá continuar avançando.

O Rabobank estima crescimento de 5% na demanda interna em 2026, alcançando cerca de 97 milhões de toneladas.

O principal motor desse avanço será o aumento do consumo pelas indústrias de ração animal e pelo setor de etanol de milho, que segue ampliando sua participação na matriz de biocombustíveis brasileira.

Diante desse cenário, o mercado agrícola brasileiro entra em 2026 com desafios relacionados ao crédito rural, custos de produção e competitividade internacional, enquanto busca equilibrar a demanda interna crescente com um ambiente global ainda marcado por incertezas econômicas e geopolíticas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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