AGRONEGOCIOS
Pesquisa de Campo Impulsiona Soluções para os Desafios da Soja no Vale do Guaporé
AGRONEGOCIOS
Estudo no Campo Busca Melhorar Desempenho da Soja na Região
A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) realizou, em parceria com o Instituto Mato-grossense do Agronegócio (Iagro MT), o 1º Giro de Pesquisa do Vale do Guaporé. O evento teve como objetivo entender os desafios específicos da cultura da soja na região e propor soluções técnicas adaptadas à realidade local.
O Vale do Guaporé se destaca como uma nova fronteira agrícola de Mato Grosso, mas enfrenta condições singulares de clima, solo e sistema produtivo, que afetam diretamente o desempenho das lavouras. Entre os principais problemas relatados pelos produtores estão o quebramento das hastes e o apodrecimento das vagens de soja.
Giro de Pesquisa Aproxima Produtores e Especialistas
Realizado no dia 11 de fevereiro, o evento reuniu produtores rurais, técnicos e pesquisadores em uma programação prática e voltada à troca de conhecimento no campo. As atividades incluíram estações temáticas sobre manejo da cultura, escolha de cultivares, adubação e sanidade, buscando estratégias para melhorar a produtividade e reduzir perdas.
A iniciativa é considerada um marco para o Vale do Guaporé, uma região que enfrenta desafios adicionais de logística e armazenagem, fatores que impactam diretamente a rentabilidade e a competitividade do produtor rural.
Estratégias Regionais para Aumentar a Eficiência Produtiva
O vice-presidente Oeste da Aprosoja MT, Luiz Otávio Tatim, destacou que as peculiaridades de solo, temperatura e altitude exigem ajustes específicos no manejo agrícola, especialmente no uso de fungicidas, inseticidas e na densidade de plantio.
“O Vale do Guaporé possui características únicas dentro do estado. Por se tratar de uma nova fronteira agrícola, é essencial desenvolver estratégias que aumentem a eficiência produtiva, com custos ajustados à realidade local”, explicou Tatim.
Segundo o dirigente, o Vale apresenta altos índices de produtividade, resultado da boa fertilidade do solo e das condições climáticas favoráveis. No entanto, ele ressaltou que a logística de escoamento ainda é um dos maiores gargalos da região, limitando o pleno potencial do agronegócio local.
“Muitas regiões levam décadas para alcançar a produtividade que o Vale obtém em poucos anos. Nosso grande desafio agora é melhorar a infraestrutura logística para garantir competitividade e crescimento sustentável”, completou Tatim.
Problemas Fitossanitários Exigem Atenção dos Produtores
O delegado coordenador do Núcleo Vale do Guaporé da Aprosoja, Yuri Nunes Cervo, que também é produtor rural na região, destacou que o Giro de Pesquisa foi essencial para identificar e discutir os principais problemas fitossanitários enfrentados nesta safra.
Durante a colheita, foram observadas anomalias, quebramento de hastes e a presença de antracnose, doença que favorece o aumento da umidade nas plantas e reduz o potencial produtivo.
“Os problemas vão além das anomalias já conhecidas. Hoje, a antracnose, o quebramento de hastes e a entrada de umidade são os principais pontos de atenção para os produtores do Vale”, explicou Cervo.
Ele ressaltou ainda que, embora a região seja extensa e diversa, os desafios são comuns entre os produtores, o que reforça a importância de eventos que promovam o intercâmbio técnico e o aprendizado coletivo.
“O Giro foi extremamente proveitoso, pois aproximou o produtor da pesquisa e o deixou mais atento ao que está acontecendo em sua lavoura”, afirmou.
Pesquisa Regional Fortalece o Agronegócio no Vale do Guaporé
Com o 1º Giro de Pesquisa do Vale do Guaporé, a Aprosoja Mato Grosso reforça o compromisso de aproximar o conhecimento científico da prática agrícola, especialmente em regiões com características produtivas diferenciadas.
A ação amplia o acesso a informações técnicas, auxilia na tomada de decisões de manejo e fortalece a capacidade dos produtores de enfrentar os desafios da soja. O resultado esperado é maior eficiência produtiva, redução de riscos e avanço sustentável da agricultura regional.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGOCIOS
Espírito Santo testa secagem de café com gás natural e aposta em inovação para elevar qualidade do conilon
O Espírito Santo iniciou um projeto inédito que pode transformar a secagem do café conilon no Brasil. A partir da safra de maio, produtores capixabas começam a testar o uso de gás natural no processo de secagem dos grãos, em uma iniciativa voltada ao aumento da qualidade, eficiência operacional e sustentabilidade da produção cafeeira.
Os testes serão realizados na Fazenda Chapadão, em Linhares, no norte do Espírito Santo, durante a colheita do conilon. O projeto faz parte do programa de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) da ES Gás e conta com aprovação da Agência de Regulação de Serviços Públicos do Espírito Santo (ARSP).
A iniciativa reúne representantes da cadeia cafeeira, instituições de pesquisa e empresas de tecnologia em uma estratégia que busca modernizar uma das etapas mais críticas da produção de café.
Secagem do café entra em nova fase tecnológica
Tradicionalmente, a secagem do café utiliza lenha e outras biomassas como fonte de energia térmica. O novo projeto avalia o gás natural como alternativa capaz de proporcionar maior controle de temperatura, uniformidade no processo e redução das emissões ambientais.
A expectativa do setor é que a tecnologia contribua diretamente para ganhos de qualidade do café capixaba, especialmente no segmento de cafés especiais e de exportação.
Segundo Fabrício Tristão, presidente do Centro do Comércio de Café de Vitória (CCCV), o Espírito Santo já ocupa posição de destaque mundial na produção de café conilon e agora busca avançar também em qualidade e valor agregado.
De acordo com ele, a etapa da secagem ainda representava um dos principais gargalos para ganhos mais expressivos na padronização e valorização do produto nos mercados internacionais.
Projeto busca ampliar competitividade do café capixaba
A iniciativa acompanha o movimento de modernização da cafeicultura brasileira, marcado pelo avanço tecnológico no campo, maior rastreabilidade e exigências crescentes dos compradores internacionais.
Para a ES Gás, o uso do gás natural na secagem pode abrir novas oportunidades para o agronegócio capixaba, além de estimular investimentos e ampliar o acesso do café brasileiro a mercados premium.
O diretor-presidente da companhia, Raphael Pereira, destacou que o gás natural já possui participação relevante em etapas industriais da cadeia do café, como torrefação e descafeinação, e agora passa a atuar também como ferramenta de inovação na produção rural.
Safra de conilon servirá como laboratório em ambiente real
Os testes ocorrerão em condições reais de safra, com monitoramento técnico e coleta de dados diretamente no campo. O objetivo é avaliar a viabilidade da tecnologia em diferentes aspectos:
- Técnico-operacional
- Econômico-financeiro
- Socioambiental
- Regulatório
- Qualidade final do café
Os resultados servirão de base para analisar a possibilidade de expansão do modelo para outros polos produtores nos próximos ciclos agrícolas.
Projeto reúne universidades, setor produtivo e empresas de tecnologia
Além do CCCV e da ES Gás, o projeto conta com participação do Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes), da Base 27 e de empresas responsáveis pelo fornecimento e adaptação dos equipamentos utilizados no sistema de secagem.
O professor Aldemar Polonini Moreli, coordenador do Coffee Design no Ifes, destacou que a busca por cafés conilon especiais vem acelerando o desenvolvimento de novas técnicas de pós-colheita, especialmente na secagem.
Segundo ele, a inovação pode ampliar a sustentabilidade da cafeicultura e aumentar a disponibilidade de cafés de qualidade superior no mercado.
Sandbox regulatório permitirá testes inéditos no meio rural
Por envolver o uso de gás canalizado em ambiente rural, o projeto será conduzido dentro de um modelo de sandbox regulatório, com acompanhamento da ARSP.
A proposta permitirá avaliar novas aplicações do gás natural no agronegócio dentro de um ambiente controlado de inovação regulatória.
Para a diretora de Gás Canalizado da ARSP, Débora Niero, o projeto representa uma convergência entre inovação tecnológica, desenvolvimento regional e descarbonização da economia capixaba.
Investimento supera R$ 1 milhão em pesquisa e desenvolvimento
Com aporte aproximado de R$ 1,1 milhão em recursos de Pesquisa e Desenvolvimento, a iniciativa busca consolidar um modelo mais eficiente e sustentável para a cafeicultura do Espírito Santo.
A expectativa do setor é que os resultados fortaleçam ainda mais o protagonismo capixaba na produção nacional de café conilon, elevando a competitividade do produto brasileiro no mercado internacional e ampliando as oportunidades de exportação para os produtores rurais.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
-
AGRONEGOCIOS3 anos atrás
Agrônomo mineiro recebe a Comenda do Mérito Agronômico, a mais alta distinção da categoria
-
MATO GROSSO3 anos atrás
A solidão humana
-
Gourmet3 anos atrás
Molho Bolonhesa
-
Gourmet2 anos atrás
Brigadeiro
-
Gourmet2 anos atrás
Picolé detox
-
Gourmet2 anos atrás
Molho rosé
-
Gourmet2 anos atrás
Salpicão
-
Gourmet2 anos atrás
Moqueca capixaba

