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Preço da mandioca atinge maior nível em quatro meses, aponta Cepea

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O preço da mandioca voltou a subir, registrando o maior valor médio em quatro meses, segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). A valorização reflete principalmente a oferta restrita e a baixa comercialização das lavouras.

Preços sobem pela quinta semana consecutiva

Entre os dias 22 e 26 de setembro, o valor médio nominal a prazo da tonelada de mandioca posta fecularia foi de R$ 542,11, equivalente a R$ 0,9428 por grama de amido. O número representa alta de 3,4% em relação à semana anterior e o maior preço registrado desde maio deste ano.

Pesquisadores do Cepea explicam que as chuvas registradas no início da semana passada foram irregulares e em volumes baixos em muitas regiões produtoras, dificultando a colheita.

Oferta limitada e menor interesse em comercialização

Outro fator que contribuiu para a valorização é a redução da disponibilidade de lavouras de segundo ciclo, com mais de 12 meses. Além disso, muitos produtores optaram por não vender, já que a rentabilidade das lavouras está reduzida, limitando a quantidade de mandioca disponível no mercado.

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Alta também nos mercados de fécula e farinha

O Cepea aponta que os preços de fécula e farinha de mandioca também seguem em alta. A valorização é impulsionada pelo aumento da demanda, com compradores buscando repor estoques ou formar reservas para os próximos meses.

Perspectiva de mercado

Com a oferta restrita e o interesse aquecido por parte dos compradores, a tendência é que os preços da mandioca continuem pressionados, especialmente se as condições climáticas não favorecerem uma colheita mais ampla.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de carne bovina do Brasil crescem 32,8% na receita diária em junho de 2026 com alta de preços e embarques

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As exportações brasileiras de carne bovina — fresca, refrigerada ou congelada — registraram forte crescimento na receita média diária até a terceira semana de junho de 2026. Na comparação com o mesmo período de 2025, o avanço foi de 32,8%, refletindo a combinação entre aumento de embarques e valorização do produto no mercado internacional.

Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o faturamento médio diário passou de US$ 65,665 milhões em junho de 2025 para US$ 87,208 milhões em junho de 2026, indicando um desempenho mais robusto da cadeia exportadora brasileira de proteína animal.

Receita acumulada acompanha ritmo positivo das vendas externas

No acumulado até a terceira semana de junho, as exportações brasileiras de carne bovina somaram US$ 1,220 bilhão. No mesmo mês de 2025, o faturamento total foi de US$ 1,313 bilhão, conforme metodologia da Secex que prioriza a média diária para comparação de desempenho entre períodos.

O resultado reforça a tendência de crescimento do setor, mesmo em um cenário global marcado por oscilações de demanda e ajustes de preços internacionais.

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Embarques de carne bovina avançam 10,9% na média diária

O volume exportado também apresentou expansão no período analisado. A média diária de embarques de carne bovina alcançou 13,362 mil toneladas em junho de 2026, contra 12,052 mil toneladas por dia no mesmo mês do ano anterior, representando alta de 10,9%.

No total, os embarques chegaram a 187,080 mil toneladas até a terceira semana de junho deste ano, frente às 241,046 mil toneladas registradas em junho de 2025, considerando o fechamento completo do mês anterior como base comparativa da Secex.

O desempenho indica manutenção de ritmo consistente nas vendas externas, mesmo diante de ajustes na dinâmica global de consumo.

Preço médio da tonelada impulsiona resultado das exportações

A valorização da carne bovina brasileira no mercado internacional foi um dos principais fatores para o crescimento da receita.

O preço médio da tonelada exportada atingiu US$ 6.526,2 em junho de 2026, ante US$ 5.448,4 no mesmo período de 2025. O avanço de 19,8% reforça o ganho de competitividade e o posicionamento do Brasil como fornecedor relevante no comércio global de proteína animal.

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A alta nos preços contribuiu diretamente para elevar o valor gerado por tonelada embarcada, ampliando a rentabilidade das exportações.

Receita diária tem maior crescimento entre os indicadores

Entre os principais dados avaliados pela Secex, a receita média diária foi o indicador com maior variação positiva no período, crescendo 32,8% na comparação anual.

O desempenho supera tanto o avanço do volume exportado (+10,9%) quanto a valorização média da tonelada (+19,8%), evidenciando o impacto combinado de preços mais altos e maior fluxo de embarques.

Setor mantém tendência de expansão nas exportações

Os dados da Secex indicam um cenário de crescimento consistente para a carne bovina brasileira no mercado externo em junho de 2026. A combinação entre maior demanda internacional, valorização do produto e aumento no volume exportado sustenta o desempenho positivo da receita do setor.

Com isso, o Brasil reforça sua posição como um dos principais players globais na exportação de proteína bovina, com ganhos relevantes tanto em volume quanto em valor comercializado.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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