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Representando o Governo Federal, ministro Fávaro entrega moradias do Minha Casa, Minha Vida em Sinop (MT)

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Nesta quinta-feira (24), representando o Governo Federal, o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, participou da entrega de 576 unidades habitacionais do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), em Sinop (MT). As unidades são das etapas 1 e 3 do Residencial Nico Baracat, representando a conclusão das entregas. O empreendimento, no total, contou com cinco etapas, totalizando 1.440 moradias para famílias do município.

“É um dia de bastante alegria, de muita felicidade. Principalmente por ver a alegria das famílias que recebem suas casas, vendo a oportunidade que bateu à sua porta, de ter dignidade, de sair do aluguel, de viver com segurança e com a perspectiva de uma vida melhor”, afirmou o ministro. “A meta de dois milhões de moradias pelo Brasil, estabelecida pelo presidente Lula, já foi batida. Agora, vamos buscar três milhões, porque isso significa mais dignidade, geração de emprego, aquecimento da economia e desenvolvimento para o país”, completou

As etapas 1 e 3 do empreendimento foram contratadas originalmente em 2013 e retomadas em 2021, após anos de paralisação. A iniciativa é uma parceria com o governo do estado de Mato Grosso, responsável por parte da infraestrutura externa, e com a prefeitura de Sinop. Cada unidade possui 46 m², com infraestrutura completa e localização na Avenida Projetada 1.

Durante a solenidade, Fávaro destacou que “ninguém faz nada sozinho” e ressaltou a importância da articulação entre os três níveis de governo para que o programa habitacional voltasse a entregar resultados concretos à população. “Esse empreendimento só foi possível pela união de esforços: prefeitura municipal, governo do estado e Governo Federal, na recriação do Minha Casa, Minha Vida. O conjunto de ações faz a população mais feliz em ser contemplada”, disse o ministro.

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Também presente na cerimônia, o secretário nacional de Habitação do Ministério das Cidades, Augusto Rabelo, que destacou o volume histórico de investimentos federais no estado. “Nós temos aqui no Mato Grosso, entre 2023, 2024 e 2025, um investimento recorde em habitação, o maior da história do estado, investimento federal, de mais de R$ 4 bilhões. Aqui já financiamos 20.000 unidades pelo FGTS e temos 6.600 unidades já selecionadas. Mas eu não quero olhar para trás, quero olhar para 2025 e 2026, ver o que a gente pode fazer mais aqui. Estou muito otimista com o cenário que a gente tem. Essa parceria que a gente está fazendo entre Governo Federal, prefeituras e governo estadual é o exemplo para o país como um todo, de que a gente pode pensar um pouquinho para lá, um pouquinho para cá, mas, quando a gente falar de habitação, a gente quer o povo com casa”.

Além das entregas habitacionais, o ministro Fávaro anunciou R$ 27 milhões em emenda de sua autoria, enquanto senador, para a duplicação da Avenida André Maggi. “Esse investimento vai transformar a mobilidade urbana e facilitar o escoamento da produção, consolidando Sinop como a capital do Nortão”.

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O ministro também destacou o apoio federal à construção da Feira do Produtor de Sinop (MT), com projeto estimado em R$ 8,5 milhões. “Essa feira traz dignidade para duas camadas da população: o pequeno produtor, que terá um espaço adequado para comercializar seus alimentos, e o cidadão urbano, que terá um mercado público estruturado, aconchegante, para fazer suas compras do dia a dia. É dever do poder público garantir essa estrutura”.

A comitiva também contou com a presença do prefeito Roberto Dorner, de representantes da Conab, do Incra e da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República.

Na ocasião, também foi lançado o Residencial Rodhivi Morada do Bosque, com 1.645 moradias. Beneficiará mais de 2 mil famílias. Ambos os empreendimentos fazem parte do programa Minha Casa, Minha Vida.

Ainda nesta quinta-feira, o ministro segue para Lucas do Rio Verde, onde entregará mais 192 moradias e anunciará a contratação de duas mil novas unidades do MCMV.

Informação à imprensa
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Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Juros altos impulsionam consórcio rural e mudam estratégia financeira dos produtores do agronegócio

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O cenário de juros elevados e maior rigor na concessão de crédito está acelerando uma transformação importante na gestão financeira do agronegócio brasileiro. Diante do aumento dos custos de financiamento e das dificuldades de acesso às linhas tradicionais, produtores rurais têm buscado alternativas para manter investimentos, modernizar operações e preservar o fluxo de caixa.

Entre as modalidades que mais ganham espaço está o consórcio rural, que vem sendo incorporado ao planejamento financeiro de propriedades e empresas do setor como uma ferramenta estratégica para aquisição de máquinas, equipamentos e renovação de frota.

A mudança reflete uma postura cada vez mais profissionalizada dos agentes do agro, que passaram a analisar o crédito não apenas como uma fonte de recursos, mas como um elemento decisivo para a rentabilidade e a sustentabilidade do negócio.

Crédito mais caro aumenta pressão sobre o setor

O ambiente econômico de 2026 continua desafiador para quem depende de financiamento para investir na atividade rural.

As taxas de juros das operações de crédito rural com recursos livres permanecem elevadas, acompanhando a política monetária restritiva adotada para o controle da inflação. Ao mesmo tempo, produtores enfrentam aumento dos custos com insumos, máquinas, combustíveis, logística e seguros.

Esse conjunto de fatores tem elevado a pressão sobre as margens do setor e exigido maior atenção ao planejamento financeiro das propriedades.

Além disso, as limitações relacionadas ao crédito subvencionado previstas no Plano Agrícola e Pecuário 2025/26 ampliaram a necessidade de fontes complementares de financiamento, especialmente para médios produtores que buscam expandir ou modernizar suas operações.

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Consórcio rural ganha protagonismo no campo

Nesse contexto, o consórcio rural passou a ocupar posição de destaque entre as alternativas de financiamento utilizadas pelo agronegócio.

Dados da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC) apontam crescimento expressivo do segmento de máquinas agrícolas, impulsionado pela busca de produtores por modalidades que ofereçam previsibilidade financeira e menor impacto imediato sobre o orçamento.

A principal vantagem do modelo está na possibilidade de programar investimentos sem a incidência de juros bancários tradicionais, permitindo um planejamento de longo prazo mais alinhado aos ciclos produtivos do setor agropecuário.

Com isso, o consórcio deixou de ser visto apenas como uma alternativa eventual e passou a integrar estratégias patrimoniais de produtores que buscam expandir a capacidade produtiva com maior equilíbrio financeiro.

Gestão financeira se torna diferencial competitivo

A pressão sobre os custos e a volatilidade dos mercados têm levado os produtores a adotar uma visão mais estratégica sobre o uso do crédito.

O foco já não está apenas na ampliação da produção, mas também na proteção da rentabilidade e da capacidade de investimento ao longo dos anos.

Especialistas destacam que decisões financeiras inadequadas podem comprometer margens, reduzir a competitividade da propriedade e limitar futuras oportunidades de crescimento.

Por isso, cresce a adoção de modelos de gestão financeira mais técnicos, com análise detalhada de custos, projeções de fluxo de caixa e diversificação das fontes de financiamento.

Produtores combinam diferentes modalidades de crédito

Outra tendência observada no agronegócio é a utilização combinada de instrumentos financeiros.

Em vez de depender exclusivamente de financiamentos bancários, muitos produtores têm associado linhas de crédito tradicionais, consórcios e operações estruturadas para equilibrar capital de giro e investimentos de longo prazo.

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Essa estratégia reduz a exposição aos custos financeiros elevados e permite maior flexibilidade na administração dos recursos da propriedade.

Ao distribuir os investimentos entre diferentes modalidades, o produtor consegue preservar liquidez e manter projetos de expansão mesmo em períodos de maior restrição de crédito.

Profissionalização financeira avança no agronegócio

O fortalecimento do consórcio rural e de outras soluções financeiras evidencia uma nova fase do agronegócio brasileiro, marcada pela profissionalização da gestão econômica das propriedades.

O crédito passa a ser tratado como uma ferramenta estratégica de crescimento, integrada ao planejamento operacional e à gestão de riscos do negócio rural.

Especialistas avaliam que essa tendência deve continuar nos próximos anos, especialmente enquanto o custo do dinheiro permanecer elevado no país.

Perspectiva é de crescimento das alternativas financeiras

A expectativa do mercado é que o uso de consórcios, crédito estruturado e planejamento financeiro continue avançando no campo.

Com produtores cada vez mais atentos à previsibilidade dos investimentos e à preservação do caixa, modalidades que oferecem maior controle financeiro tendem a ganhar espaço dentro da estratégia de expansão do agronegócio.

O movimento demonstra que o setor busca crescer de forma sustentável, combinando aumento de produtividade, modernização tecnológica e gestão financeira mais eficiente para enfrentar os desafios de um ambiente econômico cada vez mais complexo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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