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Safra de milho avança no Brasil, mas mercado enfrenta travamento e preços pressionados
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O plantio da nova safra de milho nas principais regiões do Brasil segue em ritmo satisfatório, apesar de desafios climáticos e da oferta limitada no mercado. No Paraná, a colheita da segunda safra já cobre 95% da área, com produção estimada em recorde de 17,06 milhões de toneladas. No entanto, a comercialização permanece restrita, com apenas 25% da safra negociada até o momento, devido à diferença entre preços pedidos e ofertas. O plantio da primeira safra 2025/26 avança em 9% da área prevista, com lavouras em boas condições iniciais, e novos investimentos em etanol de milho prometem fortalecer o estado como polo do setor.
Em Mato Grosso do Sul, a segunda safra também atinge 95% da área plantada, mas registros de perdas climáticas atingem 20% da lavoura, com prejuízos estimados em R$ 1,8 bilhão. A produtividade média projetada é de 80 sacas por hectare, com preços entre R$ 45,00 e R$ 53,00 por saca. Muitos produtores têm optado por armazenagem, enquanto alternativas como sorgo e braquiária ganham espaço no mercado.
Santa Catarina registra desempenho misto e relevância para a pecuária
Em Santa Catarina, o clima favoreceu o início da nova safra após perdas no Oeste do estado, onde a produção totalizou 2,7 milhões de toneladas, com rendimento médio recorde de 9,35 toneladas por hectare. O mercado local segue travado, com produtores retendo estoques e mais de 30% da segunda safra destinada à silagem, destacando a importância do milho para a pecuária. A menor oferta pressiona o custo da ração de aves e suínos, impactando o setor de proteína animal.
Preços do milho em baixa no mercado futuro brasileiro
O mercado futuro de milho no Brasil encerrou a quarta-feira em baixa, refletindo a expectativa de aumento da produção nacional. De acordo com a TF Agroeconômica, o recuo nas cotações ocorreu após ajustes da Conab, que elevaram a estimativa de produção da safrinha e os estoques finais do país.
Na B3, os contratos registraram:
- Setembro/25: R$ 65,19 (-R$ 0,18 no dia; -R$ 0,20 na semana)
- Novembro/25: R$ 67,96 (-R$ 0,14 no dia; -R$ 0,66 na semana)
- Janeiro/26: R$ 70,93 (-R$ 0,31 no dia; -R$ 0,71 na semana)
Mercado internacional e expectativa do USDA influenciam cotações
Nos Estados Unidos, o milho negociado na CBOT apresentou leve alta, com investidores cobrindo posições vendidas antes do relatório de Oferta e Demanda do USDA (WASDE), previsto para divulgação nesta sexta-feira. O contrato de dezembro fechou a $ 419,75 cents/bushel (+0,66%) e o de março a $ 437,50 cents/bushel (+0,69%).
O USDA deve reduzir a previsão recorde de produtividade divulgada em agosto, ajustando a produção americana para 419 milhões de toneladas, uma redução de 6 milhões. Apesar da correção, o volume permanece histórico, e a demanda segue aquecida, com 22 milhões de toneladas já negociadas para exportação da safra 25/26, das 71 milhões previstas.
Cenário volátil exige atenção de produtores e traders
A combinação entre a produção doméstica no Brasil e as expectativas de ajustes nos Estados Unidos mantém o mercado global de milho volátil. Produtores e traders devem acompanhar de perto os próximos movimentos de preços, já que oferta e demanda continuam em constante ajuste.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Com prazo do ITR no fim, produtores pedem mais 15 dias para declarar
A Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep) pediu à Receita Federal que prorrogue por 15 dias o prazo de entrega da Declaração do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (DITR) de 2026. A entidade afirma ter recebido relatos de travamentos, lentidão e dificuldade para concluir o envio. Até agora, o pedido não mudou o calendário: o prazo termina nesta quarta-feira (30.09), às 23h59, no horário de Brasília.
A solicitação foi encaminhada por ofício na segunda-feira (28). Segundo a Faep, parte dos problemas atingiu proprietários de imóveis rurais com mais de 100 hectares, que inicialmente precisavam preencher a declaração pelo serviço online. Inconsistências em dados cadastrais que não eram recuperados pelo sistema dificultaram a conclusão do procedimento, afirma a entidade.
Em 21 de setembro, a Receita passou a permitir que esses contribuintes também utilizassem o Programa ITR 2026, instalado no computador. Para a federação, a abertura dessa alternativa a poucos dias do vencimento reforça a necessidade de conceder mais tempo a quem encontrou dificuldades na plataforma.
“Os produtores precisam de condições para cumprir essa obrigação. A lentidão no sistema e a mudança nas opções de entrega nos últimos dias justificam a prorrogação”, afirmou o presidente da Faep, Ágide Eduardo Meneguette.
Enquanto não houver anúncio oficial de prorrogação, o produtor deve considerar o prazo de 30 de setembro. Quem ainda não entregou a declaração pode consultar as orientações para declarar o ITR e evitar multa publicadas ontem pelo Pensar Agro (clique aqui).
A entrega fora do prazo sujeita o contribuinte a multa de 1% ao mês ou fração de atraso sobre o imposto devido, respeitado o mínimo de R$ 50. A quota única ou a primeira parcela do imposto também vence nesta quarta-feira. A Receita ainda não anunciou mudança para nenhum desses vencimentos.
Fonte: Pensar Agro



