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Seguro rural se fortalece no início da safra e protege produtores contra riscos

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Com o início da safra de soja 2025/26, produtores de diversas regiões do país, especialmente do Oeste da Bahia, reforçam a importância do seguro rural como ferramenta estratégica para reduzir riscos climáticos e financeiros.

Segundo Flavio Damm, assessor de negócios Agro da Sicredi União MS/TO e Oeste da Bahia, o seguro rural, embora não seja obrigatório, é altamente recomendado em todas as operações agrícolas.

“Muitas vezes, já no momento em que a operação é liberada, indicamos fortemente a contratação do seguro. Ele ajuda a proteger o investimento e evita prejuízos ao produtor”, explica Damm.

Cobertura ampla e benefícios do seguro rural

O seguro rural vai além da proteção contra intempéries climáticas, podendo incluir cobertura para maquinário, benfeitorias e penhor rural. Como uma das maiores cooperativas de crédito do país, o Sicredi se diferencia por oferecer soluções diversificadas e parcerias estratégicas com seguradoras, garantindo ainda benefícios adicionais aos associados, como o retorno do capital das operações.

“O associado, ao estar junto da cooperativa, recebe vantagens extras, aumentando a segurança e previsibilidade dos seus negócios”, complementa Damm.

Cenário nacional e desafios do setor

Apesar da relevância, atualmente o seguro rural cobre apenas cerca de 14% da área agrícola nacional, deixando grande parte das lavouras vulnerável a eventos extremos como secas, granizo e incêndios. O Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) tem ampliado o acesso à proteção, mas ainda enfrenta desafios, incluindo recursos limitados e número reduzido de peritos para realização de vistorias.

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No Oeste da Bahia, onde a semeadura da soja já está em andamento, as condições climáticas e econômicas reforçam a necessidade de proteção. A região, especialmente neste período do ano, apresenta maior incidência de queimadas e incêndios florestais, exigindo atenção redobrada dos produtores.

Planejamento e segurança para o produtor

A recomendação da Sicredi é que o seguro rural seja incluído no planejamento da safra, garantindo maior estabilidade financeira e proteção contra imprevistos. Com a adoção da cobertura adequada, os produtores podem focar na produtividade e no crescimento sustentável de seus negócios, reduzindo impactos de fatores climáticos e riscos financeiros.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Juros altos impulsionam consórcio rural e mudam estratégia financeira dos produtores do agronegócio

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O cenário de juros elevados e maior rigor na concessão de crédito está acelerando uma transformação importante na gestão financeira do agronegócio brasileiro. Diante do aumento dos custos de financiamento e das dificuldades de acesso às linhas tradicionais, produtores rurais têm buscado alternativas para manter investimentos, modernizar operações e preservar o fluxo de caixa.

Entre as modalidades que mais ganham espaço está o consórcio rural, que vem sendo incorporado ao planejamento financeiro de propriedades e empresas do setor como uma ferramenta estratégica para aquisição de máquinas, equipamentos e renovação de frota.

A mudança reflete uma postura cada vez mais profissionalizada dos agentes do agro, que passaram a analisar o crédito não apenas como uma fonte de recursos, mas como um elemento decisivo para a rentabilidade e a sustentabilidade do negócio.

Crédito mais caro aumenta pressão sobre o setor

O ambiente econômico de 2026 continua desafiador para quem depende de financiamento para investir na atividade rural.

As taxas de juros das operações de crédito rural com recursos livres permanecem elevadas, acompanhando a política monetária restritiva adotada para o controle da inflação. Ao mesmo tempo, produtores enfrentam aumento dos custos com insumos, máquinas, combustíveis, logística e seguros.

Esse conjunto de fatores tem elevado a pressão sobre as margens do setor e exigido maior atenção ao planejamento financeiro das propriedades.

Além disso, as limitações relacionadas ao crédito subvencionado previstas no Plano Agrícola e Pecuário 2025/26 ampliaram a necessidade de fontes complementares de financiamento, especialmente para médios produtores que buscam expandir ou modernizar suas operações.

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Consórcio rural ganha protagonismo no campo

Nesse contexto, o consórcio rural passou a ocupar posição de destaque entre as alternativas de financiamento utilizadas pelo agronegócio.

Dados da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC) apontam crescimento expressivo do segmento de máquinas agrícolas, impulsionado pela busca de produtores por modalidades que ofereçam previsibilidade financeira e menor impacto imediato sobre o orçamento.

A principal vantagem do modelo está na possibilidade de programar investimentos sem a incidência de juros bancários tradicionais, permitindo um planejamento de longo prazo mais alinhado aos ciclos produtivos do setor agropecuário.

Com isso, o consórcio deixou de ser visto apenas como uma alternativa eventual e passou a integrar estratégias patrimoniais de produtores que buscam expandir a capacidade produtiva com maior equilíbrio financeiro.

Gestão financeira se torna diferencial competitivo

A pressão sobre os custos e a volatilidade dos mercados têm levado os produtores a adotar uma visão mais estratégica sobre o uso do crédito.

O foco já não está apenas na ampliação da produção, mas também na proteção da rentabilidade e da capacidade de investimento ao longo dos anos.

Especialistas destacam que decisões financeiras inadequadas podem comprometer margens, reduzir a competitividade da propriedade e limitar futuras oportunidades de crescimento.

Por isso, cresce a adoção de modelos de gestão financeira mais técnicos, com análise detalhada de custos, projeções de fluxo de caixa e diversificação das fontes de financiamento.

Produtores combinam diferentes modalidades de crédito

Outra tendência observada no agronegócio é a utilização combinada de instrumentos financeiros.

Em vez de depender exclusivamente de financiamentos bancários, muitos produtores têm associado linhas de crédito tradicionais, consórcios e operações estruturadas para equilibrar capital de giro e investimentos de longo prazo.

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Essa estratégia reduz a exposição aos custos financeiros elevados e permite maior flexibilidade na administração dos recursos da propriedade.

Ao distribuir os investimentos entre diferentes modalidades, o produtor consegue preservar liquidez e manter projetos de expansão mesmo em períodos de maior restrição de crédito.

Profissionalização financeira avança no agronegócio

O fortalecimento do consórcio rural e de outras soluções financeiras evidencia uma nova fase do agronegócio brasileiro, marcada pela profissionalização da gestão econômica das propriedades.

O crédito passa a ser tratado como uma ferramenta estratégica de crescimento, integrada ao planejamento operacional e à gestão de riscos do negócio rural.

Especialistas avaliam que essa tendência deve continuar nos próximos anos, especialmente enquanto o custo do dinheiro permanecer elevado no país.

Perspectiva é de crescimento das alternativas financeiras

A expectativa do mercado é que o uso de consórcios, crédito estruturado e planejamento financeiro continue avançando no campo.

Com produtores cada vez mais atentos à previsibilidade dos investimentos e à preservação do caixa, modalidades que oferecem maior controle financeiro tendem a ganhar espaço dentro da estratégia de expansão do agronegócio.

O movimento demonstra que o setor busca crescer de forma sustentável, combinando aumento de produtividade, modernização tecnológica e gestão financeira mais eficiente para enfrentar os desafios de um ambiente econômico cada vez mais complexo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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