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Tarifas dos EUA impulsionam exportações brasileiras para a China e afetam mercado de defensivos

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O impacto das tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre o comércio global está redirecionando as exportações brasileiras para novos mercados, com destaque para a China. Esse movimento estratégico será analisado pelo CEO e diretor de Investimentos da Persevera Asset Management, Guilherme Abbud, durante o 16º Brasil AgroChemShow, evento internacional voltado ao setor de agroquímicos, fertilizantes e bioinsumos, que acontece nos dias 12 e 13 de agosto, no Expo Center Norte, em São Paulo.

Mudança no cenário comercial global e impactos no agro brasileiro

Com uma abordagem macroeconômica, Abbud discutirá como as tensões comerciais internacionais estão moldando as estratégias do agronegócio brasileiro. Ele destacará os reflexos da reorientação das exportações para a China e as implicações diretas na cadeia de defensivos agrícolas.

“As tarifas americanas têm acelerado a busca do Brasil por novos parceiros comerciais, especialmente a China, que hoje é um dos maiores consumidores de nossos produtos agrícolas. Esse movimento ajuda a diversificar exportações e fortalece as relações comerciais, reduzindo dependências”, afirma Abbud.

Segundo o executivo, esse redirecionamento é essencial para evitar a formação de excedentes no mercado interno, o que poderia pressionar os preços e impactar negativamente a indústria de defensivos agrícolas.

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Tendências e desafios do setor em pauta

Além da discussão sobre as tarifas e o novo direcionamento comercial, o painel abordará tendências, desafios e oportunidades que devem moldar o futuro do agronegócio no Brasil. Para Abbud, o evento representa uma oportunidade de troca de experiências, disseminação de conhecimento e preparação para as transformações em andamento no cenário global.

Brasil AgroChemShow reunirá mais de 70 expositores e 1.200 profissionais

Considerado um dos principais encontros do setor de agroquímicos na América Latina, o Brasil AgroChemShow chega à sua 16ª edição com a presença de mais de 70 expositores e cerca de 1.200 profissionais do setor, incluindo fabricantes, traders, distribuidores, consultores e representantes de países como China, Índia, Japão, EUA, Europa e América Latina.

A programação contará com palestras com tradução simultânea em português, inglês e mandarim. O evento é organizado pela AllierBrasil e pela CCPIT Chem-China.

Inscrições com impacto social

Os interessados em participar podem se inscrever pelo site allierbrasil.com.br/agrochemshow/. A inscrição é feita por meio da doação de cestas básicas que serão destinadas à ONG CrêSer, que atua em São Paulo. Em 2024, a iniciativa arrecadou 11 toneladas de alimentos.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Terras raras ganham protagonismo: Câmara vota política para minerais críticos e estudo aponta vantagem estratégica do Brasil

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A Câmara dos Deputados deve votar nesta terça-feira (5) um projeto de lei que institui a política nacional para exploração de minerais críticos e estratégicos no Brasil, incluindo as terras raras — insumos essenciais para tecnologias ligadas à transição energética, como veículos elétricos, turbinas eólicas e equipamentos eletrônicos.

O avanço da pauta ocorre em um momento em que cresce a preocupação global com a segurança das cadeias de suprimentos desses minerais. Estudo recente da KPMG aponta que a América do Sul reúne condições estratégicas para assumir papel relevante nesse cenário, especialmente diante da elevada concentração da produção mundial na China.

Dependência global e oportunidade para o Brasil

De acordo com o levantamento, mais de 70% da produção global de terras raras está concentrada na China, o que gera riscos geopolíticos e vulnerabilidades no abastecimento. Esse contexto abre espaço para novos players no mercado internacional.

O Brasil se destaca nesse cenário por possuir as segundas maiores reservas mundiais de terras raras, embora ainda ocupe apenas a 12ª posição na produção global. Essa diferença entre potencial e participação efetiva indica uma oportunidade estratégica para o país ampliar sua presença no setor.

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Segundo especialistas, a combinação entre recursos naturais abundantes e demanda crescente por tecnologias limpas coloca o Brasil em posição favorável para avançar na cadeia global de minerais críticos.

Quatro pilares para reconfiguração da cadeia de suprimentos

O estudo da KPMG identifica quatro fatores-chave que podem impulsionar a América do Sul — e o Brasil — na reconfiguração das cadeias globais de suprimentos:

  1. Diversificação geográfica da oferta: A existência de reservas ainda não exploradas permite à região reduzir a concentração global da produção e aumentar a segurança no fornecimento desses minerais estratégicos.
  2. Desenvolvimento do processamento local: A ampliação da capacidade de refino e beneficiamento na origem é considerada essencial para agregar valor à produção, reduzir gargalos logísticos e estimular a geração de empregos qualificados.
  3. Avanço da economia circular: A reciclagem de componentes eletrônicos, baterias e motores elétricos surge como alternativa complementar ao suprimento primário, reduzindo a pressão sobre os recursos naturais.
  4. Gestão integrada de riscos: A incorporação de fatores geopolíticos, climáticos e econômicos no planejamento da mineração pode aumentar a resiliência das cadeias produtivas e mitigar possíveis interrupções.
Demanda crescente impulsiona mercado

O relatório também destaca que a expansão global de tecnologias de baixo carbono deve elevar significativamente a demanda por terras raras nos próximos anos. A popularização de veículos elétricos e a instalação de parques eólicos em larga escala exigirão volumes cada vez maiores desses minerais.

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Esse cenário pressiona a economia global a buscar soluções complementares, como o desenvolvimento de tecnologias substitutivas e o fortalecimento de práticas de reciclagem e reaproveitamento de materiais críticos.

Brasil no centro da transição energética

Com vasto potencial mineral e crescente relevância no debate energético global, o Brasil pode assumir papel estratégico na nova configuração das cadeias de suprimentos. No entanto, especialistas apontam que o avanço dependerá de políticas públicas eficientes, segurança jurídica e investimentos em tecnologia e infraestrutura.

A votação do projeto na Câmara representa um passo importante nesse processo, podendo estabelecer as bases regulatórias para o desenvolvimento sustentável do setor no país.

Perspectiva

A corrida global por minerais críticos deve se intensificar nos próximos anos, impulsionada pela transição energética e pela necessidade de diversificação das fontes de suprimento. Nesse contexto, o Brasil tem a oportunidade de transformar seu potencial geológico em protagonismo econômico, desde que consiga alinhar regulação, investimento e inovação.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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