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Tecnologia de precisão reduz custos com fertilizantes e combustível no campo

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Alta dos fertilizantes pressiona custos de produção no agronegócio

O aumento dos preços dos fertilizantes e dos combustíveis, impulsionado por tensões geopolíticas no Oriente Médio, tem levado produtores rurais brasileiros a reavaliar seus custos de produção. Com o Brasil importando entre 80% e 90% dos insumos nitrogenados e os fertilizantes representando cerca de 40% do custo total da lavoura, a eficiência operacional passou a ser essencial para a manutenção da rentabilidade no campo.

Diante desse cenário, cresce a busca por soluções tecnológicas aplicadas ao maquinário agrícola como estratégia para reduzir despesas e aumentar a eficiência produtiva.

Agricultura de precisão reduz desperdícios e melhora a eficiência no campo

Segundo Elizeu dos Santos, gerente de marketing de produto da Valtra, a agricultura de precisão deixou de ser apenas inovação e passou a ser uma ferramenta direta de redução de custos no campo.

“A tecnologia garante que os insumos sejam aplicados apenas onde há necessidade, evitando desperdícios que impactam diretamente o resultado final da lavoura”, afirma.

Um dos principais gargalos é a sobreposição de insumos, quando fertilizantes, sementes ou defensivos são aplicados mais de uma vez na mesma área. Em operações manuais, essa perda pode chegar a 4,5%, mas sistemas tecnológicos ajudam a eliminar esse desperdício.

Aplicação em taxa variável pode gerar economia de até 10%

Com soluções como o Valtra Guide e o controle de seção (Section Control), a sobreposição pode ser reduzida a níveis próximos de zero.

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Essa precisão permite uma economia estimada entre 4,5% e 10% nos custos com fertilizantes. Além disso, os equipamentos trabalham com mapas de prescrição, permitindo aplicação em taxa variável, ajustando a quantidade de insumo conforme a necessidade específica de cada área da propriedade.

Máquinas agrícolas aumentam eficiência no plantio e distribuição de insumos

No portfólio da Valtra, algumas soluções se destacam na otimização do uso de insumos no campo. A Momentum possui três seções de corte de fertilizante, reduzindo sobreposições em áreas de cabeceira e aumentando a eficiência operacional.

Outro destaque é o Dry Box 560, que opera com alto rendimento diário e tecnologia embarcada com piloto automático de fábrica, contribuindo também para a redução do consumo de combustível em até 35%.

Pulverização de precisão reduz uso de defensivos em até 73%

Na etapa de pulverização, os equipamentos da Série R contam com controle de vazão por sistema PWM bico a bico, além da tecnologia Liquid Logic, que melhora a gestão da calda aplicada.

Essas soluções reduzem significativamente as sobreposições e podem gerar economia de até 73% no uso de defensivos e insumos nas bordaduras.

Eficiência no consumo de combustível reduz custos operacionais no campo

A alta no preço do diesel também impacta diretamente o custo da produção agrícola. Nesse contexto, a modernização das máquinas se torna fundamental para o controle de gastos.

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Tratores com transmissão continuamente variável (CVT), como os das Séries Q e T da Valtra, otimizam o uso do motor e podem reduzir o consumo de combustível entre 25% e 30% em comparação com transmissões convencionais.

Já a Série S6, equipada com motor AGCO Power de 8,4 litros, opera com menor rotação para atingir potência máxima, reduzindo o consumo entre 10% e 15%. O modelo também conta com o sistema SmartTurn, que automatiza manobras de cabeceira, evitando sobreposições e reduzindo o gasto de combustível e a compactação do solo.

Tecnologia no campo garante mais rentabilidade e eficiência produtiva

Especialistas destacam que a combinação entre automação, precisão e gestão inteligente dos insumos representa uma mudança estrutural na forma de produzir.

Em operações de longa duração ao longo da safra, a economia gerada pelas tecnologias pode compensar o investimento em maquinário moderno e proteger a margem de lucro do produtor diante da volatilidade dos preços de fertilizantes e combustíveis.

“A rentabilidade está nos detalhes, e o uso inteligente da tecnologia é o que garante competitividade no campo”, conclui Elizeu dos Santos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agro digital transforma mercado de trabalho e amplia demanda por profissionais híbridos no Brasil

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A crescente digitalização do agronegócio brasileiro está redefinindo o perfil dos profissionais exigidos pelo setor. Em um cenário no qual o agro pode representar cerca de 29,4% do Produto Interno Bruto (PIB) do país em 2025, segundo levantamento do Cepea/Esalq-USP em parceria com a CNA, aumenta a demanda por talentos capazes de integrar conhecimento técnico em Ciências Agrárias com competências em dados, ESG, geotecnologias e análise estratégica de mercado.

Agro digital impulsiona demanda por profissionais híbridos

O avanço tecnológico no campo tem ampliado a necessidade de profissionais com perfil híbrido, que combinem formação em áreas como Agronomia e Engenharia com habilidades em ciência de dados e ferramentas digitais.

Apesar de o Brasil ultrapassar a marca de 10 milhões de estudantes no ensino superior, de acordo com o Censo da Educação Superior 2024 (Inep/MEC), os cursos ligados às Ciências Agrárias ainda registram menor volume de matrículas em comparação a áreas tradicionais. Ainda assim, o setor vive uma transformação estrutural que aumenta a relevância dessa formação, especialmente quando associada a competências digitais.

RH do agro enfrenta desafio de formação e qualificação

Para a gerente de Recursos Humanos da Serasa Experian, primeira e maior datatech do Brasil, Fernanda Guglielmi, o principal desafio das empresas do setor vai além da contratação.

“O agro digital está exigindo um perfil que combina formação técnica sólida com domínio de dados e visão estratégica. O mercado ainda forma esses profissionais de maneira mais segmentada, então parte do nosso trabalho é complementar essa formação internamente”, afirma.

Segundo ela, a empresa tem intensificado a busca por talentos em universidades com foco em Ciências Agrárias e Engenharia. “Nem sempre encontramos o perfil completo pronto. Por isso, investimos na capacitação contínua e no desenvolvimento de competências analíticas e digitais dentro das equipes”, explica.

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Geoprocessamento e dados ampliam atuação no agronegócio

A transformação digital também se reflete na estrutura das empresas do setor. A incorporação da Agrosatélite pela Serasa Experian ampliou a atuação em geoprocessamento aplicado ao agronegócio, com uso de imagens de satélite e análise espacial para mapeamento de culturas, propriedades e uso do solo.

Essas tecnologias apoiam decisões de crédito, planejamento, avaliação de riscos e monitoramento de critérios socioambientais, cada vez mais exigidos pelo mercado.

Profissional de Agronomia ganha espaço em áreas de tecnologia

Nesse novo contexto, profissionais formados em Agronomia passam a ocupar posições que combinam conhecimento técnico e análise de dados. Um exemplo é o de Gabriel Ferro, Analista de Geoprocessamento Júnior na equipe de Maps Generation da vertical de Agronegócio da Serasa Experian.

Formado pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), ele atua na interpretação de imagens, mapeamento e geração de dados sobre culturas agrícolas no Brasil e no exterior.

Formação multidisciplinar é diferencial no agro digital

Durante o período de formação, Gabriel avaliou diferentes caminhos até escolher a Agronomia. Segundo ele, a decisão foi influenciada pela amplitude da área.

“A Agronomia me chamou atenção pela forma como solo, clima, planta e manejo estão conectados e influenciam diretamente a produtividade. Essa visão sistêmica fez sentido para mim”, afirma.

Hoje, sua rotina envolve análise de imagens, cruzamento de informações agronômicas e organização de dados que apoiam decisões estratégicas no setor. “Entender o campo contribui diretamente para a consistência dos dados finais”, explica.

Mercado de trabalho no agro aponta crescimento de funções analíticas

A integração entre produção agrícola, tecnologia e análise de dados já impacta diretamente o mercado de trabalho. Um levantamento do LinkedIn, o relatório “Empregos em Alta 2026”, aponta cargos ligados à ciência agrária e análise de dados entre os que mais cresceram no Brasil nos últimos anos.

Para a Serasa Experian, esse cenário exige atualização constante das estratégias de recrutamento e desenvolvimento. “Estamos falando de um profissional que transita entre campo, tecnologia e estratégia. Essa combinação amplia a capacidade das empresas de tomar decisões mais precisas e sustentáveis”, destaca Fernanda Guglielmi.

Tecnologia no campo acelera transformação da agricultura digital

Segundo diretrizes da Embrapa, tecnologias como sensores conectados, drones e imagens de satélite já fazem parte da rotina produtiva no campo. Essas ferramentas também são fundamentais para análises de risco territorial e avaliação de critérios socioambientais no crédito rural.

Para profissionais da área, a atualização contínua é essencial. “Buscar cursos complementares e acompanhar as diferentes frentes do agro é fundamental. O conhecimento técnico e prático se soma ao longo da carreira”, afirma Gabriel.

Serasa Experian reforça liderança em inovação e inteligência de dados

Com mais de 5,2 mil colaboradores no Brasil, a Serasa Experian atua em soluções de inteligência para análise de riscos e oportunidades em diversos setores da economia.

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A empresa foi novamente certificada pelo Great Place to Work (GPTW) em 2025 e reconhecida em rankings como Best Internship Experiences (BIE) e Employers For Youth (EFY).

No cenário global, a Experian opera em mais de 30 países e figura entre as “World’s Best Workplaces™”, além de receber prêmios de inovação como o “Prêmio Valor Inovação” e integrar a lista das “100 Empresas Mais Inovadoras no Uso de TI”, do IT Forum.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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