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Varejo alimentar recua 6,2% em junho ante maio, mas registra avanço de 2,8% na comparação anual
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Queda no faturamento de junho frente a maio
O varejo alimentar brasileiro registrou queda de 6,2% no faturamento em junho, na comparação com maio de 2025, conforme levantamento da Rock Encantech, empresa referência em soluções para engajamento de clientes na América Latina. A análise considerou 160 milhões de transações e apontou que o segmento de atacarejo teve impacto relevante, com redução de 6% no faturamento.
Esse desempenho negativo refletiu também na queda de 1,9% tanto no ticket médio quanto na quantidade de itens adquiridos por compra, indicando um comportamento de consumo mais contido.
Impactos por tipo de canal e porte dos estabelecimentos
No canal de supermercados, o faturamento caiu 4,6% em junho comparado ao mês anterior, influenciado pela redução de 0,5% no ticket médio e pela leve diminuição de 0,2% no número de itens por compra.
Nos varejos menores, com até quatro checkouts, a retração foi mais acentuada, de 6,5% no faturamento. Os estabelecimentos com até nove caixas tiveram queda de 5,7%, enquanto os com mais de 10 checkouts registraram retração de 5,5% no período.
Festas juninas aquecem o setor, mas resultados ficam abaixo do esperado
Fernando Gibotti, VP de Varejo e Indústria da Rock Encantech, destaca que junho é um mês crucial para o varejo alimentar em função das festas juninas. “Neste ano, a performance ficou aquém do esperado, sobretudo pela tendência de carrinhos mais enxutos, o que indica um apetite menor dos consumidores, mesmo em um período sazonalmente aquecido”, comenta.
Crescimento anual: alta de 2,8% em relação a junho de 2024
Na comparação com junho de 2024, o varejo alimentar apresentou avanço de 2,8%. O crescimento foi impulsionado principalmente pelos clientes fidelizados, que elevaram o faturamento em 10,4%. Além disso, o aumento médio de 8% no preço dos produtos contribuiu significativamente para esse resultado.
No canal de supermercados, o crescimento foi de 5,1%, com destaque para as lojas menores (até quatro checkouts). O atacarejo também cresceu, mas de forma mais modesta, em 1,3%.
Gibotti ressalta que a elevação dos preços pressionou o volume de itens por compra e o número de tickets, configurando uma retração no consumo real quando considerada a inflação acumulada (IPCA de 5,35% nos últimos 12 meses).
Balanço positivo em maio também refletiu crescimento no setor
O relatório da Rock Encantech mostrou que, em maio, o varejo alimentar cresceu 3% em relação ao mesmo mês de 2024. O desempenho dos clientes fidelizados foi decisivo, impulsionando o faturamento em 12,9%. O preço médio dos produtos teve alta de 9,5%, superior à de junho.
No mesmo período, os supermercados tiveram aumento de faturamento de 6,2%, enquanto o atacarejo registrou crescimento de 1,2%.
Perspectivas para o setor
Segundo Gibotti, apesar das variações entre os meses, fatores como o ticket médio e a fidelização continuam determinando o desempenho do varejo alimentar. “Esses movimentos ajudam a entender o que realmente impacta as vendas e podem orientar decisões mais eficazes para toda a cadeia do setor”, conclui o executivo.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Produtor rural de SP amplia uso de capital próprio e muda estratégia financeira no campo, revela ABMRA
Os produtores rurais do estado de São Paulo estão ampliando o uso de capital próprio para financiar suas atividades, redesenhando o comportamento financeiro no campo e assumindo papel mais estratégico na gestão das propriedades. É o que aponta a 9ª Pesquisa ABMRA Hábitos do Produtor Rural.
De acordo com o levantamento, a utilização de recursos próprios para capital de giro avançou de 78% em 2021 para 84% em 2025. No mesmo período, o crédito rural também ganhou espaço, passando de 8% para 17% como alternativa de financiamento.
Capital próprio ganha força nos investimentos
O protagonismo financeiro do produtor também se reflete na aquisição de máquinas e equipamentos agrícolas. Em 2021, 59% dos produtores utilizavam recursos próprios para investir em itens como tratores, colheitadeiras e implementos. Em 2025, esse percentual saltou para 79%.
O movimento consolida o capital próprio como principal fonte de financiamento no campo, reduzindo a dependência de crédito externo e reforçando a autonomia dos produtores nas decisões de investimento.
Novo perfil do produtor rural
Mais do que uma mudança financeira, os dados indicam uma transformação no perfil do produtor paulista, que passa a atuar de forma mais analítica, criteriosa e estratégica.
Segundo o presidente da Associação Brasileira de Marketing Rural e Agro (ABMRA), Ricardo Nicodemos, esse novo cenário exige uma mudança na forma como empresas e marcas se comunicam com o público do agro.
“O produtor rural está mais protagonista e seletivo em suas decisões, inclusive financeiras. Isso demanda uma comunicação mais alinhada à realidade do campo, baseada em dados, confiança e geração de valor”, destaca.
Clima lidera preocupações no campo
A pesquisa também evidencia o peso crescente das questões climáticas na rotina do produtor rural. Segundo o estudo, 99% dos entrevistados acreditam que as mudanças climáticas terão impacto direto na produção agrícola.
Entre os principais desafios apontados:
- Clima: citado por 68% dos produtores
- Custos de produção: 41%
- Comercialização: 33%
Secas prolongadas, chuvas intensas e variações de temperatura estão entre os fatores que mais preocupam o setor.
Barreiras à adoção de tecnologia
Apesar da necessidade de adaptação às novas condições climáticas, a adoção de tecnologias ainda enfrenta obstáculos. Cerca de 28% dos produtores consideram altas ou muito altas as barreiras para implementar novas soluções no campo.
Entre os principais entraves estão:
- Alto custo das tecnologias
- Falta de informação
- Limitação de assistência técnica
- Dificuldade de acesso a recursos
- Incertezas sobre os resultados
Tendência no agro
O avanço do uso de capital próprio, aliado ao aumento da consciência sobre riscos climáticos e à busca por eficiência, sinaliza um novo momento para o agronegócio paulista.
Nesse cenário, produtores mais independentes e estratégicos tendem a impulsionar mudanças no mercado, exigindo soluções mais eficazes, comunicação mais assertiva e maior geração de valor por parte das empresas do setor.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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