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Brasil reafirma valorização docente em Cúpula da Unesco

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O Ministério da Educação (MEC) participou, entre 28 e 29 de agosto, da Primeira Cúpula Mundial sobre Docentes, organizada pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), em parceria com o governo do Chile. 

O encontro, copresidido pelo presidente do Chile, Gabriel Boric, e pela diretora-geral da Unesco, Audrey Azoulay, reuniu ministros da Educação de diversas regiões do mundo, representantes docentes, organizações internacionais, sociedade civil e parceiros de desenvolvimento, como o Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF); a Organização dos Estados Ibero-Americanos para a Educação, Ciência e Cultura (OEI); e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). O objetivo central do evento foi debater soluções para a escassez global de professores e fortalecer a valorização da carreira docente. 

O MEC foi representado pelo secretário de Articulação Intersetorial e com os Sistemas de Ensino do MEC, Gregório Grisa, que cumpriu missão em Santiago em nome do ministro da Educação, Camilo Santana. Além da participação na Cúpula, o secretário integrou a reunião do Comitê Diretor de Alto Nível para o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável ODS 4 (HLSC), instância máxima de coordenação da Unesco para educação na Agenda 2030. O Brasil exerce papel de liderança no Comitê Diretivo Regional (CDR), ao lado do Chile, representando os países da América Latina e do Caribe. 

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O Comitê de Alto Nível — presidido em 2024-2025 pelo presidente do Chile e pela diretora-geral da Unesco — estabelece orientações globais para a governança do ODS 4, enquanto o CDR promove consensos e alianças para enfrentar desafios comuns. Nesse contexto, foram lançados a Estratégia Regional Docente, que traça uma agenda para fortalecer a formação inicial e continuada, valorizar a carreira docente e aprimorar condições de trabalho, com foco em equidade, diversidade e competências digitais; e o Plano de Ação sobre Violência, que propõe uma resposta regional baseada em evidências para garantir escolas seguras, inclusivas e livres de violência. 

A reunião também apresentou novos dados sobre o progresso do ODS 4 na região. Em 2023, 9,5 milhões de crianças e jovens estavam fora da escola na América Latina e no Caribe. Os países se comprometeram a reduzir esse número em cinco milhões até 2030, com metas intermediárias já definidas para 2025, voltadas à reintegração e à permanência escolar. O encontro foi encerrado com a orientação de coordenar, em nível nacional, a implementação e o monitoramento da Estratégia Regional Docente e do Plano de Ação sobre Violência. 

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Experiência brasileira – Durante as agendas, o Brasil destacou suas políticas para formação inicial e continuada e para a valorização dos professores, com programas que atraem novos estudantes para a docência, qualificam profissionais em exercício e incentivam a permanência na carreira. A experiência nacional, que inclui ações voltadas à equidade e à inclusão, foi apresentada como exemplo de política pública capaz de inspirar outros países da região e do mundo. 

O MEC reforçou que a valorização do magistério é condição essencial para assegurar educação de qualidade e que o ODS 4 ocupa lugar prioritário na agenda nacional e internacional do Brasil. Ao participar da Cúpula Mundial sobre Docentes e do Comitê Diretor de Alto Nível, o país reafirma sua liderança no debate educacional global e sua disposição em cooperar com outras nações para enfrentar os desafios da profissão docente. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Assessoria Internacional (AI) 

Fonte: Ministério da Educação

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CMSE assegura atendimento eletroenergético em 2026 com reservatórios em níveis elevados no início do período seco

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O Ministério de Minas e Energia (MME) realizou, nesta quarta-feira (1º/7), a 320ª reunião ordinária do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE). O colegiado destacou a melhora contínua das condições hidrometeorológicas na Região Sul ao longo do mês de junho, especialmente na bacia do rio Iguaçu, em comparação aos meses anteriores. O cenário contribuiu para a recuperação dos níveis de armazenamento dos reservatórios da região, que alcançaram níveis satisfatórios, reforçando a segurança do atendimento eletroenergético do país em 2026.

De acordo com o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), a atuação frequente de frentes frias e massas de ar frio nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste favoreceu a ocorrência de chuvas e a redução das temperaturas ao longo do período. Nessas três regiões, os termômetros registraram valores abaixo da média histórica para a época do ano.

Já as bacias dos rios Iguaçu, Tietê, Grande, Paranaíba e a incremental à UHE Itaipu apresentaram totais de precipitação superiores à média mensal. No caso das bacias dos rios Tietê, Grande e Paranaíba, os índices históricos de chuva para esta época do ano são naturalmente reduzidos. Para grande parte das demais bacias do Sistema Interligado Nacional (SIN), os cenários apresentam condições próximas à média histórica. Na reunião, também foi ressaltada a elevada probabilidade de ocorrência do fenômeno El Niño no segundo semestre de 2026, com predominância de projeções que apontam para intensidade forte ou muito forte.

No que se refere ao atendimento de potência do SIN, o ONS informou que, em cenários de maior demanda e condições climáticas adversas, está prevista a utilização complementar de usinas termelétricas, aliada à operação otimizada das hidrelétricas do rio São Francisco e ao uso estratégico do reservatório da UHE Itaipu.

Ainda durante a reunião, o ONS apresentou o Plano da Operação Energética (PEN) que avalia os critérios de garantia de suprimento de energia e potência, no horizonte 2027 a 2030. Os resultados serão divulgados no Portal do PEN (Sumário Executivo e Resultados em Power BI) no dia 7 de julho, data em que também será realizada reunião com agentes. Os Relatórios Finais serão divulgados no referido Portal do ONS e no SINtegre no dia 31 de julho.

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Informações Técnicas:

Condições Hidrometeorológicas: em junho, a precipitação foi superior à média mensal na área incremental à UHE Itaipu e nas bacias dos rios Iguaçu, Tietê, Paraíba do Sul, Grande e Paranaíba e no trecho montante à UHE Três Marias, no São Francisco. Ressalta-se que a média é baixa nas bacias da região Sudeste nessa época do ano. Nas demais bacias hidrográficas de interesse do SIN, os totais de precipitação foram inferiores à média.

Em relação à Energia Natural Afluente (ENA), ainda durante junho, foram observados valores abaixo da média histórica para os subsistemas Sudeste/Centro-Oeste, Sul, Nordeste e Norte, sendo 93%, 82%, 59% e 58% da Média de Longo Termo (MLT), respectivamente. Em termos de SIN foi verificada ENA de 82% da MLT.

Com relação à previsão meteorológica, o tema foi apresentado na reunião pelo Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), a convite do CMSE. Os destaques da previsão indicam, no horizonte de uma semana, chuvas abaixo da média nas bacias do Iguaçu e Jacuí e, na segunda semana, chuvas acima da média em parte da bacia do Paraná e condições normais nas demais bacias. Para a segunda quinzena, a previsão indica chuvas acima da média em parte da bacia do Paraná, Iguaçu e no Alto Uruguai. Nas demais bacias, chuvas em torno da média.

Energia Armazenada: ao final de junho, foram verificados armazenamentos equivalentes de 66%, 63%, 89% e 95% nos subsistemas Sudeste/Centro-Oeste, Sul, Nordeste e Norte, respectivamente. No SIN, o armazenamento foi de aproximadamente 71%.

Previsão Hidroenergética para Julho/2026:

Subsistema

ENA (% MLT)
Cenário Superior

ENA (% MLT)
Cenário Inferior

EARmáx (%)
Cenário Superior

EARmáx (%) Cenário Inferior

Sudeste/Centro-Oeste

105% 

87% 

63,8% 

62,3% 

Sul

125% 

50% 

75,2% 

52,2% 

Nordeste

61% 

61% 

84,4% 

88,6% 

Norte

72% 

68% 

93,3% 

93,1% 

SIN (total)

102%  

74% (4º menor em 96 anos) 

69,7% 

66,1% 

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Expansão da Geração e Transmissão: a expansão verificada em junho de 2026 foi de 184,5 MW de capacidade instalada de geração centralizada de energia elétrica, com destaque para entrada em operação comercial do Complexo Fotovoltaico Lagoinha, no município de Russas/CE, com 165 MW. No caso da transmissão, entraram em operação comercial 1.012 km de linhas de transmissão, com destaque para a entrada da LT 500 kV Xingó – Camaçari II C1 e C2 (357 km cada) e da LT 500 kV Presidente Juscelino – Vespasiano 2, C1 e C2 (149 km cada). Não houve entrada em operação comercial de novos transformadores com tensão igual ou superior a 230 kV.

Comercialização: No âmbito do monitoramento da comercialização, a Câmara de Comercialização de Energia (CCEE) apresentou os resultados da liquidação financeira do Mercado de Curto Prazo (MCP), referente à contabilização de maio de 2026. O montante totalizou R$ 3,07 bilhões, dos quais R$ 2,64 bilhões foram liquidados, com R$ 414,81 milhões (15,70% do liquidado) creditados à Conta de Energia de Reserva – CONER, enquanto R$ 424,40 milhões permaneceram inadimplidos.

Exportação/Importação: Considerando os meses de maio e junho de 2026 (dados preliminares), não houve exportação de energia proveniente de usinas hidrelétricas. Quanto à exportação termelétrica, em maio de 2026, o montante foi de 754 MWmédios (561 GWh), sendo 98% para a Argentina e 2% para o Uruguai. Em junho de 2026, o montante foi de 1.169,5 MWmédios (814 GWh), sendo 85% para a Argentina e 15% para o Uruguai. Não houve importação comercial nos meses de maio e junho de 2026.

O CMSE, na sua competência legal, continuará monitorando, de forma permanente, as condições de abastecimento e o atendimento ao mercado de energia elétrica do País, adotando as medidas para a garantia do suprimento de energia elétrica. As definições finais sobre a reunião do CMSE desta quarta-feira (01/07) serão consolidadas em ata devidamente aprovada por todos os participantes e divulgada conforme o regimento.

*Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico 

Fonte: Ministério de Minas e Energia

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