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Ceará adere a projeto nacional para qualificar uso da força policial

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Fortaleza, 04/09/2025 – O Ceará deu um passo importante na modernização da segurança pública ao aderir, nessa quarta-feira (3), ao Projeto Nacional de Qualificação do Uso da Força, iniciativa do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp). A assinatura do termo ocorreu na sede do Centro Integrado de Segurança Pública, em Fortaleza.

Com a adesão, o estado se torna o 20º a integrar o projeto, que estabelece protocolos claros e baseados em evidências para garantir mais segurança jurídica aos profissionais de segurança. O objetivo é reduzir riscos de ações desproporcionais e proteger a população.

Para apoiar a implementação, o MJSP destinou 16.355 espargidores de pimenta e 500 kits de armas de incapacitação neuromuscular. Também está prevista a capacitação de até 80 policiais. O investimento total, via Fundo Nacional de Segurança Pública, foi de R$ 3.704.950.

O secretário Nacional de Segurança Pública, Mario Sarrubbo, destacou que o fortalecimento e a valorização dos profissionais do Sistema Único de Segurança Pública são focos centrais das políticas públicas do MJSP. Segundo ele, o projeto vai preparar os agentes para reagirem da forma adequada e diferenciada conforme a necessidade do enfrentamento.

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“Vamos ferir menos, matar menos, mas também vamos morrer menos. Nossos policiais terão mais segurança, estarão mais treinados e terão instrumentos para responder sempre com eficiência e responsabilidade. Outra vantagem é que estaremos mais próximos da população, porque isso diminui a letalidade”, afirmou.

Para o secretário da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará, Antonio Roberto Cesário de Sá, os desafios são diversos e os policiais precisam estar, cada vez mais, preparados para enfrentar todos os tipos de ocorrências. Na opinião dele, a iniciativa vai capacitar e oferecer alternativas para o uso escalonado da força.

“Cada ocorrência tem a sua história. É fundamental que o policial esteja treinado e disponha de instrumentos para aplicar a força de forma progressiva, técnica e adequada a cada situação”, declarou.

O evento contou ainda com a presença da diretora do Sistema Único de Segurança Pública (Dsusp), Isabel Figueiredo; do coordenador-geral de Governança e Gestão do Susp, Márcio Mattos; do comandante-geral da Polícia Militar do Ceará, Sinval da Silveira Sampaio; e do delegado-geral da Polícia Civil do Ceará, Márcio Gutiérrez, entre outras autoridades.

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Uso qualificado da força

O projeto orienta os agentes de segurança a aplicarem o nível adequado de força diante de ameaças reais ou iminentes, sempre priorizando a preservação da vida. Com isso, busca-se evitar ferimentos e mortes desnecessárias, ao mesmo tempo em que se aumenta a confiança da população nas instituições e se fortalece a segurança jurídica dos profissionais.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Senacon alerta para riscos à defesa do consumidor em projeto de lei

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Brasília, 18/5/2026 – A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) acompanha a tramitação do Projeto de Lei nº 2.766/2021 na Câmara dos Deputados e emitiu, na terça-feira (12), uma nota técnica com alertas sobre a proposta. Embora o texto do projeto alegue ampliar a segurança jurídica para empresas e padronizar as punições aplicadas pelos Procons, a avaliação da Senacon é de que as mudanças podem, na prática, enfraquecer a fiscalização e dificultar a aplicação de sanções a fornecedores.

Em dezembro de 2025, o tema também foi discutido em reunião entre representantes da Secretaria e o relator da proposta na Câmara dos Deputados. Na ocasião, foram apresentados os principais pontos de preocupação do órgão em relação ao projeto em análise.

Segundo avaliação do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), o texto representa um possível retrocesso na política de defesa do consumidor, ao reduzir a autonomia dos Procons estaduais e municipais e beneficiar empresas infratoras em detrimento dos consumidores.

Entre os principais pontos levantados pela Senacon está a centralização de decisões na esfera federal. Segundo a pasta, a medida pode enfraquecer a atuação dos Procons locais. A avaliação é de que empresas poderiam recorrer a disputas burocráticas e conflitos de competência para atrasar processos.

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A nota técnica também critica a previsão de que a fiscalização tenha caráter obrigatoriamente orientador antes da aplicação de penalidades. Na prática, as empresas teriam prazo para corrigir irregularidades antes de serem autuadas. Para a Senacon, a ação pode comprometer a atuação em casos graves, como propaganda enganosa, fraude contratual, venda de produtos adulterados, eventos temporários e situações de risco à saúde do consumidor.

O benefício da fiscalização orientadora já existe para micro e pequenos empreendimentos. O PL, porém, estende esse tratamento a grandes conglomerados econômicos, que possuem estrutura jurídica e pleno conhecimento das normas consumeristas.

Para o secretário nacional do Consumidor, Ricardo Morishita, “a aprovação do PL 2.766/2021 representaria um enfraquecimento dos Procons e o maior retrocesso da defesa do consumidor nos últimos 35 anos. Beneficiaria maus fornecedores e aqueles que prejudicam o consumidor”.

Outro ponto considerado preocupante é a exigência de comprovação de “risco concreto” ao consumidor para aplicação de determinadas sanções. O entendimento da pasta é de que a mudança enfraquece o caráter preventivo do sistema de defesa do consumidor. Atualmente, os Procons podem agir imediatamente diante da identificação de uma prática abusiva. Com a alteração, poderá ser necessária a comprovação prévia da existência de dano efetivo.

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A Senacon avalia que o projeto reduz o impacto das multas aplicadas a grandes empresas. Segundo a nota, a limitação de valores e a mudança nos critérios de cálculo podem fazer com que as sanções tenham pouco efeito sobre grandes grupos econômicos, transformando multas em meros custos operacionais.

“Não pode ser barato lesar o consumidor. O direito precisa ser respeitado, e sua violação deve ser proporcionalmente sancionada”, afirma Morishita.

O projeto de lei também prevê restrições à adoção de medidas cautelares imediatas, como apreensão de produtos e suspensão de serviços. Pela proposta, essas ações só poderiam ser adotadas após a conclusão de processo administrativo, o que, na avaliação da Senacon, pode comprometer o trabalho preventivo dos órgãos de defesa do consumidor e permitir a permanência, por mais tempo, de produtos perigosos ou irregulares no mercado.

A nota técnica aponta preocupação com o abrandamento das penas para crimes contra as relações de consumo.

Confira a íntegra do documento aqui.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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