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CMSE destaca garantia da segurança eletroenergética do país e reforça ações para gestão integrada dos reservatórios

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O Ministério de Minas e Energia (MME) realizou, nesta quarta-feira (8/10), a 311ª Reunião do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) que, entre outros temas, abordou sobre a garantia do suprimento eletroenergético no país ao final do período seco de 2025.

De acordo com dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), os reservatórios apresentaram uma evolução dentro do esperado ao longo de todo o período seco, assegurando uma condição mais favorável ao SIN em relação ao ano anterior. As projeções indicam, ainda, que o atendimento energético segue garantido até março de 2026, final do horizonte de seis meses da avaliação prospectiva apresentada nas reuniões do CMSE.

Na análise de atendimento à potência do SIN, considerando um cenário desafiador, com altas demandas associadas a baixa geração eólica e condições hidrológicas desfavoráveis, está prevista a necessidade de geração térmica adicional, além da maximização da produção das usinas hidrelétricas (UHE) do São Francisco e o uso mais acentuado do reservatório da UHE de Itaipu.

Também foram apresentadas as providências de preparação do sistema elétrico em razão dos dois próximos eventos de grande relevância, a Prova Nacional Docente (PND) e o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM). O Comitê solicitou que o ONS apresentasse os resultados da operação planejada para realização dos eventos.

O colegiado também destacou a realização em 24 de setembro do Workshop: Fortalecimento da Governança da Gestão Integrada dos Reservatórios do Setor Elétrico, promovido pela Secretaria Nacional de Energia Elétrica (SNEE) no âmbito da Ação de Curto Prazo CP11 do Plano de Recuperação dos Reservatórios de Regularização de Usinas Hidrelétricas do País (PRR), que reuniu instituições do setor elétrico e da gestão hídrica para discutir sobre o aprimoramento da governança e da articulação institucional para fortalecer a cooperação entre os órgãos e promover uma gestão mais integrada e sustentável dos reservatórios do SIN.

Informações Técnicas:

Condições hidrometeorológicas: em setembro, a distribuição da precipitação apresentou as características típicas da transição do período seco-chuvoso, com ocorrência nos extremos do país. Na região Sul, a precipitação foi superior à média nas bacias dos rios Jacuí e Uruguai, e na região Norte nas bacias dos rios Tapajós e Xingu. Nas demais bacias hidrográficas do SIN a precipitação foi inferior à média.

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Em relação à Energia Natural Afluente (ENA), no decorrer de setembro, foram verificados valores abaixo da média histórica nos subsistemas do SIN, exceto no Sul. Considerando a ENA agregada do SIN, foi verificado valor de 74% da Média de Longo Termo (MLT). Para os subsistemas Sudeste/Centro-Oeste, Sul, Nordeste e Norte, foram verificados 61%, 108%, 43% e 60% da MLT, respectivamente.

Com relação à previsão meteorológica, o tema foi apresentado na reunião pelo Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), a convite do CMSE. Os destaques da previsão indicam que, para as próximas duas semanas, haverá ocorrência de chuva próxima da média histórica na bacia do Rio Paraná. Nas bacias dos rios São Francisco, Araguaia-Tocantins, Madeira, Uruguai e Jacuí, a previsão é de chuva abaixo da média.

Assim, para o mês de outubro, no cenário mais positivo, as previsões de ENA são 62%, 94%, 38% e 50% da MLT, para o Sudeste/Centro-Oeste, Sul, Nordeste e Norte. Para o SIN, os resultados apontam para condições de afluência de 70% da MLT, sendo o 16º menor patamar para um histórico de 95 anos. No cenário menos favorável, a previsão para o Sudeste/Centro-Oeste, Sul, Nordeste e Norte é de 46%, 38%, 38% e 50% da MLT, respectivamente. Para o SIN, o estudo aponta condições de afluência prevista de 43% da MLT, sendo o 2º menor valor para o mês de um histórico de 95 anos.

Energia armazenada: ao final de setembro, foram verificados armazenamentos equivalentes de 50%, 91%, 54% e 82% nos subsistemas Sudeste/Centro-Oeste, Sul, Nordeste e Norte, respectivamente. No SIN, o armazenamento foi de aproximadamente 56%.

Para o último dia de outubro, conforme estudos prospectivos apresentados, a expectativa é de 44,7%, 93,9%, 47,6% e 69,4% da Energia Armazenada máxima (EARmáx), considerando o cenário superior para os subsistemas Sudeste/Centro-Oeste, Sul, Nordeste e Norte, respectivamente. No cenário inferior, há a previsão de 43,5%, 66,4%, 47,6% e 69,2% da EARmáx, considerando a mesma ordem. Para o SIN, a previsão varia entre 47,1% e 50,0% da EARmáx.

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Expansão da geração e transmissão: a expansão verificada em setembro de 2025 foi de 1.400 megawatts (MW) de capacidade instalada de geração centralizada de energia elétrica, 1.430 km de linhas de transmissão e 1.550 MVA de capacidade de transformação, totalizando no ano de 2025, até setembro, 5.960 MW de geração, 3.625 km de linhas e 7.787 MVA de capacidade de transformação. Foi destacado o início da operação comercial da linha de transmissão Manaus-Boa Vista, que interliga o Estado de Roraima ao SIN, sendo 725 km de extensão em circuito duplo de 500 quilovolts (kV).

Atendimento ao estado do Acre: a ANEEL apresentou informações sobre o acompanhamento do desempenho da operação da interligação elétrica que atende as regiões de Feijó, Tarauacá e Cruzeiro do Sul, no estado do Acre, recentemente interligadas ao SIN. Destacou o trabalho desenvolvido para garantir a qualidade do atendimento e a segurança do suprimento eletroenergético na região, ressaltando ações voltadas à redução de desligamentos forçados e aprimoramento das condições operacionais das instalações.

O CMSE, na sua competência legal, continuará monitorando, de forma permanente, as condições de abastecimento e o atendimento ao mercado de energia elétrica do País, adotando as medidas para a garantia do suprimento de energia elétrica. As definições finais sobre a reunião do CMSE desta quarta-feira (08/10), bem como as demais deliberações do Colegiado, serão consolidadas em ata devidamente aprovada por todos os participantes do colegiado e divulgada conforme o regimento.

Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
Telefone: (61) 2032-5759 | Email: [email protected]


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Fonte: Ministério de Minas e Energia

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Viaje por São Miguel das Missões (RS), um encontro com a história do Brasil

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Entre igrejas de pedra, esculturas sacras e vestígios de construções que atravessaram séculos, São Miguel das Missões (RS) preserva um dos mais importantes sítios arqueológicos do Brasil. Reconhecido pela Unesco como Patrimônio Mundial desde 1983, o local guarda as ruínas do antigo povoado de São Miguel Arcanjo, criado por missionários jesuítas e indígenas guaranis durante o período colonial.

Instalado entre os séculos 17 e 18, no território que hoje corresponde ao Brasil e à Argentina, o sítio integra um conjunto de antigas missões. Essas comunidades foram criadas pelos jesuítas para catequizar os povos guaranis, mas também funcionavam como centros de moradia, agricultura, educação, música, arte e produção artesanal.

Com o fim das missões, parte das construções foi abandonada e as ruínas preservadas hoje ajudam a contar essa história.

Reconhecimento

A Unesco reconheceu São Miguel das Missões por preservar o mais importante conjunto preservado das Missões Jesuítico-Guaranis no Brasil. As ruínas da Igreja de São Miguel Arcanjo, da praça central e de outras estruturas do antigo povoado ajudam a compreender como viviam indígenas guaranis e missionários jesuítas entre os séculos 17 e 18.

O sítio brasileiro integra um Patrimônio Mundial compartilhado com quatro antigas missões na Argentina, formando um dos mais importantes conjuntos históricos da América do Sul.

O que fazer

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Entre os principais atrativos estão:

  • Sítio Arqueológico de São Miguel Arcanjo: principal atração da cidade, reúne as ruínas da antiga igreja, da torre e de construções que faziam parte do povoado missioneiro.

  • Museu das Missões: apresenta imagens sacras, esculturas e objetos produzidos nas antigas missões, além de ajudar o visitante a entender a organização desses povoados.

  • Espetáculo Som e Luz: realizado à noite, usa iluminação e narração para contar a história das Missões Jesuítico-Guaranis.

  • Praça das Missões: em frente às ruínas, oferece uma das principais vistas do conjunto histórico.

  • Artesanato missioneiro: produzido por artesãos da região, reúne peças inspiradas na cultura guarani e na história das missões.

Quem estiver de carro pode aproveitar a viagem para conhecer outros destinos da Rota das Missões, como Santo Ângelo, São João Batista e o Santuário do Caaró, que ajudam a compreender a história da presença jesuítica no Sul do Brasil.

Quando visitar

São Miguel das Missões pode ser visitada durante todo o ano. Entre outubro e maio, as temperaturas são mais altas e favorecem os passeios ao ar livre.

Entre os principais eventos estão:

  • Espetáculo Som e Luz: realizado regularmente junto às ruínas.

  • Réveillon nas Missões: com apresentações culturais.

  • Semana Nacional dos Museus: com programação especial no Museu das Missões.

  • Semana Farroupilha: celebrada em setembro, com atividades culturais em toda a região.

  • Celebrações religiosas e eventos ligados à cultura missioneira: ao longo de todo o ano.

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Como chegar

São Miguel das Missões está localizada na Região das Missões, no noroeste do Rio Grande do Sul. O acesso mais rápido é pelo Aeroporto Regional Sepé Tiaraju, em Santo Ângelo, a cerca de 50 quilômetros do município. A partir dali o trajeto pode ser feito de carro, ônibus ou traslado.

Também é possível chegar pelo Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre. Nesse caso, a viagem até São Miguel das Missões é feita por rodovia, em um percurso de aproximadamente 480 quilômetros.

Para quem viaja de carro, o principal acesso é pela BR-285, que liga a cidade a municípios da Região das Missões e a outras rodovias do estado.

Patrimônio Mundial

A Lista do Patrimônio Mundial reúne locais reconhecidos pela Unesco por sua importância cultural, natural ou histórica para a humanidade. Os bens inscritos são considerados de valor universal excepcional e passam a integrar uma relação internacional de patrimônios, cuja preservação é de interesse mundial.

O Brasil possui atualmente 26 bens inscritos na lista, distribuídos entre as categorias Cultural, Natural e Mista.

Por Natália Moraes
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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