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Do Enem à educação superior: conheça os cinco caminhos possíveis

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Realizado pelo Ministério da Educação (MEC), por meio do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2025 conta com 4.811.338 inscrições confirmadas, das quais 1.811.524 são de alunos concluintes do ensino médio, segundo dados coletados no Painel Enem 2025. As provas serão aplicadas nos dias 9 e 16 de novembro.  

Ao longo dessas mais de duas décadas, o exame se tornou a principal porta de entrada para a educação superior no Brasil, por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e de iniciativas como o Programa Universidade para Todos (Prouni) e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). Além disso, a partir desses três programas, o MEC incentiva estudantes a ingressarem em cursos que formam professores, com o Pé-de-Meia Licenciaturas

As inscrições para os três processos seletivos do primeiro semestre de 2026 acontecem em períodos distintos, sendo um seguido do outro, na seguinte ordem cronológica: Sisu, Prouni e Fies. Depois disso, os cronogramas seguem simultaneamente, ou seja, o resultado final de uma seleção pode sair só depois do término do período das inscrições de outra. Por isso, quem se inscreve em todas as seleções tem mais chances de ser aprovado.  

Confira abaixo mais detalhes sobre as seleções: 

Sisu – Quem faz o Enem pode se inscrever para concorrer a vagas em instituições públicas de educação superior pelo Sisu. A maioria das instituições participantes são universidades e Institutos Federais. Na última edição, foram ofertadas 261.779 vagas para 6.863 cursos de graduação em 124 instituições de todas as regiões do país.  

A seleção dos candidatos é realizada com base na melhor média ponderada das notas obtidas em até três edições mais recentes do Enem, respeitando o limite de vagas disponíveis para cada curso e modalidade de concorrência. O processo também considera os perfis social e econômico dos estudantes, em conformidade com a Lei de Cotas (Lei nº 12.711/2012).  

Poderão participar do Sisu 2026 os candidatos que tenham realizado pelo menos uma das edições do Enem 2023, 2024 ou 2025, sem ter zerado a redação e sem ter participado como treineiro. 

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Prouni – O Prouni oferece bolsas de estudo integrais (100%) e parciais (50%) para graduação em instituições privadas. O público-alvo do programa são os estudantes brasileiros sem diploma de nível superior.  

Para concorrer à bolsa integral, é preciso ter renda familiar bruta mensal de até um salário mínimo e meio por pessoa. Para a bolsa parcial, a renda familiar bruta mensal deve ser de até três salários mínimos por pessoa. Os candidatos também precisam atender a outras condições, como ter feito o ensino médio em escola pública ou ter sido bolsista em escola particular, entre outras. Além dos critérios socioeconômicos, é preciso ter feito pelo menos uma edição do Enem nos últimos dois anos, ter tirado nota média superior a 450 pontos e acima de zero na redação. As inscrições para a edição do primeiro semestre de 2026 estão previstas para ocorrer após o Sisu. A edição do segundo semestre está prevista para o meio do ano. 

Para se inscrever nos processos seletivos do Prouni de 2026, o estudante poderá utilizar as notas do Enem de 2025 ou 2024. Em todos os processos seletivos, o candidato pode optar por concorrer às bolsas destinadas à ampla concorrência ou às cotas para pessoas com deficiência e autodeclaradas indígenas, pardas ou pretas.  

Neste ano, o Prouni completa 20 anos, com mais de 3,6 milhões de beneficiados entre 2005 e 2025, sendo 2,6 milhões com bolsas integrais. Do total, a maioria dos estudantes são mulheres (57%) e negros (55%). Atualmente, 651.390 estudantes contam com bolsas do Prouni para cursar a educação superior. Eles estão matriculados em 1.856 instituições privadas de ensino superior.  

Fies – As notas do Enem também podem ser usadas para concorrer a vagas ofertadas para a educação superior pelo Fundo de Financiamento Estudantil, que possibilita a estudantes de baixa renda cursar faculdades particulares por meio de financiamento, que começa a ser cobrado após a conclusão do curso. Desde 2024, o Fies reserva vagas para candidatos autodeclarados pretos, pardos, indígenas e quilombolas, assim como para pessoas com deficiência (PCDs).  

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Para participar, é preciso ter renda familiar mensal bruta por pessoa de até três salários mínimos. A nova modalidade do programa, o Fies Social, reserva metade das vagas para estudantes com renda familiar por pessoa de até meio salário mínimo e inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), com registro ativo. Com o Fies Social, é possível financiar até 100% do valor do curso, até o limite do teto dos valores definido por tipo de curso. Para participar, o estudante precisa ter feito o Enem, qualquer edição desde 2010, ter obtido nota média superior a 450 pontos e não ter zerado a redação.  

Neste ano, foram ofertadas mais de 112 mil vagas, em dois processos seletivos do Fies. Esta semana, o MEC divulgou o resultado do processo seletivo para ocupação das vagas remanescentes do segundo semestre de 2025.  

Pé-de-Meia Licenciaturas – As notas do Enem também são um dos critérios para participar do Pé-de-Meia Licenciaturas, que oferece o valor mensal de R$ 1.050 para estudantes de cursos presenciais de licenciatura que tenham obtido resultado igual ou superior a 650 pontos no exame. Desse total, repassado pelo MEC durante todo o curso por meio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), o estudante poderá sacar R$ 700, e os outros R$ 350 serão depositados em poupança. O valor da poupança poderá ser sacado após a conclusão do curso e o ingresso do recém-formado como professor em uma rede pública de ensino, em até cinco anos. 

Seleções próprias – Além disso, os resultados individuais do Enem podem ser utilizados como critério único ou complementar de processos seletivos próprios realizados por cada instituição de ensino, seja pública ou privada.   

Universidades portuguesas – Os resultados individuais do Enem também podem ser aproveitados em processos seletivos de instituições portuguesas que possuem convênio com o Inep para aceitar as notas do exame. Os acordos garantem acesso facilitado às notas dos estudantes brasileiros interessados em cursar a educação superior em Portugal.   

 Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações do Inep  

Fonte: Ministério da Educação

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Brasil tem mais de 20 mil pedidos judiciais internacionais em andamento, cíveis e penais

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Brasília, 27/05/2026 – O Brasil tem hoje em andamento mais de 20 mil pedidos judiciais internacionais relacionados às áreas cíveis e penais, incluindo pedidos de extradição e de transferência de pessoas condenadas, somando-se os emitidos pelo país com os recebidos de outras nações.

O número foi informado, nesta quarta-feira (27), pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, em audiência pública na Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados. “Tudo isso é um sinal de que o Brasil é ator relevante e demandado no Sistema Internacional de Justiça”, afirmou Lima.

Os pedidos são operados pela Secretaria Nacional de Justiça, sob comando da secretária Maria Rosa Guimarães Loula, especificamente pelo Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI), em articulação permanente com a Polícia Federal, o Ministério das Relações Exteriores, a Advocacia-Geral da União, o Ministério Público e a Defensoria Pública, além do Poder Judiciário e de outros parceiros.

“Esse trabalho apoia-se numa ampla rede normativa de mais de 120 acordos multilaterais e bilaterais. Na área penal, o Brasil mantém acordo de assistência jurídica com mais de 20 países e participa das Convenções das Nações Unidas contra o Crime Organizado, a Corrupção e os Crimes Cibernéticos. Vamos somar ainda, a tudo isso, tratados de extradição com cerca de 30 países e acordos de transferência de pessoas condenadas com outros 17. Instrumentos que dão efetividade às decisões judiciais com respeito à soberania e aos direitos fundamentais”, informou o ministro.

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Ele observou que decisões como a concessão de extradição ou a validação de atos internacionais são de competência do Supremo Tribunal Federal e do Superior Tribunal de Justiça, conforme o caso, e que o Ministério só pode se manifestar publicamente sobre esses temas com base em comunicações formais e dentro dos limites legais, inclusive quanto à proteção de dados e ao sigilo de investigações e recursos.

“O devido processo legal deve ser seguido em seu absoluto rigor. O esforço do Ministério da Justiça deve ser nessa direção, de manter um alto padrão de institucionalidade, que é o meu empenho”, assegurou Lima.

O ministro compareceu à Comissão para falar sobre a atuação internacional da Polícia Federal. Em sua exposição inicial, Wellington César Lima esclareceu que sua pasta não exerce função de direção da Polícia Federal, mas de supervisão finalística das atividades, sem interferência na condução técnica das investigações, atribuição exclusiva das autoridades policiais, conforme previsto na Constituição e na Lei nº 12.830/2013.

Desta forma, observou, não compete ao Ministério da Justiça determinar investigações, acelerar procedimentos ou acessar diligências sigilosas, sendo o controle da atividade policial exercido pelo Ministério Público e pelo Poder Judiciário. Também enfatizou que a autonomia técnica das investigações decorre da especialização institucional da Polícia Federal.

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O ministro reiterou a disposição permanente da pasta em manter diálogo transparente com o Parlamento e incorporar contribuições legislativas ao debate sobre segurança pública como política de Estado.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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