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Em Portugal, Ministério do Turismo amplia promoção do Brasil e reforça aproximação com mercado europeu
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O Ministério do Turismo iniciou uma extensa agenda de compromissos institucionais em Lisboa (Portugal), que, ao longo dos próximos dias, envolverá várias ações de promoção dos atrativos brasileiros. A capital portuguesa será palco da “Better Tourism Lisbon Travel” (BTL 2026), um dos maiores encontros turísticos da Europa, onde o Brasil – Destino Internacional Convidado – marca presença com um estande que dá visibilidade aos atrativos turísticos do país.
Paralelamente à BTL, Lisboa também sediará importantes eventos voltados à divulgação de destinos nacionais, como a Galeria Visit Brasil – Edição Oceano, promovida pela Embratur. Trazendo como destaque a exposição “Linha do Mar”, que apresenta 17 guarda-sóis bordados à mão por artesãos brasileiros, simbolizando cada estado litorâneo, o espaço instagramável reflete a cultura, a biodiversidade e as tradições do Brasil.
Representando o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, na inauguração do espaço, a secretária-executiva do Ministério do Turismo, Fernanda Norat, explicou a atuação brasileira em Portugal. “A iniciativa ocorre de forma estratégica, em paralelo à BTL, e tem como conceito criativo ‘Descubra o Brasil em paisagens bordadas pelo Atlântico’. Este projeto imersivo é uma ferramenta potente para promover nossos destinos por meio de experiências sensoriais que tocam o coração do viajante”, comentou Fernanda.
A secretária-executiva também participou do “Showcase Piauí”, que é fruto de uma parceria entre o Governo do Estado e o Sebrae-PI, apoiada pelo Governo do Brasil. O evento reuniu operadores turísticos, agentes de viagens, companhias aéreas, imprensa especializada e formadores de opinião do mercado português, com o foco em fortalecer o potencial piauiense no mercado global.
Fernanda Norat falou sobre a importância desses momentos para a promoção do destino, que reúne uma diversidade de atrativos turísticos. “Representei o Ministério no Showcase do Estado do Piauí, que contou com participação do secretário de Turismo do Estado, Daniel Oliveira, e do Sebrae Piauí. Estamos apresentando à Europa um destino diverso e autêntico. O Piauí é um portal de entrada para uma experiência integrada no Nordeste brasileiro”, enfatizou a secretária.
A agenda do Ministério do Turismo na capital portuguesa segue nesta quarta-feira (25.02), quando haverá um encontro com representantes da Embaixada do Brasil em Portugal e a participação na assinatura de acordo entre o Governo da Paraíba e a rede hoteleira Vila Galé, de Portugal, para a implantação de um hotel em João Pessoa (PB).
A programação da semana engloba, ainda, a presença no lançamento de novos voos da TAP rumo ao Brasil, entre outros eventos.
VISIBILIDADE INTERNACIONAL
Na condição de Destino Internacional Convidado da BTL 2026, o Brasil reforça sua posição estratégica no mercado turístico europeu e internacional e marca o crescente avanço do fortalecimento da relação histórica com Portugal. O espaço Brasil, montado pela Embratur na feira, terá um conceito imersivo e sensorial, promovendo 24 estados coexpositores a partir da exibição de toda a sua diversidade de destinos e vivências.
O local será palco de ações institucionais, ativações culturais, experiências gastronômicas e de uma área dedicada ao relacionamento com o trade, ampliando o posicionamento do Brasil como um país competitivo e preparado para diferentes perfis de viajantes. Os destaques incluem conteúdos imersivos em realidade virtual que exibem locais emblemáticos, como Amazônia, Pantanal, Lençóis Maranhenses, Fernando de Noronha e experiências culturais urbanas.
ESTRATÉGIA E NEGÓCIOS
A Better Tourism Lisbon Travel Market (BTL) é considerada a maior feira de turismo de Portugal e uma das mais relevantes da Europa. O evento reúne mais de 1,5 mil expositores nacionais e internacionais, 125 destinos mundiais e conta com uma programação voltada tanto para profissionais do setor, nos primeiros dias, quanto para o público geral no fim de semana, consolidando-se como uma plataforma estratégica de negócios, inovação e promoção turística.
Por André Martins
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
BRASIL
MJSP cria grupo de trabalho para regulamentar banco nacional de dados sobre facções criminosas, milícias e grupos paramilitares
Brasília, 5/6/26 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) iniciou a construção da regulamentação do Banco Nacional de Dados de Organizações Criminosas Ultraviolentas, Grupos Paramilitares ou Milícias Privadas. Para isso, foi instituído um Grupo de Trabalho Técnico (GTT), responsável por elaborar a proposta normativa que definirá as regras de funcionamento, governança, compartilhamento de informações, interoperabilidade e segurança do sistema.
Previsto no artigo 29 da Lei nº 15.358, de 24 de março de 2026, o Banco Nacional será uma ferramenta estratégica de integração de dados e produção de inteligência no âmbito do Sistema Único de Segurança Pública (Susp), destinada ao fortalecimento das ações de prevenção, monitoramento, investigação e repressão qualificada ao crime organizado.
A proposta em elaboração prevê a criação de uma base nacional unificada com informações sobre integrantes, colaboradores, financiadores e pessoas vinculadas a organizações criminosas ultraviolentas, milícias privadas e grupos paramilitares, além de registros sobre estruturas organizacionais, vínculos operacionais, financeiros e territoriais, dados de inteligência, investigações criminais e articulações interestaduais e transnacionais dessas organizações.
O sistema será coordenado pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), por meio da Diretoria de Gestão e Integração de Informações (DGI), e deverá funcionar de forma integrada aos bancos estaduais que serão implementados pelas unidades da Federação. A proposta também prevê mecanismos de interoperabilidade, auditoria permanente, rastreabilidade dos acessos e elevados padrões de segurança da informação e proteção de dados.
Segundo o secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, a iniciativa representa um avanço estrutural na capacidade do Estado brasileiro de enfrentar organizações criminosas que atuam de forma articulada em diferentes regiões do país. “O crime organizado não respeita divisas estaduais. Por isso, precisamos de ferramentas capazes de integrar informações, identificar conexões e permitir uma atuação coordenada entre as forças de segurança. O Banco Nacional nasce com esse propósito: transformar dados em inteligência, fortalecer as investigações e ampliar a capacidade do Estado de enfrentar facções criminosas, milícias e grupos armados que ameaçam a população brasileira”, afirmou.
O grupo de trabalho reunirá representantes da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), Conselho Nacional de Secretários de Segurança Pública (Consesp), Conselho Nacional dos Chefes de Polícia Civil (Concpc) e Conselho Nacional dos Comandantes-Gerais das Polícias Militares (CNCG).
Também deverão ser convidados representantes do Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (GNCOC), Conselho Nacional dos Procuradores-Gerais (CNPG), Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), Banco Central, Receita Federal, Ministério Público Federal, além de pesquisadores e instituições de referência na área da segurança pública, como o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o Núcleo de Estudos da Violência da USP (NEV-USP), o Instituto Sou da Paz e o Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (CESeC).
Além de apoiar investigações e ações de inteligência, o banco permitirá identificar vínculos operacionais, financeiros e associativos entre indivíduos e organizações criminosas, fortalecer a cooperação entre os entes federativos, subsidiar a formulação de políticas públicas baseadas em evidências e ampliar a integração entre os sistemas de segurança pública de todo o país.
A regulamentação também deverá estabelecer critérios objetivos para inclusão, atualização e exclusão de registros, protocolos de compartilhamento nacional e internacional de informações, mecanismos de auditoria e responsabilização, além da utilização de tecnologias avançadas para correlação de dados, análise de vínculos e apoio à atividade de inteligência.
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