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Íntegra do discurso do vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin na 6ª Reunião Plenária do Conselhão

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Presidente Lula, Janja, nosso ministro Fernando Haddad, ministra Gleisi Hoffmann, nossa chanceler Maria Laura, a aniversariante ministra Luciana Santos, Antônio Herman Benjamim, presidente do STJ, saudar as conselheiras, conselheiros, saudando a Luiza Trajano.

Uma palavra breve.    

Dizer da alegria, presidente, de estarmos aqui nessa última reunião do Conselhão neste ano.

Geralmente, como disse o [ministro da Fazenda] Fernando Haddad, final de ano é época de balanço. E para onde a gente olhar, nós vamos verificar que nosso país avançou.

Se nós olharmos para a Saúde, minha área de formação, nós vamos ver que saímos de um negacionismo que levou a 700 mil pessoas mortas da Covid, (1:07) quando, na realidade, foi água tratada, vacina e antibiótico que mudaram o mundo. E aqui nós vimos, infelizmente, o nosso país, com 3% da população mundial, ter mais de 10% das mortes pela Covid-19.

Mudou. O ministro [da Saúde, Alexandre] Padilha acabou de lançar, presidente, nesta semana, mais duas novas vacinas. A primeira vacina do mundo contra a dengue, contra os quatro tipos de vírus, em dose única. E acabou de lançar, nesta semana, a vacina contra a bronquiolite, que vai proteger as mamães, as grávidas e os nenéns. Aliás, o Brasil é um exemplo de programa vacinal para o mundo. E fortalecer o SUS, o Sistema Único de Saúde, esse sistema maravilhoso que é exemplo hoje para o mundo todo.

Avançamos, ministro [da Educação] Camilo [Santana] na Educação.

Saímos do homeschooling (educação domiciliar), proposta racista nos Estados Unidos. Quando o Supremo Corte (norte-americana) disse que tinham que estudar juntos negros e brancos, e ali os racistas disseram ‘meu filho não vai para escola’, nós passamos [a fazer] o contrário, a expandir creche; escola de tempo integral; não deixar que ninguém abandone a escola para ter que trabalhar; o Ensino Médio com o [programa] Pé de Meia; expansão dos institutos federais, do ensino universitário… Demos um salto na área educacional.

Destacar [também] a Segurança Pública. Só um sonegador, um grupo criminoso, sonegou R$ 26 bilhões. Isso é mais do que o orçamento de muitos estados brasileiros para promover educação, saúde, segurança. E vivendo em Miami [esse sonegador], com um jatinho.

Não se pegava o andar de cima. A ação vigorosa da Polícia Federal, na Operação Carbono Oculto, fez um dos trabalhos mais importantes para erradicar o crime e acabar com a impunidade. E [temos ainda] a Lei Antifacção, que está sendo votada no Congresso Nacional.

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No Meio Ambiente, saímos do desmatamento [recorde] para o menor índice de desmatamento. Nós temos a maior floresta tropical do mundo, que é a floresta Amazônica, que, aliás, sediou a COP 30. E [quero] destacar aqui o TFFF, um Fundo de Investimento para as Florestas. O Brasil é um exemplo de energia [limpa].

O presidente Lula citava ontem, no Ceará, que no mundo inteiro a luta é para chegar em 2050 com 40% de energia renovável. Nós temos hoje, na matriz energética brasileira, 53%. E o presidente Lula pegou o diesel com 10% [de bio], passou para 13%, 14%, hoje 15%.

Estamos deixando de importar diesel dos Estados Unidos e utilizando o bio, nosso óleo de soja, mamona, dendê, gerando emprego, renda. 

[Temos também] o etanol. Nenhum país do mundo tem 30% de etanol na gasolina. No Brasil, o presidente Lula passou de 27% para 30%.

E ainda temos 85% da frota brasileira flex. E, aliás, o [programa] Carro Sustentável está um sucesso, vendendo mais de 20% hoje (em relação ao ano passado). O que é o carro sustentável? É o carro fabricado no Brasil, de entrada. Não é carro de R$ 200 mil, é carro de entrada, que não pode emitir mais que 83 gramas [de CO2) por quilômetro rodado. Que tem que ter 80% de reciclabilidade.  E o presidente zerou o IPI. Mais [a lei do] Marco de Garantias, mais desconto de montadoras e concessionárias. Está vendendo mais de 20%, o carro sustentável.

Em todas as áreas nós avançamos.

A retomada do Minha Casa Minha Vida; o agronegócio batendo recorde, 17% de aumento da safra este ano; a indústria sendo retomada.

Ontem, no Ceará, em Horizonte, o presidente retomou a terceira fábrica de automóveis que tinha sido fechada no governo anterior. Fechou em São Paulo, em Iracemápolis, a Mercedes-Benz: foi retomada [e está] em plena atividade, com a GWM.  Fechou a Ford na Bahia, em Camaçari: foi retomada com a BYD, avançando. E a Troller, no Ceará, retomada ontem pela General Motors, um grande investimento no Estado do Ceará. 

Aliás, a Nova Indústria Brasil… [Quero] agradecer, ministro [Aloisio] Mercadante, todo o apoio do BNDES; [ministra] Luciana [Santos], da Embrapi, da Finep. Hoje, [financiamento da] inovação no Brasil é a juros de 4%, é TR, juros negativos, para uma indústria inovadora poder avançar, sustentável, uma indústria verde, uma indústria competitiva, [com o programa] Mover, a depreciação acelerada, e uma indústria exportadora.

O Brasil tem menos de 2% do PIB do mundo. 98% estão lá fora. Nós temos que abrir mercado. E veja que, mesmo com o tarifaço, no mês de outubro cresceu 9,1% a exportação brasileira. Nós vamos bater recorde esse ano na exportação brasileira e na corrente de comércio. 

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E aí, o avanço nos acordos comerciais. Mercosul estava 14 anos sem acordo. Foi feito Mercosul-Singapura; Mercosul-EFTA, quatro países de maior renda per capita do mundo: Suíça, Noruega, Islândia, Liechtenstein; e agora, em dezembro, Mercosul-União Europeia. E avançando: Mercosul-Emirados Árabes. 

A questão do tarifaço. O presidente Lula, na sua conversa com o presidente Trump e na defesa intransigente do interesse do nosso país, foi avançando. Na primeira rodada, tirou celulose. Depois tirou ferroníquel, foi indo para zero ou 10%. Depois. tirou madeira serrada e macia. Depois tirou tipos de armário. E, na última, foi o maior avanço: café, carne, frutas e outros produtos. Hoje nós temos 51% da exportação brasileira para os Estados Unidos com praticamente zero ou 10% [de tarifa]. [Temos] 28% na seção 232, [em que] nós e o mundo estamos iguais, não tem diferença, não perdemos competitividade. Perdemos para quem está dentro dos Estados Unidos, mas [para o resto do mundo] a tarifa é igual. 

O que hoje nos prejudica é 22% da exportação. Eram, presidente, 36%. O senhor reduziu para 22%. E o trabalho continua para a gente reduzir ainda mais e poder avançar e conquistar ainda mais mercado.

[Tem também] o apoio às pequenas empresas, o Acredita Exportação, o apoio para quem perdeu a exportação [para os EUA], o Plano Brasil Soberano, enfim, inúmeros avanços. 

Mas quero, ao encerrar, fazer dois agradecimentos.

Diz que Francis Bacon, filósofo, estadista inglês, disse certa vez que quem dá bons conselhos constrói. Diz que Albert Einstein não fazia nada sem ouvir o seu conselho de cientistas. 

Quem for da minha geração vai lembrar que, em 1970, a [missão] Apolo 13 sofreu uma catástrofe. A 320 mil quilômetros de distância, explodiu o tanque de oxigênio. E foi graças à bravura dos tripulantes e aos conselheiros em terra, um grupo de engenheiros e de cientistas, a milhares de quilômetros de distância, que salvaram a vida e salvaram a missão. 

Por isso, quero trazer um abraço muito afetivo a cada uma e cada um de vocês, nossos conselheiros em terra, presidente Lula, nossos conselheiros em terra, que vão nos levar a um desenvolvimento ainda de maior órbita.

E agradecer, presidente Lula, ao senhor, que salvou a democracia brasileira com sua liderança, com seu trabalho, que se fez ouvir e ser respeitado e deu ainda mais grandeza ao nosso país. 

Bom trabalho.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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NIB apresenta soluções inovadoras com sustentabilidade ambiental que são exemplo para o planeta, diz ministro

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O Brasil participa da Hannover Messe, na Alemanha, maior feira internacional da indústria, se apresentando ao mundo como parceiro estratégico de uma indústria global sustentável. Na abertura do Pavilhão Brasil, nesta segunda-feira (20/04), o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, afirmou que a Nova Indústria Brasil (NIB) quer apresentar ao mundo soluções modernas de avanço tecnológico com reconhecida sustentabilidade ambiental.

“O Brasil oferece ao mundo a oportunidade de uma indústria capaz de promover a descarbonização, a transição energética com soluções ambientalmente sustentáveis”, destacou o ministro diante de autoridades brasileiras e alemãs e empresários de todo o mundo. “O Brasil de hoje, do presidente Lula, é o que garante indicadores sociais e indicadores econômicos capazes de garantir que nós tenhamos no país um processo de inclusão social contínuo e sem rupturas”, completou o ministro.

País parceiro oficial da feira, o Brasil montou uma programação robusta e estratégica, posicionando o país no centro das discussões globais sobre o futuro da indústria.  Ao longo dos cinco dias, a programação inclui atividades simultâneas na Arena de Inovação Brasil (Hall 11 – D56) e no Pavilhão Brasil (Hall 12 – E45), incluindo debates sobre tecnologia, inovação industrial, transição energética e automação, além de atividades culturais para mostrar ao mundo o que o Brasil tem de melhor.

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Para Márcio Elias Rosa, a feira é uma oportunidade importante para o Brasil apresentar ao mundo o bom trabalho que o setor produtivo nacional vem realizando.

Confira o discurso completo do ministro Márcio Elias Rosa (vídeo) 

Protagonista da transição energética

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, na abertura do pavilhão, que o Brasil quer assumir protagonismo global na transição energética e se consolidar como parceiro estratégico da Europa em inovação, indústria limpa e desenvolvimento sustentável. Lula destacou que o país está preparado para competir “em qualquer feira do mundo”, com capacidade de aprender, compartilhar tecnologia e oferecer soluções energéticas limpas.

“Nós temos uma boa base intelectual, nós temos uma boa base tecnológica, nós temos empresas extraordinárias como a Petrobras, nós temos empresas como a Embraer, que é a terceira maior produtora de avião do mundo. E nós temos a capacidade de compartilhar com a Alemanha coisas em toda a América do Sul”, prosseguiu.

Lula destacou a força da matriz energética brasileira e afirmou que o país reúne condições únicas para liderar a oferta de combustíveis renováveis. “O Brasil fala que será uma potência mundial na transição energética e que será uma potência mundial na oferta de combustível renovável ao mundo. Nós não estamos falando pouca coisa”, declarou.

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Desafios geopolíticos

“O Brasil oferece para o mundo a possibilidade de instalar indústrias de manufatura com a menor emissão de gases de efeito estufa que é possível no planeta”, afirmou o ministro do MDIC, Márcio Elias Rosa, em painel do 42º Encontro Econômico Brasil-Alemanha (EEBA), o principal fórum bilateral do setor produtivo dos países.

O ministro – ao lado da ministra da Economia e Energia da Alemanha, Katherina Reiche – explicou como o governo federal tem respondido aos desafios geopolíticos globais. O governo lançou o programa Brasil Soberano para apoiar empresas exportadoras impactadas pelo tarifaço norte-americano no ano passado e, mais recentemente, pela crise no Golfo Pérsico.

“Se não fizermos desse modo, as empresas seguramente perderão o mercado, com isso perderão competitividade e perderão também os avanços tecnológicos”, explicou o ministro.

Ao mesmo tempo que enfrenta desafios globais, o Brasil apresenta ao mundo caminhos sustentáveis, como na área de transição energética e ecológica. Como exemplo, o ministro destacou que um carro elétrico produzido no Brasil emite 40% menos de gases de efeito estufa e que o Brasil tem muito a contribuir com os países que precisam descarbonizar a produção.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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