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MEC inaugura creche do Novo PAC em Assaré (CE)

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O Ministério da Educação (MEC) inaugurou, neste sábado, 14 de março, o Centro de Educação Infantil Professor Tico Melo, no município de Assaré (CE). A solenidade contou com a presença do ministro da Educação, Camilo Santana, e da presidente do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), Fernanda Pacobahyba, marcando a entrega da primeira unidade de educação infantil concluída no país com recursos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC) – Seleções, com investimento total de R$ 5,5 milhões 

Em apenas 10 meses, terminamos essa obraIsso pela competência do município, mas também porque, agora, o prefeito manda a fatura e o FNDE paga rapidamente. O prefeito mandou a fatura, é dinheiro depositado na conta do município, para que possa terminarentregar as obras aqui no Ceará e em todo o Brasil”, disse o ministro. 

Pacobahyba endossou que a entrega da obra é um recorde nacional. “Assaré, hoje, é a recordista do Brasil em tempo para concluir obras da educação. O Ceará já é líder em aprendizagem no Brasil, em nota dEnem em aprovação do ITA. Agora, Assaré dá um exemplo para o Brasil de gestão educacional, comemorou. 

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Autoridades locais, parlamentares, estudantes e professores também participaram da cerimônia. As crianças da creche recitaram o poema “Cabra da Peste”, do poeta cearense Patativa do Assaré. 

Creche – O município foi selecionado em 2023, na primeira fase do Novo PAC Seleções. Após a aprovação do plano de trabalho e a formalização do convênio em 2024, o projeto avançou para licitação e contratação das obras. 

A unidade oferta atendimento em tempo integral para 184 crianças de 0 a 5 anos, distribuídas entre berçário (6 meses a 1 ano e 5 meses), creche (1 ano e 6 meses a 3 anos) e pré-escola (4 e 5 anos). 

O Centro de Educação Infantil Professor Tico Melo é organizado em dois blocos funcionais, além de áreas externas e ambientes de apoio. O Bloco A concentra os espaços administrativos e de suporte ao funcionamento da unidade, como berçários, lactário, refeitório, cozinha, lavanderia, vestiários e demais ambientes de apoio. Já o Bloco B reúne os espaços pedagógicos, com salas de atividades organizadas por faixa etária, sanitários infantis e de professores, sala multiuso e solários destinados ao desenvolvimento das atividades educacionais. 

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A infraestrutura também conta com pátio coberto para integração das atividades, playground para recreação infantil e pátio de serviço com áreas técnicas, garantindo condições adequadas de segurança, acessibilidade e qualidade no atendimento à educação infantil. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) 

Fonte: Ministério da Educação

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Turismo plural é estratégia de competitividade, defendem especialistas no Fórum Internacional de Mulheres no Turismo

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Ir além do óbvio e incluir recortes de gênero, raça, idade e ancestralidade não é apenas uma pauta social, mas uma estratégia de competitividade e mercado para os destinos brasileiros. Essa avaliação marcou o painel “Diversidade e Inclusão Turística da Mulher”, realizado nesta quinta-feira (4), durante o segundo dia do Fórum Internacional de Mulheres no Turismo, em João Pessoa (PB). O debate reuniu especialistas em afroturismo, turismo 60+ e turismo indígena para discutir como diferentes trajetórias, identidades e territórios influenciam a forma de viajar, empreender e consumir turismo no país.

​A coordenadora-geral de Turismo Responsável e Sustentável do Ministério do Turismo, Carolina Fávero, destacou que as políticas públicas voltadas às mulheres precisam considerar essa pluralidade. “As mulheres viajam de maneiras diferentes, vivem realidades diferentes e se relacionam com os destinos de formas distintas. Pensar em um turismo mais inclusivo significa reconhecer essa diversidade e construir experiências que contemplem todas elas”, afirmou.

​Afroturismo

​Especialista em afroturismo, Thaís Rosa Pinheiro defendeu que os destinos brasileiros avancem no reconhecimento da diversidade racial presente no país e valorizem histórias que, por muito tempo, permaneceram invisibilizadas. 

Segundo ela, os turistas buscam cada vez mais experiências autênticas, ligadas à identidade, à cultura e à memória dos territórios. ​”O turismo é feito de pessoas para pessoas. As belezas naturais são importantes, mas o que conecta o visitante aos destinos são as histórias, a cultura e a identidade de quem vive nesses lugares”, ressaltou.

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​Para Thaís, ampliar o olhar sobre o afroturismo também significa qualificar o acolhimento e combater situações de discriminação, que ainda afetam viajantes negros em diferentes etapas da experiência turística.

​Turismo 60+

A criadora do blog Sentidos do Viajar, Sylvia Yano, chamou a atenção para o crescimento da população idosa e para a necessidade de o setor desenvolver produtos e experiências mais adequados a esse público. Segundo ela, muitas mulheres acima dos 60 anos ainda não se reconhecem na comunicação e na oferta turística disponíveis atualmente.

​Dados apresentados pela especialista mostram que 74% das pessoas com mais de 60 anos não se enxergam representadas no turismo. Atualmente, o Brasil possui cerca de 35 milhões de pessoas nessa faixa etária, número que tende a crescer nas próximas décadas.

​”A população está envelhecendo e o turismo precisa se preparar para isso. Não estamos falando apenas de acessibilidade, mas de experiências significativas, autênticas e alinhadas aos interesses desse público”, ressaltou.

​Protagonismo indígena

​Representando a Rota dos Encantados Potiguara, a empreendedora indígena Îasypytã Potiguara defendeu que os povos originários deixem de ser vistos apenas como atrativos turísticos e passem a ocupar o papel de protagonistas na construção e na gestão das experiências oferecidas aos visitantes.

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​Segundo ela, iniciativas de etnoturismo sustentável têm contribuído para preservar tradições, fortalecer economias locais e gerar renda para mulheres indígenas em seus próprios territórios. ​”Quem melhor para contar a história de um povo do que as pessoas que pertencem a ele? Quando os povos indígenas assumem o protagonismo do turismo, fortalecem sua cultura, preservam seus territórios e transformam a realidade das comunidades”, afirmou.

​Encerrando o painel, as participantes defenderam que a ampliação da diversidade no turismo não deve ser vista apenas como uma pauta de inclusão, mas como uma estratégia para tornar os destinos mais competitivos, autênticos e preparados para atender aos diferentes perfis de viajantes que movimentam o setor.

Por Natália Moraes e Isadora Lionço
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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