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MJSP destaca papel das famílias, do Estado e das plataformas na promoção de uma internet segura para crianças e adolescentes

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Brasília, 27/05/2025 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria de Direitos Digitais (Sedigi), contribuiu para o evento Tecnologia, Juventude e Uso Saudável das Telas, promovido pelo Google e pelo PlatôBR, com parceria técnica da SaferNet Brasil, nessa segunda-feira (26). O encontro reuniu autoridades públicas, especialistas, jovens e representantes da sociedade civil para debater soluções para garantir um ambiente digital mais saudável, seguro e empoderador para crianças e adolescentes.

Representante do MJSP, a secretária Lílian Cintra de Melo integrou o primeiro painel do evento, intitulado Jovens, Famílias e Educadores em Diálogo sobre Uso Positivo das Tecnologias. Ela estava ao lado da embaixadora da SaferNet Brasil, Júlia Fernandes, da youtuber no canal Almanaque dos Pais, Mônica Romeiro, e da gerente de Relações Governamentais e Políticas Públicas do YouTube, Erika Alvarez.

Em sua fala, Lílian ressaltou a importância de uma abordagem compartilhada na proteção da infância no ambiente digital. “A Constituição nos orienta que esse é um dever do Estado, das famílias e da sociedade. Não podemos delegar essa responsabilidade unicamente aos pais e responsáveis”, afirmou. Segundo ela, é essencial que empresas de tecnologia assumam sua função social e contribuam ativamente para que a internet seja um espaço mais seguro.

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No âmbito das políticas públicas, a secretária apresentou a Estratégia Crescer em Paz, lançada em abril pelo MJSP, que propõe ações intersetoriais para ampliar a proteção de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade. Entre os pilares da iniciativa, estão a criação de um canal unificado de denúncias, a modernização da política de classificação indicativa para o ambiente digital e a discussão sobre verificação etária por design em plataformas on-line.

“A internet precisa ser pensada também para crianças e adolescentes. Os padrões atuais foram construídos por adultos para adultos. É nosso dever garantir que o ambiente digital também seja seguro e acolhedor para os mais jovens”, concluiu Lílian.

A secretária também destacou outras iniciativas do Governo Federal, como o Guia de Telas — lançado em 2024 pela Secretaria de Comunicação da Presidência da República — que recomenda o uso de celular próprio apenas a partir dos 12 anos, considerando o desenvolvimento psicossocial de cada criança. Ela chamou a atenção para a necessidade de apoiar as famílias com informações e ferramentas para que possam tomar decisões conscientes.

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“Nem toda tela é igual. Telas grandes, com curadoria de conteúdo e mediação mais fácil, são mais indicadas para crianças pequenas. Já as menores, como o celular, exigem maior maturidade”, explicou. Lílian mencionou ainda a recente lei que regula o uso não pedagógico de celulares nas escolas, destacando a importância do equilíbrio entre o mundo digital e as interações presenciais.

O evento contou também com falas inspiradoras da jovem jornalista Júlia Fernandes, que defende a escuta ativa da juventude periférica; de Mônica Romeiro, que propôs uma abordagem educativa e não punitiva sobre o uso das telas; e de Erika Alvarez, que apresentou ferramentas do YouTube voltadas à segurança digital e ao diálogo entre pais e filhos.

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Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Videocast ‘Turistando’ debate acolhimento e inclusão de viajantes neurodivergentes

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Para quem trabalha com turismo, o verdadeiro diferencial está na excelência do atendimento a todos os perfis de visitantes, especialmente aqueles que demandam cuidados específicos, como pessoas neurodivergentes (com autismo, TDAH ou dislexia, entre outros diagnósticos).

O novo episódio do videocast “Turistando” já está disponível no YouTube e no Spotify e mostra como pequenas mudanças de atitude e ambiente, baseadas no inédito “Guia para Atender Bem Turistas Neurodivergentes” podem transformar a experiência em cada negócio.

O documento foi desenvolvido a partir de uma pesquisa nacional, conduzida pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA), em parceria com o Ministério do Turismo. O levantamento foi realizado entre fevereiro e março de 2026 e contou com mais de 760 participantes, entre pessoas neurodivergentes, familiares e profissionais da área.

Para debater o assunto, o episódio reúne a coordenadora de Turismo Responsável do Ministério do Turismo, Tatiana Oliveira, e Wagner Saltorato, membro do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência (CONADE) e representante da Apae Brasil (FENAPAES).

Ao longo do bate-papo, Tatiana Oliveira explicou que a capacitação profissional e a empatia são as principais ferramentas de transformação sugeridas na publicação, sem que os estabelecimentos precisem necessariamente realizar grandes investimentos financeiros. “A cadeia do turismo deve lidar com a diversidade e oferecer boas experiências, e o Guia vem justamente para orientar os negócios sobre como acolher esse público com maior cuidado e respeito. A inclusão não envolve grandes investimentos em infraestrutura física; basta promover mudanças comportamentais para gerar um impacto positivo na experiência do turista. Nesse cenário, os profissionais do setor têm um papel fundamental na transformação que buscamos”, destacou a coordenadora.

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Já Wagner Saltorato celebrou o impacto social do documento de abrangência nacional. “O turismo é uma atividade relacional e precisamos ter caminhos de diálogo em todo o setor turístico, abrindo possibilidades de conversa para que as pessoas neurodivergentes possam se manifestar. É sempre na relação que a previsibilidade ocorre e, quando a pessoa é acolhida, o lugar se torna mais seguro”, enfatizou o representante.

Com o novo Guia, hotéis, restaurantes e prestadores de serviços de todo o Brasil ganham um aliado prático para instruir suas equipes no dia a dia.

Clique AQUI e confira o episódio completo do “Turistando”. A conversa também está disponível no Spotify!

O Guia para Atender Bem Turistas Neurodivergentes pode ser baixado neste link.

Por Bárbara Magalhães
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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