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MJSP realiza primeiro webinário de nivelamento de conhecimento dos gestores locais do Susp sobre a ferramenta Brasil MAIS

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Brasília, 29/10/2025 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), promoveu, nesta quarta-feira (29) o primeiro Webinário de Nivelamento de Conhecimento dos Gestores de Cadastros Locais do Sistema Único de Segurança Pública (Susp), sobre a ferramenta tecnológica Brasil MAIS.

O dispositivo utiliza imagens de satélite de altíssima resolução, inteligência artificial e integração de bases de dados, como as do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), para identificar e monitorar atividades ilícitas relacionadas a crimes ambientais, desmatamento, plantações ilegais, embarcações irregulares e construções não autorizadas, entre outros.

A iniciativa teve como objetivo alinhar práticas e fortalecer a governança de acessos à ferramenta entre os órgãos do Susp, assegurando maior segurança da informação e uso qualificado dos dados. A capacitação contou com a participação de mais de 100 gestores de instituições do Susp de todo o País, responsáveis pela gestão local de acessos à ferramenta Brasil MAIS.

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“Este é o primeiro de muitos webinários que realizaremos com o propósito de nivelar o conhecimento, fortalecer a segurança da informação e qualificar o uso do Brasil MAIS. Nosso objetivo é aproximar a gestão nacional dos gestores locais, ouvir suas demandas e garantir que o acesso à ferramenta seja feito de forma segura, eficiente e alinhada às necessidades das forças de segurança”, destacou o coordenador-geral de Gestão e Integração de Dados da DGI/Senasp, Dérik Reis.

Cada instituição do Susp participante do programa deve indicar um gestor local responsável pela liberação e acompanhamento dos acessos em sua respectiva corporação, reforçando as boas práticas de governança digital e segurança cibernética.

O Brasil MAIS é gerido em modelo de cogestão: a Polícia Federal é responsável pela administração dos acessos de órgãos não integrantes do Susp, enquanto a Senasp/MJSP, por meio da Diretoria de Gestão e Integração de Informações (DGI), realiza a gestão dos acessos dos órgãos vinculados ao Susp.

O webinário surgiu em um contexto de aperfeiçoamento na estrutura de gestão de cadastros do Brasil MAIS, que passou a concentrar seus acessos na plataforma Sinesp Segurança, garantindo mais controle, rastreabilidade e proteção de dados.

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Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Wellington Lima destaca proteção a jornalistas e defensores de direitos humanos em homenagem a Dom Phillips e Bruno Pereira

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Brasília, 11/6/2026 – O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, participou nesta quinta-feira (11), no Palácio do Itamaraty, da cerimônia de premiação do Concurso Dom Phillips e Bruno Pereira de Jornalismo e Comunicação. A iniciativa reconheceu trabalhos jornalísticos e projetos de comunicação voltados à defesa dos direitos humanos, do meio ambiente, dos povos indígenas e das comunidades tradicionais.

Mais do que uma premiação, o concurso buscou preservar a memória do jornalista britânico Dom Phillips e do indigenista Bruno Pereira, assassinados em junho de 2022 durante uma expedição no Vale do Javari, no Amazonas (AM). Reconhecidos pela atuação em defesa dos povos indígenas, da proteção ambiental e da liberdade de informação, os dois se tornaram símbolos da luta pelos direitos humanos e da necessidade de garantir segurança a jornalistas, comunicadores e defensores socioambientais.

Promovido pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), com apoio da Secretaria de Comunicação Social (Secom), do Ministério das Relações Exteriores (MRE), do Ministério dos Povos Indígenas (MPI) e da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), o concurso integra o Plano de Ação brasileiro para o cumprimento das medidas cautelares determinadas pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) após o assassinato de Phillips e Pereira. O concurso contou ainda com apoio do Fundo de Defesa dos Direitos Difusos (FDD), vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).

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Durante a cerimônia, Wellington Lima ressaltou a importância de preservar a memória dos jornalistas e destacou os avanços promovidos pelo Estado brasileiro para fortalecer a proteção de jornalistas, comunicadores e defensores de direitos humanos.

“Estamos aqui também para exercer o dever de memória. Bruno e Dom não devem ser lembrados apenas pela tragédia que os vitimou, mas pelo legado que construíram e pelas transformações que ainda inspiram o Brasil”, afirmou o ministro.

Segundo Wellington Lima, a atuação conjunta entre Governo e sociedade civil tem sido fundamental para a construção de respostas concretas às demandas relacionadas à proteção de direitos humanos e à liberdade de imprensa. Ele destacou a criação do Observatório da Violência contra Jornalistas e Comunicadores Sociais, espaço permanente de articulação que contribuiu para a elaboração do Protocolo Nacional de Investigação de Crimes contra Jornalistas e Comunicadores Sociais.

Ao encerrar sua participação, o ministro reforçou a importância da responsabilização dos autores de crimes cometidos contra defensores de direitos humanos e profissionais da comunicação.

“Temos confiança de que as investigações e os processos judiciais desses casos devem seguir seu curso com a seriedade, a atenção e o rigor que essas situações exigem”, declarou.

Premiação reconhece iniciativas em defesa dos direitos humanos e do meio ambiente

Lançado em março deste ano, o Concurso Dom Phillips e Bruno Pereira de Jornalismo e Comunicação recebeu 912 inscrições de todas as regiões do País. O concurso contemplou seis categorias: Reportagem em Texto, Fotojornalismo e Artes Visuais, Reportagem Audiovisual, Comunicação Indígena, Comunicação de Comunidades Tradicionais e Educação Midiática. Ao todo, foram distribuídos R$ 300 mil em premiações.

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Em cada uma das seis categorias, foram premiadas três iniciativas. Os vencedores do primeiro lugar receberam R$ 30 mil, enquanto os segundos e terceiros colocados foram contemplados com R$ 15 mil e R$ 5 mil, respectivamente. A premiação buscou valorizar produções comprometidas com a promoção dos direitos humanos, a proteção ambiental, a defesa dos povos indígenas e o fortalecimento da comunicação de interesse público.

Também participaram da solenidade o ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Sidônio Palmeira; o ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena; o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco; o ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Paulo Pereira; o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho; a ministra interina dos Direitos Humanos e da Cidadania, Caroline Dias dos Reis; o secretário de Assuntos Multilaterais Políticos do Ministério das Relações Exteriores, embaixador Carlos Márcio Bicalho Cozendey; a diretora e representante da Unesco no Brasil, Marlova Noleto; o vice-presidente da Comissão Interamericana de Direitos Humanos, José Luis Caballero Ochoa; o encarregado de Negócios da Embaixada do Reino Unido, Tony Kay; o adjunto do advogado-geral da União, Júnior Divino Fideles; e o representante das organizações peticionárias, Eliésio Marubo.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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