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Município Mais Seguro chega ao Rio de Janeiro e reúne gestores durante programação em Niterói
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Niterói (RJ), 13/4/2026 – O Programa Município Mais Seguro chegou ao Rio de Janeiro. A cerimônia de adesão à iniciativa federal promovida pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) aconteceu em Niterói, nesta segunda-feira (13). O evento contou com a presença do diretor substituto do Sistema Único de Segurança Pública, Márcio Mattos, além de secretários municipais e de comandantes de guardas municipais.
Coordenado pela Senasp, o programa busca ampliar as capacidades institucionais dos municípios, com foco na prevenção da violência, qualificação das forças e valorização das Guardas Civis. A iniciativa segue diretrizes como policiamento comunitário, prevenção qualificada, resolução pacífica de conflitos, atuação integrada e valorização profissional.
Participaram da pactuação cinco municípios: Niterói, Maricá, Araruama, Resende e Cabo Frio. Realizado na Cidade da Ordem Pública, no bairro Barreto, o encontro marcou a cooperação entre União e municípios, e incluiu seminário técnico sobre qualificação profissional, integração de políticas públicas e uso de tecnologias na segurança.
A pactuação marca a continuidade da atuação conjunta entre governo federal e municípios fluminenses, com foco na integração, prevenção da violência e fortalecimento das guardas municipais no âmbito do Sistema Único de Segurança Pública (Susp).
A programação abordou temas como saúde mental dos agentes, com destaque para o projeto Escuta SUSP, capacitação das guardas municipais, atualização da Matriz Curricular Nacional e uso de soluções do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp) para gestão local.
Repercussão
Durante a abertura, o diretor substituto Márcio Mattos afirmou que o programa reforça a integração federativa e se apoia em três pilares: policiamento de proximidade, com protagonismo das guardas; regras claras para o uso da força; e atenção à saúde dos profissionais. “O Governo Federal trabalha junto com os estados e os municípios, com foco na proximidade com a população, na atuação segura dos policiais e no cuidado com quem está na linha de frente”, disse.
Ele também destacou a ampliação do Escuta SUSP, que oferece atendimento psicológico e psiquiátrico, e incentivou os agentes a buscarem apoio. “Pedir ajuda não é sinal de fraqueza; pelo contrário, vocês devem cuidar uns dos outros para poderem servir à população”, afirmou.
O comandante da Guarda Civil Municipal de Niterói, Paulo Roberto Brito Junior, afirmou que a adesão ao programa atende a uma demanda antiga da categoria. Segundo ele, a cidade será sede de capacitações e já registra mobilização interna. “Nosso núcleo de atendimento ao servidor acompanhava as discussões sobre o Escuta SUSP e agora vemos isso se tornar realidade”, disse.
O secretário de Ordem Pública e Segurança de Niterói, Gilson Chagas, ressaltou a importância da integração entre os entes federativos. “Não existe solução mágica para a segurança pública. Ela se constrói com parceria entre União, estados e municípios”, afirmou. Segundo ele, Niterói tem reduzido indicadores de criminalidade com base nesse modelo. “A guarda municipal é protagonista e precisa estar cada vez mais qualificada”, completou.
Investimentos e ações

- Entrega de equipamentos para a Guarda Municipal
Entre os principais projetos, o Programa Município Mais Seguro prevê mais de R$ 100 milhões para qualificação e modernização das forças, incluindo equipamentos, instrumentos de menor potencial ofensivo, coletes balísticos e atualização de protocolos. O Projeto Nacional de Polícia Comunitária contará com R$ 65 milhões para ações preventivas em áreas vulneráveis.
O Escuta SUSP foi ampliado para atender também guardas municipais, com suporte em saúde mental por meio de atendimento online em parceria com universidades federais. Outros R$ 5,67 milhões serão destinados a capacitações presenciais, incluindo policiamento comunitário, atendimento a mulheres em situação de violência — como nas Patrulhas Maria da Penha — e uso diferenciado da força. Ao todo, os investimentos somam R$ 170,67 milhões, com recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP).
Durante a cerimônia, foi anunciada a entrega de equipamentos às guardas municipais, incluindo mais de 430 kits de armas de incapacitação neuromuscular e 840 espargidores, totalizando R$ 1,9 milhão.
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Mulher Indígena: educação, protagonismo e enfrentamento à violência
A partir de 2026, o dia 5 de setembro reúne dois marcos dedicados às mulheres indígenas. A data, tradicionalmente reconhecida como o Dia Internacional da Mulher Indígena, passa a ser também o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas, instaurado pela Lei nº 15.382/2026.
A celebração internacional foi instituída em 1983, durante a Segunda Reunião de Organizações e Movimentos das Américas, realizada em Tiwanaku, na Bolívia. A data homenageia Bartolina Sisa, mulher indígena aimara que liderou movimentos de resistência ao domínio espanhol no Alto Peru, atual Bolívia, e foi assassinada em 1782.
No Brasil, a criação da data nacional acrescenta ao 5 de setembro uma dimensão específica de proteção e enfrentamento à violência contra mulheres e meninas indígenas.
A valorização e a proteção das mulheres indígenas também passam pela garantia de acesso a direitos e pela possibilidade de ocupar diferentes espaços da sociedade. Na educação, essas trajetórias podem ser vistas no ingresso e na permanência das mulheres indígenas em escolas e universidades, onde levam consigo saberes, conhecimentos e experiências construídas em seus territórios.
Educação e Protagonismo – A trajetória de Luizete Nukini ajuda a mostrar como a educação pode transformar trajetórias individuais e ampliar possibilidades para as comunidades indígenas. Natural de Mâncio Lima, no Acre, e integrante do povo Nukini, chegou à Universidade de Brasília (UnB) para cursar farmácia depois de uma trajetória escolar marcada por limitações de acesso.
Na infância, Luizete estudou em uma escola composta por apenas uma sala, onde estudantes de diferentes séries compartilhavam o espaço e tinham aulas com uma única professora. Anos depois, já adulta, retomou o projeto de ingressar no ensino superior. Foi aprovada no processo seletivo e passou a integrar a universidade.
Para a estudante, a chegada à universidade representa também uma possibilidade de inspirar outras meninas e crianças de sua comunidade a reconhecerem a educação como um caminho possível. “Assim como eu consegui, como eu estou conseguindo, elas também têm essa capacidade, principalmente nós, como mulheres”.
Hoje, Luizete busca aproximar os conhecimentos adquiridos na formação acadêmica dos saberes tradicionais de sua comunidade. Entre seus futuros projetos está a produção de uma cartilha sobre plantas medicinais, construída a partir do diálogo entre os conhecimentos aprendidos na universidade e aqueles transmitidos pelas demais gerações.
A experiência também evidencia como a presença de mulheres indígenas em espaços de formação pode contribuir para ampliar referências para outras gerações. Para Luizete, ocupar a universidade representa também a possibilidade de levar novos conhecimentos para sua comunidade e fortalecer os vínculos com os saberes tradicionais.
A diretora de Políticas de Educação Escolar Indígena no Ministério da Educação (MEC), Rosani Kamuri Kaingang, também destaca a importância da presença de mulheres indígenas em diferentes espaços da sociedade.
“Apoiar a presença das indígenas mulheres em todos os espaços de poder é garantir o rompimento de um silenciamento histórico e é fortalecer a nossa luta pela valorização das nossas línguas, dos nossos territórios, das nossas culturas e das nossas tradições”.
Proteção Contra Violência – A instituição do Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas estabelece um marco para ampliar a atenção à proteção desse público e ao enfrentamento das diferentes formas de violência.
A escolha do 5 de setembro conecta essa agenda à memória de Bartolina Sisa e à trajetória histórica de resistência das mulheres indígenas. A data passa, assim, a reunir duas dimensões: o reconhecimento do protagonismo das mulheres indígenas e a necessidade de garantir seus direitos e sua proteção.
No campo educacional, essa perspectiva também envolve assegurar condições para que meninas e mulheres indígenas possam acessar, permanecer e avançar em suas trajetórias escolares e acadêmicas, preservando os vínculos com seus territórios, culturas e comunidades.
A data reforça ainda a importância de reconhecer as mulheres indígenas como sujeitos de direitos e protagonistas na construção de seus próprios caminhos, seja nas comunidades, nas escolas, nas universidades ou em espaços de participação e decisão.
Multimídia
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi)
Fonte: Ministério da Educação



