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Observatório avança em proteção a jornalistas e define agenda para 2026

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Brasília, 18/3/2026 – O Conselho Consultivo do Observatório da Violência contra Jornalistas e Comunicadores Sociais realizou, nesta quarta-feira (18), sua 5ª reunião, no Palácio da Justiça. O colegiado é coordenado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Justiça (Senajus). É composto por representantes de órgãos públicos e de entidades da sociedade civil que atuam na defesa da liberdade de imprensa e na prevenção e no combate à violência contra jornalistas e comunicadores.

Durante o encontro, o conselho aprovou o cronograma de reuniões para 2026 e prorrogou os Grupos de Trabalho (GT) responsáveis por aprofundar temas estratégicos relacionados à proteção de profissionais da comunicação. A reunião também permitiu que representantes da sociedade civil apresentassem contribuições para o aprimoramento das ações do Observatório.

A secretária nacional de Justiça, Maria Rosa Guimarães Loula, que presidiu a reunião, destacou a importância do espaço para a construção de soluções coletivas. “A liberdade de imprensa é um pilar fundamental da democracia. A proteção exige instituições fortes e atuação responsável — não apenas do Governo, mas também dos profissionais que estão na linha de frente da comunicação”, afirmou.

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Continuidade das iniciativas

Foram prorrogados os grupos de trabalho de Raça e Diversidade; Violência de Gênero; Assédio Judicial; Ataques Digitais e Protocolo de Proteção; Caminhos Processuais e Protocolos Legais. A continuidade das atividades permite consolidar diagnósticos e avançar na formulação de propostas mais qualificadas, alinhadas às diferentes realidades enfrentadas pelos profissionais da comunicação.

A secretária-adjunta de Políticas Digitais da Secretaria de Comunicação Social (Secom), Nina Fernandes dos Santos, afirmou que o colegiado tem papel relevante na consolidação do tema como agenda pública, ao promover o diálogo contínuo entre Governo e sociedade e ampliar a capacidade de resposta do Estado.

A reunião contou ainda com a participação do relator especial para a Liberdade de Expressão da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), Pedro Vaca Villarreal. Ele destacou que o Observatório cumpre três funções fundamentais: produção qualificada de informações, capacidade de resposta e acompanhamento de políticas públicas.

“Mais do que ações pontuais, é fundamental que o Brasil construa uma política de Estado, capaz de se manter independentemente de governos. Sempre precisaremos do jornalismo — e é essencial garantir condições para que seja exercido com liberdade e segurança”, disse.

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Durante o encontro, também foi mencionada a elaboração do Protocolo Nacional de Investigação de Crimes contra Jornalistas e Comunicadores, que deverá ser formalizado em momento oportuno. O normativo vai estabelecer diretrizes para a atuação dos órgãos do Sistema Único de Segurança Pública (Susp) na prevenção e na investigação de crimes relacionados à atividade jornalística.

Observatório

Criado em 2023, o Observatório atua na análise, no monitoramento e na proposição de medidas voltadas à prevenção e ao enfrentamento da violência contra jornalistas e comunicadores sociais. A iniciativa contribui para a garantia da liberdade de expressão no Brasil.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Indicadores de equidade racial avançam nas redes municipais de ensino

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O Diagnóstico Equidade 2026, elaborado pelo Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi), apresenta aumento nos indicadores relacionados à implementação de políticas de educação para as relações étnico-raciais (Erer) nas redes municipais de ensino.  

Entre os indicadores analisados, a institucionalização apresentou um aumento de 17,1 pontos. O índice passou de 38,7 pontos, em 2024, para 55,8, em 2026. No Brasil, a média geral dos indicadores relacionados à implementação passou de 26,6, em 2024, para 34,7, em 2026, um crescimento de 8,1 pontos. O resultado indica que mais redes municipais estão estruturando políticas, ações e mecanismos para enfrentar desigualdades raciais e promover a diversidade. 

O índice geral é a média que considera a institucionalização de diferentes aspectos da implementação das políticas de Erer, como gestão, formação, materiais didáticos, financiamento, avaliação e monitoramento, mapeados pelo Diagnóstico Equidade. O resultado está ligado ao primeiro biênio de execução da Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq), em regime de colaboração interfederativa.   

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As políticas de equidade racial na educação têm o objetivo de enfrentar as desigualdades raciais e contribuir para a redução do hiato de aprendizagem entre estudantes negros e brancos. Para isso, promovem ações que valorizam a diversidade, combatem o racismo e garantem condições mais equitativas para que todos os estudantes tenham acesso, permanência e aprendizagem com qualidade.  

Confira os dados comparativos gerais da Erer de 2024 no Brasil, em comparação a 2026, divulgados no Diagnóstico Equidade 2026:  

Secretarias municipais 

2024 

2026 

Índices 

Brasil 

Brasil 

Geral 

26,6 

34,7 

Institucionalização 

38,7 

55,8 

Formação 

20,4 

28,7 

Gestão 

26,0 

27,0 

Material Didático 

31,1 

34,2 

Financiamento 

20,6 

39,9 

Avaliação e Monitoramento 

45,0 

60,2 

Metodologia – O levantamento contou com 44 perguntas dirigidas às secretarias de educação de estados, municípios e do Distrito Federal. Foram realizadas 32 questões sobre Erer e 12 sobre educação escolar quilombola (EEQ).  

Para acompanhar os resultados, as informações foram organizadas em indicadores que avaliaram áreas como gestão, formação de profissionais, materiais didáticos, financiamento, avaliação e monitoramento. Os índices recebem notas de 0 a 100.   

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As respostas foram declaradas pelos responsáveis pelas secretarias de educação ou, no caso dos municípios, pela prefeitura, o que contribui para a confiabilidade das informações. O questionário e os indicadores foram construídos com a participação de especialistas, pesquisadores e profissionais com experiência em políticas de equidade racial e combate ao racismo.  

Resultados do Diagnóstico de Equidade 2026  

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi 

Fonte: Ministério da Educação

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