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Programa Escolas Interculturais de Fronteira é debatido em Roraima

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O Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Articulação Intersetorial e com os Sistemas de Ensino (Sase) e da Assessoria Internacional, promoveu reunião técnica para tratar do redesenho do Programa Escolas Interculturais de Fronteira (Peif), na Universidade Federal de Roraima, em Boa Vista, nos dias 30 e 31 de outubro. O evento reuniu representantes de gestores e docentes da Universidade Federal de Roraima (UFRR) e do Instituto Federal de Roraima. 

O encontro foi propiciado pela realização do 13º Intercâmbio Intercultural das Escolas da Fronteira Brasil-Guiana, evento que tem por finalidade fortalecer as relações diplomáticas e enriquecer as práticas e trocas pedagógicas entre os dois países. Foi realizado um conjunto de atividades interculturais, além de visitas recíprocas de grupos de alunos de ambos os territórios para intercâmbio de saberes e aproximação linguística. A UFRR promove e acompanha ações educacionais nas escolas localizadas nos municípios fronteiriços de Bonfim (Brasil) e Lethem (Guiana). 

A reunião técnica com membros da universidade buscou fortalecer ações conjuntas voltadas à realização de projetos interculturais nas escolas de fronteira, incidindo sobre a revisão e a retomada do Peif. As discussões abordaram estratégias para ampliar o alcance do programa, com foco na formação docente, na valorização da diversidade cultural e na cooperação entre as escolas brasileiras e internacionais que integram o Programa.  A reunião também incluiu visitas técnicas às escolas das cidades gêmeas de Bonfim (Brasil) e Lethem (Guiana) — a escola Oscar Fernandes Costa e a Saint Ignatius School, respectivamente —, durante o intercâmbio promovido pela Secretaria de Educação. 

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“A internacionalização da educação básica sob uma perspectiva solidária, realidade vivenciada neste contexto de fronteira, deve ser incentivada e fortalecida para uma educação integral, conectada aos processos de ensino e de aprendizagem plurais”, destacou a coordenadora de articulação intersetorial Rosimere Rocha. 

O encontro reafirmou o compromisso do MEC com a promoção de uma educação intercultural e integradora nas regiões de fronteira, fortalecendo laços entre Brasil e países vizinhos. As contribuições colhidas durante a reunião subsidiarão novas ações do Programa Escolas Interculturais de Fronteira, estimulando o diálogo entre as instituições de ensino e consolidando uma política educacional voltada à diversidade, à integração regional e à cooperação entre as nações. 

Participantes – O encontro contou com a presença do reitor da UFRR, José Geraldo Ticianeli; do vice-reitor da UFRR, Silvestre da Nóbrega; do professor do curso de Letras, articulador do Peif, Antonio Giocondi; do diretor acadêmico do Pró-Reitoria de Ensino e Graduação (Proeg/UFRR), Valtenir Abreu; e da coordenadora de relações internacionais em exercício da UFRR, Eweline Monteiro.  

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Sase 

Fonte: Ministério da Educação

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Ministro reúne PF, PRF e Senappen para ampliar integração no combate ao crime organizado

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Brasília, 12/6/2026
– O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington Lima, reuniu-se na manhã desta sexta-feira (12), em Brasília, com os diretores-gerais da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, e da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Fernando Souza Oliveira, para fortalecer a atuação integrada das forças federais no âmbito do Programa Brasil Contra o Crime Organizado.

Também participaram do encontro o secretário nacional de Políticas Penais, André Garcia; a secretária nacional de Justiça, Maria Rosa Loula; o secretário-executivo do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), Ademar Borges; e o coordenador-geral de Segurança e Operações Penais, José Renato Gomes Vaz.

A reunião discutiu o fortalecimento da atuação conjunta das três forças federais vinculadas ao Ministério da Justiça — Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e Polícia Penal Federal —, além do aperfeiçoamento das ações em regiões de fronteira, do alinhamento dos fluxos de comunicação entre os órgãos e da constituição de grupos de trabalho voltados à revisão e ao aperfeiçoamento de normativos internos.

Segundo Wellington Lima, a integração entre instituições é um dos pilares do Programa Brasil Contra o Crime Organizado.

“O Brasil Contra o Crime Organizado tem como uma das principais características a união e o trabalho em conjunto para enfrentar as facções no País. A integração federativa não é apenas desejável — é condição estrutural para resultados duradouros”, afirmou.

Governança permanente

A iniciativa desta sexta-feira dá continuidade a um novo ciclo de encontros promovidos pelo ministro como desdobramento da reunião realizada em 29 de maio, logo após seu retorno de Assunção, no Paraguai, onde participou da Reunião de Ministros da Justiça, Interior e Segurança do Mercosul.

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Na ocasião, Wellington Lima reuniu secretarias do MJSP, órgãos de segurança pública, integrantes do Ministério Público brasileiro e representantes da sociedade civil para apresentar os resultados do encontro regional, compartilhar os acordos bilaterais firmados com países vizinhos e promover uma análise conjuntural sobre o combate ao crime organizado no Brasil e na América do Sul.

A decisão de reunir, de forma imediata e em um mesmo espaço, representantes de diferentes instituições reforça o compromisso do Governo Federal com a construção de respostas coordenadas, permanentes e baseadas em evidências para enfrentar a criminalidade organizada.

Os encontros deverão ocorrer no máximo a cada 15 dias, preferencialmente às sextas-feiras. A próxima reunião, prevista para o dia 26, contará com a participação dos presidentes dos colégios nacionais de comandantes das Polícias Militares, de delegados das Polícias Civis e de secretários estaduais de Segurança Pública.

Reunião no MJSP
Reunião no dia 29 de maio, no Ministério, com secretários, chefes da PF e PRF e representantes da sociedade civil

Resultados reforçam papel das forças federais

O encontro também serviu para avaliar resultados recentes das instituições que atuam diretamente nos quatro eixos estruturantes do Programa Brasil Contra o Crime Organizado: asfixia financeira das facções, qualificação das investigações de homicídios, fortalecimento da segurança no sistema prisional e combate ao tráfico de armas.

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A Polícia Federal tem mantido uma média de aproximadamente dez operações por dia voltadas ao enfrentamento de organizações criminosas em todo o país.

A Polícia Rodoviária Federal, por sua vez, registrou apreensões expressivas somente em dois dias do mês de maio, quando localizou cerca de R$ 1,3 milhão ocultos em um veículo.

Já a Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) destacou os resultados da Operação Mute. Em uma das etapas da ação, voltada ao combate às comunicações ilícitas dentro dos presídios, foram retirados 680 aparelhos celulares de unidades prisionais brasileiras.

As ações demonstram a complementaridade entre os órgãos federais no enfrentamento ao crime organizado, desde a interrupção de fluxos financeiros ilícitos e a repressão ao tráfico até o combate à atuação de facções dentro do sistema penitenciário.

A reunião antecede uma semana de compromissos estratégicos do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Entre as pautas previstas está a participação do ministro em evento na Paraíba voltado ao fortalecimento das políticas de enfrentamento ao feminicídio e à violência contra as mulheres.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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