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Seminário sobre Tecnologias Emergentes e Transições Justas busca caminhos para a inclusão
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Terminou nesta quinta-feira (24) em Brasília o seminário “Tecnologias Emergentes nos BRICS e Novas Fronteiras para o Emprego em Transições Justas”. No encontro, organização pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) e pelo Centro Internacional de Treinamento da OIT (ITCILO), representantes dos países-membros, especialistas e acadêmicos discutiram os impactos das tecnologias emergentes sobre o mundo do trabalho e estratégias para promover transições justas no contexto do Sul Global. A iniciativa integra a agenda oficial da presidência brasileira do BRICS em 2025.
Participaram do encerramento o secretário de Emprego e Relações do Trabalho do MTE, Marcos Perioto — representando o ministro Luiz Marinho; a chefe da Assessoria de Assuntos Internacionais, Maíra Lacerda; a diretora-geral adjunta de Parcerias e Relações Externas da OIT, Laura Thompson; e o diretor do Escritório da OIT no Brasil, Vinicius Pinheiro; além de especialistas do Centro Internacional de Formação da OIT.
Laura Thompson abriu os trabalhos, destacando o potencial da Cooperação Sul-Sul e Triangular para impulsionar inovações centradas nas pessoas e soluções baseadas nas realidades locais. “O encontro está dentro do espírito da Cooperação Sul-Sul e Triangular”, disse a representante da OIT. Segundo ela, a proposta é trabalhar como uma plataforma estratégica para que os países em desenvolvimento colaborem como parceiros iguais, aproveitando experiências, capacidades e ambições compartilhadas. “Os países dos BRICS podem promover uma inovação centrada nas pessoas e soluções práticas baseadas nas realidades do Sul Global”, avaliou. Para a diretora, quando se trata de tecnologias emergentes e do futuro do trabalho, “esta modalidade é mais relevante do que nunca”.
Maíra Lacerda destacou no seminário a importância de fóruns, como o BRICS, para a articulação de políticas públicas com base na cooperação. “É por meio da ação coordenada entre países que conseguimos evoluir em políticas de proteção para todos”, avaliou, defendendo que “esse tipo de articulação internacional é essencial”.
Marcos Perioto reforçou que o evento expressa a importância da cooperação internacional como indicador de justiça social, inclusão e desenvolvimento sustentável. Segundo ele, as tecnologias disruptivas — como inteligência artificial, automação, big data, biotecnologia e plataformas digitais — estão remodelando os modos de produção, de consumo e de organização social, exigindo respostas urgentes dos sistemas de emprego, qualificação e proteção social. “O Brasil tem priorizado ações que promovam uma transição digital justa”, explicou o secretário, citando os investimentos em qualificação profissional com o apoio do Sistema S, a ampliação da proteção social e o aperfeiçoamento da regulação do trabalho, “especialmente em setores fortemente impactados pela digitalização, como o das plataformas digitais”, frisou Perioto.
Ele mencionou o Projeto de Lei de 2024, em tramitação no Congresso Nacional, que trata da regulamentação do trabalho em plataformas. Segundo ele, a proposta “tem como objetivo garantir proteção social, remuneração mínima adequada e condições dignas de trabalho para os prestadores de serviço por meio dessas tecnologias, conciliando inovação com direitos”.
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Publicado edital para inscrições postergadas do Fies 2026
O Ministério da Educação (MEC) publicou, nesta quinta-feira, 25 de junho, o Edital nº 1/2026, que contém o cronograma e os procedimentos relativos à complementação das inscrições postergadas do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) para o segundo semestre de 2026. A complementação deve ser feita no sistema Fies Seleção, de 1º a 3 de julho, pelos estudantes que tiveram a conclusão da inscrição postergada nos processos seletivos do Fies, referentes ao segundo semestre de 2025 ou primeiro semestre de 2026.
A íntegra do edital está disponível no Portal Único de Acesso ao Ensino Superior, na página da legislação do Fies. Para fazer a complementação da inscrição, é necessário atender aos demais requisitos, prazos e procedimentos para concessão do financiamento, conforme previsto em edital.
Após a complementação da inscrição, o candidato deverá validar as informações junto à Comissão Permanente de Supervisão e Acompanhamento (CPSA) da instituição de ensino superior, por meio da entrega física ou eletrônica da documentação exigida. A validação deverá ser feita a partir do dia seguinte à complementação da inscrição e em até cinco dias úteis.
O estudante também precisará validar suas informações junto a um agente financeiro no prazo de até dez dias, contados a partir do terceiro dia útil após a validação da inscrição pela CPSA. A contratação poderá ser realizada de forma digital ou presencial, mas dependerá da disponibilidade do agente financeiro.
Os candidatos pré-selecionados para as vagas do Fies Social ficam dispensados da comprovação da renda familiar junto à CPSA. No entanto, devem comparecer à comissão para validação das demais informações nos mesmos prazos dos outros estudantes.
Fies Social – O Fies Social reserva 50% das vagas para os candidatos que são integrantes de família inscrita no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), na situação de ativos, e com renda per capita de até meio salário-mínimo por pessoa. Nesse caso, também será possível solicitar a contratação do financiamento de até 100% dos encargos educacionais.
Instituído pela Resolução nº 58/2024, o Fies Social visa retomar a função social do programa, destinado a atender às necessidades de estudantes de baixa renda. Dessa forma, vem cumprir um papel transformador na sociedade ao oferecer melhores condições para a obtenção de financiamento estudantil.
Fies – O Fundo de Financiamento Estudantil é um programa do MEC que foi instituído pela Lei nº 10.260, de 12 de julho de 2001. Seu objetivo é conceder financiamento a estudantes de cursos de graduação em instituições de educação superior privadas que aderiram ao programa e possuem avaliação positiva no Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes). Pode se inscrever no Fies quem tiver participado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) a partir da edição de 2010 e tiver obtido média aritmética das notas nas provas igual ou superior a 450 pontos, bem como nota superior a zero na redação. Também é necessário possuir renda familiar mensal bruta por pessoa de até três salários-mínimos.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Superior (Sesu)
Fonte: Ministério da Educação


