MATO GROSSO
Escola de Saúde Pública promove qualificação em mídias sociais para trabalhadores do SUS
MATO GROSSO
A Escola de Saúde Pública de Mato Grosso (ESP-MT), vinculada à Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), promove o curso “Mídias Sociais e EduComunicaSUS para a Promoção da Saúde” para melhorar as habilidades de comunicação dos trabalhadores do Sistema Único de Saúde (SUS). A capacitação ocorre no Hotel Fazenda Mato Grosso desta quarta a sexta-feira (9 a 11.4).
A qualificação também visa ampliar o alcance das ações de saúde pública e combater a desinformação. “A importância do curso é realizar uma troca de saberes para qualificar os profissionais do SUS sobre o uso estratégico das mídias sociais na promoção da saúde em seus territórios de atuação”, explicou o publicitário sanitarista Isdenil Evangelista da Silva, da ESP.
Segundo Silva, serão realizadas 24 horas de aulas presenciais e seis horas online. “Serão atividades no local de trabalho a serem disponibilizadas em nosso ambiente virtual de aprendizagem”, destacou.
O primeiro dia de evento reuniu cerca de 130 participantes. Eles foram divididos em cinco grupos de trabalho, tratando diversos temas na comunicação em saúde: comunicação e saúde, mediação, equidade e interculturalidade; comunicação, saúde e mídias; planejamento e comunicação em saúde; comunicação, trabalho, saúde, cibercultura e redes digitais; educação, comunicação, risco, saúde e suas interfaces com a saúde coletiva.
A programação conta com a participação de especialistas na relação entre comunicação, saúde e educação, como os professores: Aluízio Azevedo (Universidade Federal de Mato Grosso/Fiocruz), Mauricio Júnior (Universidade Federal da Bahia), Bruno Silva (Universidade Federal do Rio Grande do Norte), Bruno Olivatto (Universidade Federal da Bahia) e Marcele Paim (Universidade Federal da Bahia).
O curso é uma continuidade do evento online “Círculo de Cultura – Circuito Virtuoso das Mídias Sociais”, realizado em agosto de 2024. Durante as atividades, serão debatidas situações reais enfrentadas pelos trabalhadores em seus territórios.
Fonte: Governo MT – MT
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Delegado e investigador são condenados por corrupção
A Justiça condenou o delegado de Polícia Civil Geordan Antunes Fontenelle Rodrigues, o investigador Marcos Paulo Angeli e os empresários Sidney Carlos de Paula e Romildo Queiroz de Souza por crimes de corrupção relacionados à atuação da Delegacia de Polícia de Peixoto de Azevedo. A sentença foi proferida pelo juiz Guilherme Leite Roriz, da 1ª Vara da comarca, nesta quinta-feira (16). De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), as investigações tiveram origem em apurações conduzidas pela Corregedoria da Polícia Civil, que revelaram um suposto esquema de cobrança e recebimento de vantagens indevidas para liberação de bens apreendidos e concessão de benefícios a pessoas presas.Segundo a sentença, diálogos obtidos por meio de captação ambiental autorizada judicialmente demonstraram que os dois agentes públicos discutiram a divisão de valores oferecidos, utilizando inclusive a expressão “fifty-fifty” para indicar a repartição igualitária da quantia. Além disso, a Justiça reconheceu a prática de dois crimes de corrupção passiva relacionados a pessoas presas na delegacia em novembro de 2023. Conforme a decisão, Geordan e Marcos Paulo solicitaram R$ 10 mil para que um empresário, preso em flagrante durante a Operação Hermes II, permanecesse em alojamento com ar-condicionado e não fosse recolhido à cela comum.Os dois também foram condenados por solicitar vantagem indevida de R$ 9 mil para que um homem, preso por embriaguez ao volante, fosse colocado em liberdade após o pagamento da fiança oficial de R$ 1 mil. De acordo com a decisão, conversas registradas pela investigação demonstraram que os acusados estabeleceram o valor total de R$ 10 mil, descontando a fiança legal e dividindo entre si a quantia restante.Pela condenação, o delegado Geordan Antunes Fontenelle Rodrigues recebeu pena de 10 anos e 6 meses de reclusão, em regime inicial fechado, além de 210 dias-multa. Marcos Paulo Angeli foi condenado à mesma pena: 10 anos e 6 meses de reclusão em regime fechado e 210 dias-multa. Já Romildo Queiroz de Souza e Sidney Carlos de Paula foram condenados por corrupção ativa à pena de 2 anos e 8 meses de reclusão e 30 dias-multa cada um.Na sentença, o magistrado também decretou a perda dos cargos públicos de Geordan Antunes Fontenelle Rodrigues, delegado da Polícia Civil, e Marcos Paulo Angeli, investigador da Polícia Civil. Segundo a decisão, as condutas praticadas demonstraram incompatibilidade absoluta com o exercício da função pública, especialmente por terem ocorrido no interior da própria delegacia e envolverem a comercialização de atos de ofício e benefícios a custodiados. A perda dos cargos deverá ser efetivada após o trânsito em julgado da condenação.
Fonte: Ministério Público MT – MT


