MATO GROSSO
Estudantes com notas acima de 960 na redação do Enem podem concorrer a prêmio de R$ 5 mil
MATO GROSSO
¿¿¿¿Estudantes da Rede Estadual, que tiraram notas de 960 a mil na redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025, podem se inscrever no Prêmio Redação Nota 1000. A iniciativa é da Secretaria de Estado de Educação (Seduc).
O prêmio foi lançado em agosto de 2025 para reconhecer alunos com desempenho de destaque na redação do exame. O programa prevê a entrega de prêmios em dinheiro para alunos que concluíram o Ensino Médio e obtiveram nota 960, 980 ou 1.000 na prova de redação, que foi divulgada nesta sexta-feira (16.1), pelo Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
Os valores serão de R$ 500,00, R$ 1.000,00 e R$ 5.000,00, respectivamente. Para receber o benefício, o estudante deve ter concluído o Ensino Médio na Rede Estadual no mesmo ano da realização do exame.
Procedimentos
Após conferir a nota, os estudantes já podem comparecer à escola onde concluíram o Ensino Médio e apresentar a documentação exigida no edital do prêmio. O prazo vai até 13 de fevereiro.
O estudante deverá entregar cópia do documento oficial de identificação, declaração de conclusão do Ensino Médio ou histórico escolar, resultado oficial do Enem 2025 em formato PDF com as suas informações pessoais e a chave de validação.
Além disso, será necessário apresentar comprovante de conta bancária ou chave PIX vinculada ao CPF do estudante. Caso não possua conta própria, poderá ser indicada a conta de um dos pais ou responsável legal, conforme cadastro escolar, mediante comprovação de titularidade.
A confirmação da nota do Enem 2025 deverá ser realizada pelo gestor da unidade escolar, que acessará a Página do Participante junto ao estudante para verificar o resultado. Após a conferência, o documento deverá ser assinado e carimbado pelo gestor.
A validação das informações ficará a cargo das unidades escolares, que terão até 3 de março para encaminhamento da documentação às Diretorias Regionais de Educação (DREs) e à Diretoria Metropolitana de Educação (DME), responsáveis por conferir e certificar a autenticidade dos dados apresentados.
Para o secretário de Estado de Educação, Alan Porto, o Prêmio Redação Nota 1000 representa um reconhecimento institucional que vai muito além da compensação financeira.
“Quando a Seduc valoriza publicamente o esforço intelectual, a disciplina e a capacidade argumentativa dos nossos estudantes, ela reforça a mensagem de que o conhecimento transforma trajetórias. Esse prêmio simboliza o respeito ao mérito acadêmico e ao trabalho cotidiano realizado nas escolas estaduais, muitas vezes em contextos desafiadores. A redação do Enem exige repertório, reflexão social e domínio da linguagem, competências essenciais para o exercício da cidadania. Ao premiar esses resultados, a Seduc incentiva outros estudantes a acreditarem no próprio potencial e demonstra que a escola pública é capaz de formar talentos de alto nível”, conclui Alan Porto.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
MPMT participa de seminário nacional sobre educação inclusiva
A promotora de Justiça Patrícia Eleutério Campos Dower, coordenadora adjunta do Centro de Apoio Operacional (CAO) de Educação do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), participou do 1º Seminário Nacional: Educação Especial Inclusiva, realizado nos dias 17 e 18 de junho, em Cuiabá. Promovido pelo Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) e instituições parceiras, o evento reuniu mais de 700 participantes de todo o país para discutir estratégias voltadas à garantia do direito à educação das pessoas com deficiência, transtorno do espectro autista (TEA), altas habilidades e superdotação.Representando o Ministério Público de Mato Grosso e a Comissão Permanente de Educação e Cultura do Conselho Nacional dos Procuradores-Gerais (CNPG), Patrícia Dower integrou a mesa de debates “A perspectiva pedagógica da educação especial inclusiva diante da centralidade do laudo e da judicialização”. O painel abordou os desafios enfrentados pelas redes de ensino para assegurar a inclusão escolar com foco no desenvolvimento e na aprendizagem dos estudantes, evitando que decisões pedagógicas sejam condicionadas exclusivamente à apresentação de laudos médicos.Durante os debates, especialistas destacaram a necessidade de fortalecer a atuação interinstitucional entre educação, saúde, assistência social, órgãos de controle e sistema de Justiça, de modo a construir soluções mais eficazes para os desafios da educação especial inclusiva. Também foi ressaltada a importância de que as avaliações pedagógicas realizadas pelas escolas ocupem papel central na definição das estratégias educacionais destinadas aos estudantes público-alvo da educação especial.Além de Patrícia Dower, participaram da mesa a presidente-executiva do Instituto Articule, Alessandra Gotti, que atuou como mediadora, a juíza do Trabalho Noemia Porto, a representante do Ministério da Educação Olga Freitas e a conselheira do Conselho Nacional de Educação (CNE) Mariana Rosa.Acessibilidade – Com o propósito de assegurar a participação plena e equitativa de todos os presentes, o seminário contou com a adoção de medidas voltadas à acessibilidade comunicacional. O Ministério Público de Mato Grosso distribuiu aos participantes a cartilha sobre Educação Inclusiva produzida pelo CAO de Educação e disponibilizou uma prancha de Comunicação Aumentativa e Alternativa (CAA), ampliando as possibilidades de interação, expressão e compreensão durante o evento.Como parte dessa estratégia, todos os palestrantes receberam orientações específicas para promover a inclusão de pessoas com deficiência visual e baixa visão, abrangendo práticas como audiodescrição pessoal, verbalização de conteúdos apresentados visualmente, identificação prévia dos participantes em debates e outros cuidados relacionados à comunicação acessível. As iniciativas reforçaram o compromisso das instituições parceiras com a eliminação de barreiras comunicacionais e com a promoção da autonomia, da acessibilidade e da efetiva participação de todos os públicos.Carta de Cuiabá – O seminário foi encerrado com a formalização da Carta de Cuiabá pela Educação Especial Inclusiva: compromissos interfederativos e interinstitucionais, documento construído de forma colaborativa por representantes de diversas instituições. A carta estabelece 16 compromissos voltados ao fortalecimento das políticas públicas inclusivas e à garantia do direito à educação dos estudantes da educação especial em todo o país.Entre as diretrizes firmadas estão a realização de um levantamento nacional sobre os desafios da educação especial inclusiva, o fortalecimento do uso de dados educacionais para subsidiar políticas públicas, a implementação de estratégias de busca ativa de estudantes fora da escola, a criação de núcleos intersetoriais permanentes e a previsão de metas e recursos específicos para a área nos instrumentos de planejamento e orçamento dos entes federativos. Leia aqui a Carta de Cuiabá pela Educação Especial Inclusiva. Coordenado pelo conselheiro Antonio Joaquim, presidente da Comissão Permanente de Educação e Cultura do TCE-MT e coordenador do Gabinete de Articulação para a Efetividade da Política da Educação em Mato Grosso (Gaepe-MT), o seminário consolidou uma agenda nacional voltada ao aprimoramento das políticas de educação especial inclusiva. O documento resultante dos debates servirá como referência para a formulação, implementação e monitoramento de ações em diferentes estados e municípios brasileiros.Promovido pelo TCE-MT em parceria com o Gaepe-Brasil, Gaepe-MT, Instituto Articule, Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon), Instituto Rui Barbosa (IRB) e Governo do Estado, o encontro reforçou o compromisso das instituições participantes com a construção de uma educação cada vez mais inclusiva, equitativa e acessível.(Com informações do TCE-MT).
Fotos: TCE-MT.
Fonte: Ministério Público MT – MT


