MATO GROSSO
Juízes do TJMT representam Mato Grosso em congresso nacional promovido pelo STJ
MATO GROSSO
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) realizou, entre os dias 15 e 17 de junho, o 2º Congresso STJ da Primeira Instância Federal e Estadual, reunindo ministros, magistrados e especialistas de todo o país para debater propostas de enunciados em diferentes áreas do direito, com foco no fortalecimento do diálogo institucional e na cooperação entre os tribunais. Representando o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), participaram do encontro a juíza Henriqueta Fernanda Chaves Alencar Ferreira Lima e o juiz Ramon Fagundes Botelho, ambos integrantes do Grupo de Estudos da Magistratura de Mato Grosso (Gemam-MT).
Os dois magistrados foram indicados pela Presidência do TJMT para compor a banca científica responsável pela análise das proposições apresentadas ao congresso, evidenciando o reconhecimento institucional de suas atuações e expertise.
O congresso reuniu representantes dos seis Tribunais Regionais Federais e dos 27 Tribunais de Justiça brasileiros, consolidando-se como espaço qualificado de intercâmbio de experiências e harmonização de entendimentos. Ao todo, foram apresentadas 1.353 proposições, das quais 202 foram selecionadas para deliberação ao longo do evento. Deste montante, foram aprovados 149 enunciados: 31 no primeiro dia, 111 no segundo e sete no terceiro. Saiba mais aqui.
Para a juíza Henriqueta Lima, o congresso representa um importante espaço de construção coletiva no sistema de Justiça. “É um congresso que reúne não só a magistratura estadual e federal, mas também professores, membros do Ministério Público, Defensoria e advocacia privada, permitindo uma interlocução ampla entre os diversos atores”, destacou. A magistrada explicou ainda o papel da comissão avaliadora na análise das propostas. “As proposições passam por vários filtros, desde a compatibilidade com a legislação e entendimentos já pacificados até a análise da fundamentação e da relevância jurídica. Após essa etapa, são submetidas à votação dos magistrados durante o evento”.
Segundo ela, que integra a banca científica pela segunda vez, os enunciados aprovados cumprem função orientativa. “Não há caráter vinculante, mas são importantes nortes interpretativos, construídos a partir de debates e da experiência prática, especialmente em situações em que há dificuldade de uniformização de entendimentos”, afirmou. Por fim, a juíza ressaltou o impacto da experiência. “É um evento muito enriquecedor, que contribui para a melhoria da prestação jurisdicional, não apenas em termos de celeridade, mas também de qualidade. Para mim, é sempre uma honra representar o Tribunal em um espaço com esse nível de discussão e relevância”.
O juiz Ramon Botelho também enfatizou a relevância do evento para a magistratura mato-grossense. “Para mim, foi uma grande honra ter sido indicado pela Presidência como um dos magistrados a representar Mato Grosso neste congresso, que se consolida como um importante espaço científico voltado à primeira instância. O evento tem como finalidade a construção de enunciados orientativos para todo o país, tanto no âmbito da Justiça Estadual quanto da Federal, com participação de diversos atores do sistema de Justiça na fase de proposição, sendo a votação restrita à magistratura”, afirmou.
O magistrado ressaltou ainda sua atuação na banca científica, ao lado do ministro do STJ Marco Aurélio Bellizze e de uma juíza federal, no eixo de direito público. “Tive a oportunidade de contribuir na análise e aprovação de enunciados nas áreas de fazenda pública e saúde, alinhadas à minha atuação jurisdicional. Foram aprovados enunciados de grande relevância nacional, que servirão como orientação para magistrados em todo o Brasil”, pontuou.
Ramon Botelho, que participou da comissão avaliadora pela primeira vez, destacou o papel institucional da participação mato-grossense. “Além de representar uma honra pessoal, a participação foi importante para reafirmar a presença de Mato Grosso nos debates nacionais, contribuindo diretamente na construção de entendimentos que impactarão a atuação do Judiciário em todo o país”, concluiu.
Confira neste link fotos do evento.
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Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.
Autor: Lígia Saito
Fotografo:
Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT
Email: [email protected]
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Prazo para escolas enviarem projetos sobre saberes quilombolas termina nesta sexta-feira (19)
O prazo para envio de projetos pedagógicos voltados à Educação Escolar Quilombola da rede estadual termina nesta sexta-feira (19). A Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT) vai investir R$ 150 mil para apoiar ações que fortaleçam a aprendizagem dos estudantes, valorizem os saberes das comunidades quilombolas e incentivem o protagonismo estudantil.
A iniciativa busca fortalecer a parte diversificada do currículo da Educação Escolar Quilombola, com experiências educativas alinhadas à realidade das comunidades tradicionais e às necessidades dos estudantes. As propostas devem contribuir para a recomposição das habilidades curriculares, valorizar a diversidade étnico-racial e integrar os conhecimentos escolares aos saberes ancestrais.
Serão selecionados seis projetos desenvolvidos por unidades escolares que ofertam Educação Escolar Quilombola: quatro escolas quilombolas e duas escolas estaduais com salas quilombolas anexas.
Do total de projetos selecionados, quatro serão destinados a unidades da Diretoria Metropolitana de Educação (DME), um à Diretoria Regional de Educação (DRE) de Tangará da Serra e outro à DRE de Pontes e Lacerda.
Os projetos devem ser enviados às respectivas Coordenadorias de Gestão Pedagógica (Copeds) de cada DRE até 19 de junho. Cada unidade escolar poderá inscrever apenas uma proposta.
As iniciativas devem respeitar as especificidades locais e regionais e contemplar pelo menos um dos cinco eixos temáticos previstos: Tecnologia Social Quilombola, Cultura e Artesanato Quilombola, Técnicas Agrícolas Quilombolas, Diversidade Sociocultural e Aspectos Históricos ou Educação Ambiental Quilombola.
Os projetos selecionados deverão ser incorporados ao Projeto Político-Pedagógico (PPP) das escolas, contribuindo para o fortalecimento contínuo da Educação Escolar Quilombola na rede estadual.
Cronograma
A publicação do edital ocorre em junho de 2026. O período de elaboração e seleção dos projetos ocorre de 15 a 19 de junho. Entre 22 e 26 de junho, as Coordenadorias de Gestão Pedagógica farão a análise das propostas e as devolutivas às escolas.
Os projetos aprovados deverão ser enviados à Coordenadoria de Educação Étnico-Racial e Ambiental (COEERA) até 29 de junho. A validação pela Coordenadoria está prevista para 30 de junho, e a divulgação dos projetos aprovados no site da Seduc-MT ocorrerá em 1º de julho de 2026.
O desenvolvimento das ações será iniciado a partir do recebimento do recurso, ainda em 2026. O prazo final para execução do recurso é dezembro de 2026. As escolas deverão encaminhar o relatório final do desenvolvimento do projeto às Copeds até 17 de julho de 2027. Já o envio dos relatórios aprovados pelas Copeds à COEERA deverá ocorrer até 3 de agosto de 2027.
Mais informações podem ser consultadas no edital em anexo.
Fonte: Governo MT – MT

