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Magistrados do TJMT participam de ratificação de posse de nova desembargadora do TRT-MT

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Os desembargadores Rubens de Oliveira Santos Filho, Serly Marcondes Alves e Anglizey Solivan de Oliveira participaram da ratificação da posse da desembargadora Rosana Caldas no Tribunal Regional do Trabalho de Mato Grosso (23ª Região). A solenidade foi realizada no plenário do TRT23, na noite de sexta-feira (17 de abril). Na ocasião, Oliveira representava o presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, José Zuquim Nogueira; Serly, o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso, Instituição que preside; e Anglizey, o diretor-geral da Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso, desembargador Márcio Vidal.

“É uma imensa satisfação comparecer a essa solenidade de posse da desembargadora Rosana Caldas. Uma figura importante, uma pessoa dedicada ao trabalho, humana e sensível, que, com certeza, vai somar ao TRT, agora com maioria feminina de seus membros, o que é sempre motivo de orgulho para todos nós”, explicou desembargador Rubens. Ele destacou ainda que a magistrada seguramente tem a veia herdada de seu pai, “jurista de escol, que foi presidente da OAB”.

A desembargadora Serly Marcondes contou que conhece Rosana Caldas desde a infância, sabe de suas qualidades e, por isso, teve grande felicidade em vê-la chegar à corte trabalhista. “Estou muito contente de participar dessa solenidade histórica na nossa história, porque Rosona é cuiabana nata, que conseguiu integrar a composição do Tribunal do Trabalho da 23ª Região. Isso é muito importante e marcante também, porque, com a chegada dela, houve uma virada na composição e, agora, temos mais mulheres que homens na Justiça do Trabalho e é uma representação que se reforça. Somado a isso, a desembargadora Rosana, é uma juíza técnica, completamente convicta da posição dela e que dará ao TRT mais autoridade, mais reflexão e mais transparência.”

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Ainda a desembargadora Anglizey registrou o quanto “é memorável ver uma mulher dedicada, mãe, estudiosa e competente” chegar ao desembargo. “Como mulher e desembargadora, sei o quanto esse é um lugar difícil de alcançarmos, mas não impossível, pois encontramos vários amigos no caminho que nos dão suporte. Estou entusiasmada de, hoje, vir saudá-la por uma conquista dupla: além da ascensão ao desembargo, a posse foi a virada de chave ao transformar a corte majoritariamente feminina. Com certeza, a população mato-grossense só tem a ganhar, pois, tenho certeza, a partir de hoje, essa corte se torna mais sensível às mazelas sociais.”

Participaram ainda os juízes Luis Otávio Pereira Marques, primeiro secretário da Associação dos Magistrados Mato-Grossenses (Amam); Amini Haddad Campos e Paulo Márcio.

Ratificação de posse

Durante a sessão de ratificação de posse, Rosana Caldas relembrou sua trajetória na magistratura e reafirmou o compromisso com a função. Também destacou os desafios atuais da Justiça do Trabalho. “Seguirei com coragem, dedicação, resiliência e independência. Ascendo com a mesma liberdade que me amparou desde o primeiro julgamento como juíza deste Tribunal. Estou disposta a aprender com meus pares e a ouvir os anseios dos advogados”, afirmou.

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Ela ainda pontuou a importância de metodologias que considerem as perspectivas de gênero e raça no julgamento dos processos como forma de ampliar a inclusão no Judiciário. ,

Fotos: Fernando Rodrigues (Amam)

Autor: Keila Maressa

Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Inteligência artificial e fake news marcam debate sobre eleições

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O avanço da inteligência artificial e os riscos da desinformação no contexto do ano eleitoral foram o foco da entrevista promovida pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) na sexta-feira (17), no Espaço MP Por Elas, no Pantanal Shopping. Parte projeto Diálogos com a Sociedade, a entrevista reuniu promotores e servidores para discutir como o uso dessas tecnologias pode impactar o processo democrático e quais medidas vêm sendo adotadas para prevenir abusos e práticas ilegais durante o período eleitoral.Participaram do debate o promotor de Justiça Daniel Carvalho Mariano, o coordenador do Centro de Apoio Operacional Eleitoral (CAO), Mauro Poderoso de Souza, e o analista de inteligência cibernética do MPMT, Kembolle Amilkar de Oliveira.Durante a conversa, os convidados destacaram que a desinformação não se limita à mentira explícita, mas também inclui conteúdos verdadeiros divulgados fora de contexto, especialmente potencializados pelo uso indevido da inteligência artificial. “Fake news não é só a mentira descarada; é também a verdade fora de contexto. Nosso maior receio é não conseguirmos dar as respostas com a mesma velocidade que a mentira se espalha”, alertou o promotor de Justiça Mauro Poderoso.Do ponto de vista técnico, Kembolle Amilkar de Oliveira explicou como a tecnologia pode ser usada para manipular a percepção do eleitor e dificultar a identificação de conteúdos falsos. “Existe uma técnica chamada operação psicológica, que é uma manobra de persuasão em massa. Usando IA, é possível fazer manipulações em vídeos e áudios que influenciam a tomada de decisão do eleitor”, afirmou, ressaltando ainda a importância da educação digital da população para evitar a propagação de informações falsas.Ao tratar do papel institucional, o promotor de Justiça Daniel Carvalho Mariano destacou que a inteligência artificial também pode ser uma aliada da democracia, desde que utilizada de forma responsável e transparente. “A IA trouxe facilidades e pode igualar oportunidades, desde que haja a obrigatoriedade de informar que o conteúdo foi feito com IA”, pontuou. O promotor de Justiça anunciou ainda que o MPMT trabalha no lançamento de um compilado de ferramentas, acessíveis por QR Code e links encurtados, para que os cidadãos possam verificar a autenticidade de fatos, imagens e vídeos. Segundo Daniel Carvalho Mariano, internamente, a tecnologia já auxilia na extração de informações processuais e na transcrição de áudios e vídeos, permitindo mais tempo de dedicação ao atendimento à sociedade.Os entrevistados também chamaram atenção para as consequências legais da desinformação no período eleitoral. “O descumprimento das regras é crime eleitoral. A consequência é a cassação e a inelegibilidade do candidato, além de multas”, explicou Mauro Poderoso. Para Daniel Carvalho Mariano, a melhor prevenção ainda é a cautela do cidadão. “Se o conteúdo é bombástico e pede para repassar sem pensar, a orientação é parar, respirar e não compartilhar. Na imensa maioria das vezes, é mentira”, concluiu.Assista à entrevista na íntegra aqui.  Diálogos com a Sociedade – A entrevista marcou o encerramento da primeira temporada de 2026 do projeto Diálogos com a Sociedade. Neste ano, o Espaço MP Por Elas integrou a programação da temporada 2026 do projeto, ampliando o diálogo do Ministério Público com a população em um ambiente acessível e de grande circulação. As entrevistas seguem disponíveis no canal do Youtube do Ministério Público do Mato Grosso (MPMT), fortalecendo o acesso à informação e reafirmando o compromisso institucional com a promoção da cidadania.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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