MATO GROSSO
Polícia Civil apreende 20 armas de fogo durante ação em Rondonópolis
MATO GROSSO
Vinte armas de fogo foram apreendidas pela Polícia Civil, na Operação Telum, deflagrada nesta segunda-feira (2.2), no município de Rondonópolis (212 km ao sul de Cuiabá).
A trabalho foi realizado pela Delegacia Especializada em Roubos e Furtos (Derf) do município, para cumprimento de cinco mandados de busca e apreensão, dois deles em endereços no Assentamento Carimã, zona rural de Rondonópolis.
A ação resultou na prisão em flagrante de um homem, de 46 anos, pelo crime de posse ilegal de munição de uso restrito, e na apreensão de 7 revólveres, 10 armas longas e 3 pistolas, além de grande quantidade de munições e equipamentos relacionados à fabricação e recarga de munições.
Investigação
A Derf de Rondonópolis iniciou as diligências após a circulação, entre moradores do assentamento, de um vídeo que mostrava homens armados tentando intimidar a população local.
No registro divulgado, é possível observar três indivíduos portando armas de fogo, sendo duas armas longas e duas armas curtas. As denúncias apontaram ainda que os suspeitos seriam moradores da região e que costumavam transitar armados, causando temor e insegurança à comunidade.
Diante das informações e indícios apurados pela equipe, a Polícia Civil representou pelas ordens de busca e apreensão decretadas pela Justiça.
Cumprimento dos mandados
De posse das ordens judiciais os policiais civis foram até os locais. Em um dos endereços foram encontrados dois cofres dentro de um cômodo utilizado como escritório.
No interior do cofre foram encontradas diversas armas de fogo, entre pistolas, carabinas e revólveres, além de grande quantidade de munições de diferentes calibres e vários insumos utilizados para recarga.
Em outro ponto da operação, os policiais localizaram um cômodo estruturado para a recarga de munições, equipado com máquinas específicas e abastecido com insumos como pólvora, espoletas e projéteis, além de armas de fogo.
Ainda conforme investigação, esse segundo local foi onde o vídeo que deu origem à investigação teria sido gravado, em que aparece o homem preso em flagrante.
Foram apreendidos um rifle CBC 7022 de calibre 22, com carregador e mira red dot, dois revólveres Taurus de calibre 38, uma carabina calibre 44-40, uma carabina de pressão 5.5 Jade Pro, um binóculo com visão noturna, caixas contendo diversas pontas de projéteis, chumbos e outros insumos para recarga, entre outros objetos.
A Polícia Civil reforça que ações como essa são fundamentais para coibir a circulação ilegal de armas, garantir a segurança da população e preservar a ordem pública, especialmente em áreas rurais.
Operação Telum
O nome “Telum” é uma palavra de origem latina que significa “arma”, fazendo referência direta ao foco da investigação.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Tribunal do Júri condena homem a 29 anos por feminicídio em Paranatinga
Após mais de 15 horas de julgamento, o Tribunal do Júri da Comarca de Paranatinga condenou Djavanderson de Oliveira de Araújo a 29 anos e 3 meses de reclusão, em regime inicial fechado, pela morte da ex-companheira Juliana Valdivino da Silva. A sessão começou às 8h da manhã de terça-feira (26) e terminou às 23h20, sendo presidida pelo juiz substituto Tiago Gonçalves dos Santos.
Além do feminicídio, o réu também foi condenado pelos crimes de perseguição e violência psicológica contra a mulher. O Conselho de Sentença reconheceu as qualificadoras de motivo fútil, emprego de fogo e recurso que dificultou a defesa da vítima.
O crime ocorreu em 9 de setembro de 2024. Conforme as investigações, o acusado atraiu a vítima até a antiga residência do casal sob o pretexto de que precisava de ajuda após um atropelamento. No local, jogou combustível sobre a mulher e ateou fogo. Juliana sofreu queimaduras em aproximadamente 90% do corpo e morreu após 16 dias internada.
A sentença destaca que o crime foi premeditado. Segundo o processo, o acusado comprou combustível horas antes do feminicídio e utilizou uma falsa história para convencer a vítima a retornar ao imóvel.
Na decisão, o magistrado negou ao condenado o direito de recorrer em liberdade e determinou a execução imediata da pena.
O crime ocorreu em setembro de 2024, a denúncia foi recebida em outubro do mesmo ano, a audiência de instrução foi realizada em janeiro de 2025 e a sentença de pronúncia foi proferida em março de 2025. O julgamento pelo Tribunal do Júri ocorreu menos de dois anos após o crime.
O processo tramita sob o número 1002402-82.2024.8.11.0044 e como toda decisão de Primeiro Grau é passível de recurso.
Autor: Alcione dos Anjos
Fotografo:
Departamento: Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT
Email: [email protected]
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