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Polícia Civil prende homem que descumpriu medidas protetivas e ameaçou vizinha de morte

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A Polícia Civil de Mato Grosso cumpriu, nesta sexta-feira (29.5), um mandado de prisão preventiva contra um homem de 55 anos, investigado pelos crimes de descumprimento de medida protetiva de urgência e ameaça.

A vítima, de 40 anos, e o suspeito são vizinhos. Os problemas começaram há cerca de quatro anos. Porém, em janeiro deste ano, eles se agravaram, e a mulher procurou a Delegacia Especializada de Defesa da Mulher, Criança e Idoso de Várzea Grande e registrou um boletim de ocorrência por ameaça e importunação sexual.

Em seu relato, ela afirmou que o vizinho subia na laje da casa dele e ficava olhando para dentro da residência dela, tocava no próprio órgão genital quando a via, lhe dirigia elogios pejorativos e, quando era ignorado, a ameaçava de morte. Ele também ameaçava o marido da vítima, que chegou a instalar uma câmera para flagrar a importunação e viu que ele fazia o mesmo com outras vizinhas.

Em março, ela voltou a procurar a Delegacia relatando os mesmos atos e requereu medidas protetivas de urgência, que foram deferidas pela Justiça.

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No dia 9 de maio, ela procurou a Delegacia Especializada de Defesa da Mulher e de Pessoas Vulneráveis 24 horas de Várzea Grande relatando que estava chegando em casa, acompanhada do marido, quando o investigado passou a fazer gestos com as mãos simulando disparos de arma de fogo em direção ao casal e proferiu a frase: “Vou matar vocês”.

Diante da gravidade dos fatos e do descumprimento das medidas protetivas, foi expedido o mandado de prisão preventiva contra o suspeito.

Na manhã desta sexta-feira (29.5), equipes da Delegacia da Mulher e de Pessoas Vulneráveis 24 horas, com apoio de uma equipe da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core), realizaram a prisão do suspeito em sua residência. Após a detenção, ele foi conduzido até a unidade policial para os procedimentos de praxe.

Fonte: Governo MT – MT

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MP recomenda suspensão de novos pacientes em clínica de reabilitação

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A 1ª Promotoria de Justiça Cível de Chapada dos Guimarães (a 65 quilômetros de Cuiabá) recomendou a suspensão imediata da admissão de novos pacientes no Centro de Tratamento Vida Serena Premier após identificar indícios de irregularidades no funcionamento da unidade. A medida foi adotada no âmbito de um inquérito civil instaurado para apurar supostas irregularidades na clínica, que atende pessoas com transtornos mentais e dependência química. As investigações começaram após denúncia encaminhada à Ouvidoria do Ministério Público de Mato Grosso. A apuração integra ações do projeto Escuta Pró-Ativa, coordenado pela ouvidora-geral do MPMT, procuradora de Justiça Eliana Cícero de Sá Maranhão Ayres Campos, que realiza visitas técnicas para verificar as condições de atendimento em unidades de acolhimento e tratamento. Neste ano, o projeto já promoveu fiscalizações em penitenciárias de Cuiabá e Várzea Grande, além de comunidades terapêuticas e clínicas localizadas em Várzea Grande e Chapada dos Guimarães. Durante as inspeções, relatórios técnicos apontaram possíveis inconsistências entre o licenciamento da unidade e as atividades efetivamente desenvolvidas no local. Em inspeção realizada na instituição, foram identificados cerca de 43 pacientes acolhidos. Também foram constatadas possíveis inadequações estruturais e indícios da realização de procedimentos típicos de unidades médico-hospitalares. De acordo com a promotoria, a fiscalização realizada pelo Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT) constatou que a unidade realiza internações voluntárias, involuntárias e compulsórias. O relatório também apontou incompatibilidades entre os serviços prestados e o licenciamento sanitário então vigente, além de outras inconformidades administrativas e técnicas. O Ministério Público também constatou, durante a inspeção, a ausência de licença sanitária válida para o funcionamento da clínica. Conforme o procedimento, o alvará anteriormente apresentado perdeu a vigência e, até o momento, não houve comprovação da obtenção de uma nova autorização. Para o promotor de Justiça Leandro Volochko, a medida tem caráter preventivo e busca garantir a proteção dos pacientes. “Nosso objetivo é resguardar a saúde e a segurança das pessoas acolhidas enquanto os órgãos competentes analisam a regularidade do funcionamento da unidade e das atividades desenvolvidas no local”, destacou. Além da recomendação para suspender novas internações, a Promotoria requisitou informações sobre os pacientes atualmente acolhidos e determinou o envio de ofícios à Vigilância Sanitária e ao CRM-MT para a realização de novas fiscalizações.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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