MATO GROSSO
Polícia Civil prende integrantes de grupo criminoso envolvidos em roubos de perfumes em lojas de cosméticos
MATO GROSSO
Três integrantes de um grupo criminoso envolvidos em diversos roubos em lojas da Rede O Boticário na região metropolitana foram presos em flagrante pela Polícia Civil, na noite de terça-feira (15.10), durante investigações conduzidas pelos policiais da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Várzea Grande (Derf-VG).
Os suspeitos presos estão envolvidos em, pelo menos, três assaltos a mão armada praticados em lojas da rede, entre os dias 11 e 15 de outubro, em Cuiabá e Várzea Grande. Outros três integrantes do grupo, entre eles, o líder e um menor de idade, ainda são procurados pela Polícia.
As investigações da Derf-VG apontaram que o grupo criminoso foi responsável pelo roubo ocorrido no dia 11 de outubro na loja O Boticário no centro de Várzea Grande, ocasião em que os criminosos renderam funcionárias e mediante ameaças com emprego de arma de fogo, subtraíram perfumes, trazendo um prejuízo superior a R$ 2,7 mil em produtos.
No dia seguinte, o mesmo grupo praticou outro roubo em uma loja da mesma rede, localizada dentro de um shopping em Cuiabá. Na ocasião, além das ameaças, os suspeitos agrediram fisicamente uma funcionária da loja e um segurança do shopping.
Na terça-feira (15), os criminosos novamente assaltaram outra loja da rede, localizada em outro ponto de Várzea Grande, sendo subtraídos 16 perfumes, avaliados em mais de R$ 3,6 mil.
As investigações da Derf Várzea Grande apontaram que os integrantes do grupo criminoso costumam revezar na execução dos roubos, com o intuito de dificultar a sua identificação, de modo que três entravam na loja, enquanto os demais davam apoio do lado de fora.
Durante as diligências para apurar os fatos, os policiais da Derf-VG receberam informações de que os suspeitos estavam reunidos para praticar um novo furto em mais uma loja da rede. Com base nos elementos apurados, a equipe de investigadores conseguiu localizar três dos suspeitos, que foram presos em flagrante.
Questionados, eles confessaram a autoria dos roubos e disseram que escolhiam as lojas da rede, por ser mais fácil pelo fato de só trabalharem mulheres no local. Sobre as armas de fogo utilizadas nos crimes, eles disseram que ficavam em posse do líder do grupo, que ainda está foragido.
Diante dos fatos, os três suspeitos foram conduzidos à Derf-VG, onde após serem interrogados, foram autuados em flagrante pelo crime.
As investigações seguem em andamento para prender os outros três integrantes do grupo criminoso.
Fonte: Governo MT – MT
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Delegado e investigador são condenados por corrupção
A Justiça condenou o delegado de Polícia Civil Geordan Antunes Fontenelle Rodrigues, o investigador Marcos Paulo Angeli e os empresários Sidney Carlos de Paula e Romildo Queiroz de Souza por crimes de corrupção relacionados à atuação da Delegacia de Polícia de Peixoto de Azevedo. A sentença foi proferida pelo juiz Guilherme Leite Roriz, da 1ª Vara da comarca, nesta quinta-feira (16). De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), as investigações tiveram origem em apurações conduzidas pela Corregedoria da Polícia Civil, que revelaram um suposto esquema de cobrança e recebimento de vantagens indevidas para liberação de bens apreendidos e concessão de benefícios a pessoas presas.Segundo a sentença, diálogos obtidos por meio de captação ambiental autorizada judicialmente demonstraram que os dois agentes públicos discutiram a divisão de valores oferecidos, utilizando inclusive a expressão “fifty-fifty” para indicar a repartição igualitária da quantia. Além disso, a Justiça reconheceu a prática de dois crimes de corrupção passiva relacionados a pessoas presas na delegacia em novembro de 2023. Conforme a decisão, Geordan e Marcos Paulo solicitaram R$ 10 mil para que um empresário, preso em flagrante durante a Operação Hermes II, permanecesse em alojamento com ar-condicionado e não fosse recolhido à cela comum.Os dois também foram condenados por solicitar vantagem indevida de R$ 9 mil para que um homem, preso por embriaguez ao volante, fosse colocado em liberdade após o pagamento da fiança oficial de R$ 1 mil. De acordo com a decisão, conversas registradas pela investigação demonstraram que os acusados estabeleceram o valor total de R$ 10 mil, descontando a fiança legal e dividindo entre si a quantia restante.Pela condenação, o delegado Geordan Antunes Fontenelle Rodrigues recebeu pena de 10 anos e 6 meses de reclusão, em regime inicial fechado, além de 210 dias-multa. Marcos Paulo Angeli foi condenado à mesma pena: 10 anos e 6 meses de reclusão em regime fechado e 210 dias-multa. Já Romildo Queiroz de Souza e Sidney Carlos de Paula foram condenados por corrupção ativa à pena de 2 anos e 8 meses de reclusão e 30 dias-multa cada um.Na sentença, o magistrado também decretou a perda dos cargos públicos de Geordan Antunes Fontenelle Rodrigues, delegado da Polícia Civil, e Marcos Paulo Angeli, investigador da Polícia Civil. Segundo a decisão, as condutas praticadas demonstraram incompatibilidade absoluta com o exercício da função pública, especialmente por terem ocorrido no interior da própria delegacia e envolverem a comercialização de atos de ofício e benefícios a custodiados. A perda dos cargos deverá ser efetivada após o trânsito em julgado da condenação.
Fonte: Ministério Público MT – MT


