MATO GROSSO
Primeira-dama entrega recursos para entidades filantrópicas contempladas pelo Fundo de Apoio às Ações Sociais
MATO GROSSO
A primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes, que é presidente do Fundo de apoio às Ações Sociais (FUS-MT), entregou, na quinta-feira (09.06), cheques com recursos no valor total de R$ 1,3 milhão para entidades que trabalham com os projetos sociais aprovados no FUS. O objetivo é minimizar a situação de pessoas que vivem em situação de vulnerabilidade social.
Desde o início da gestão, a primeira-dama se dedica de forma voluntária e sem função remuneratória, para realizar ações voltadas ao social. Entre tantas atuações, está sua ida a São Paulo em 2019, em busca de referências para o melhor modelo para criação e implementação do Fundo de Apoio às Ações Sociais e posterior empenho no convencimento de todos da importância dele para os trabalhos de assistência social.
“Sempre participei ativamente das decisões do Conselho Deliberativo do Fundo, que é atualmente presidido pela secretária de Estado de Assistência Social e Cidadania, Rosamaria de Carvalho. Busquei ao máximo encontrar formas de subsidiar as ações e trabalhos realizados pela Assistência Social, e o FUS-MT é fruto de uma atuação direta que fiz questão de realizar”, ressalta Virginia Mendes, que evidencia a aprovação e apoio irrestrito do governador Mauro Mendes.
Entre as fontes de recursos do FUS-MT estão recursos oriundos do Fundo de Desenvolvimento Industrial (Fundeic), recursos provenientes também de convênios firmados com o Governo Federal, com organismos internacionais, de transferências de outros fundos e até mesmo de doações de pessoas físicas e jurídicas com fins específicos para aplicação em ações sociais financiadas pelo Fundo.
“A criação do FUS-MT vem confirmar que esse Governo está voltado para o social e que está empenhado em ajudar quem mais precisa. Para mudar é preciso agir e quando agimos unidos a prosperidade é muito maior”, finaliza a primeira-dama.

Um dos projetos selecionados pelo FUS foi o Semente Ribeirinha, da associação Flor Ribeirinha, contemplado com R$ 358.800,00. O projeto é direcionado a crianças de 04 a 12 anos de idade, com o intuito de repassar os saberes da cultura popular.
“Essa é uma iniciativa que surgiu no ponto de cultura “Quintal da Dona Domingas”. As crianças aprendem e têm o contato com a cultura da comunidade São Gonçalo Beira Rio, como a dança regional e o artesanato, e través desses saberes nós potencializamos o desenvolvimento motor, cognitivo e afetivo de todos os participantes. Esse recurso e reconhecimento da primeira-dama com certeza vai potencializar esse projeto. Queremos fazer o melhor dessa oportunidade e plantar sementes em outras comunidades tradicionais e essa será a porta que vai se abrir”, observa o gestor cultural da Associação Flor Ribeirinha, Avinner Brandão.

Os projetos de futebol e jiu jitsu da Ronda Ostensiva Tático Móvel (Rotan), da Polícia Militar, também foram contemplados com R$ 125.025,00 e R$ 318.390,00, respectivamente. Segundo o comandante da Rotan, tenente-coronel Dorileo, a instituição desenvolve há mais de nove anos os dois projetos. Além de evitar o envolvimento de crianças e adolescentes com o mundo do crime, também dá a oportunidade, principalmente, àquelas em situação de vulnerabilidade social, com encaminhamento para o mercado de trabalho e inclusive no próprio esporte.
“Esse recurso vem em boa hora porque temos quase 400 alunos matriculadas e existem mais de 500 na fila de espera. Ele vai possibilitar aumentar a capacidade de atendimento a mais famílias, com a contratação de novos professores, aquisição de material e para logística”, ressaltou.
Foram contemplados também o projeto Judô Bope, do Batalhão de Operações Especiais. O comandante do Bope, tenente-coronel Frederico Lopes, explica que o projeto atende 350 crianças e o recurso será de grande valia para promover condições adequadas para o desenvolvimento do esporte.
“A primeira-dama conheceu o projeto e gostou da didática e dinâmica com que ocorrem as atividades e, a partir disso, destinou o recurso para que possamos fazer adequações na estrutura física, como do tatame, do vestiário e dos banheiros, e melhorar as condições de atendimento às crianças. Assim, também será possível fazer melhor recepção dos pais e responsáveis que acompanham as crianças e as incentivam para permanecerem no judô”, destacou o comandante.

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Delegado e investigador são condenados por corrupção
A Justiça condenou o delegado de Polícia Civil Geordan Antunes Fontenelle Rodrigues, o investigador Marcos Paulo Angeli e os empresários Sidney Carlos de Paula e Romildo Queiroz de Souza por crimes de corrupção relacionados à atuação da Delegacia de Polícia de Peixoto de Azevedo. A sentença foi proferida pelo juiz Guilherme Leite Roriz, da 1ª Vara da comarca, nesta quinta-feira (16). De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), as investigações tiveram origem em apurações conduzidas pela Corregedoria da Polícia Civil, que revelaram um suposto esquema de cobrança e recebimento de vantagens indevidas para liberação de bens apreendidos e concessão de benefícios a pessoas presas.Segundo a sentença, diálogos obtidos por meio de captação ambiental autorizada judicialmente demonstraram que os dois agentes públicos discutiram a divisão de valores oferecidos, utilizando inclusive a expressão “fifty-fifty” para indicar a repartição igualitária da quantia. Além disso, a Justiça reconheceu a prática de dois crimes de corrupção passiva relacionados a pessoas presas na delegacia em novembro de 2023. Conforme a decisão, Geordan e Marcos Paulo solicitaram R$ 10 mil para que um empresário, preso em flagrante durante a Operação Hermes II, permanecesse em alojamento com ar-condicionado e não fosse recolhido à cela comum.Os dois também foram condenados por solicitar vantagem indevida de R$ 9 mil para que um homem, preso por embriaguez ao volante, fosse colocado em liberdade após o pagamento da fiança oficial de R$ 1 mil. De acordo com a decisão, conversas registradas pela investigação demonstraram que os acusados estabeleceram o valor total de R$ 10 mil, descontando a fiança legal e dividindo entre si a quantia restante.Pela condenação, o delegado Geordan Antunes Fontenelle Rodrigues recebeu pena de 10 anos e 6 meses de reclusão, em regime inicial fechado, além de 210 dias-multa. Marcos Paulo Angeli foi condenado à mesma pena: 10 anos e 6 meses de reclusão em regime fechado e 210 dias-multa. Já Romildo Queiroz de Souza e Sidney Carlos de Paula foram condenados por corrupção ativa à pena de 2 anos e 8 meses de reclusão e 30 dias-multa cada um.Na sentença, o magistrado também decretou a perda dos cargos públicos de Geordan Antunes Fontenelle Rodrigues, delegado da Polícia Civil, e Marcos Paulo Angeli, investigador da Polícia Civil. Segundo a decisão, as condutas praticadas demonstraram incompatibilidade absoluta com o exercício da função pública, especialmente por terem ocorrido no interior da própria delegacia e envolverem a comercialização de atos de ofício e benefícios a custodiados. A perda dos cargos deverá ser efetivada após o trânsito em julgado da condenação.
Fonte: Ministério Público MT – MT


