CUIABÁ
Pesquisar
Close this search box.

MATO GROSSO

Sérgio Ricardo anuncia auditoria no Indea durante abertura de Câmara Temática na ALMT

Publicados

MATO GROSSO

Crédito: Tony Ribeiro/TCE-MT
Ilustração
O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, participou da instalação da Câmara Setorial Temática da ALMT nesta segunda-feira (11). Clique aqui para ampliar..

O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, anunciou nesta segunda-feira (11) uma auditoria no Instituto de Defesa Agropecuária (Indea) e apontou a desburocratização como caminho para impulsionar a agricultura  familiar no estado. O comunicado foi feito durante instalação da Câmara Setorial Temática (CST) da Assembleia Legislativa (ALMT) para discutir o desembargo ambiental no setor.

“Eu estou pedindo para o Indea a relação das multas dos últimos dez anos: quero saber quem foi multado e por que foi multado. Quero saber também dos perdões de dívidas nesse período, quais foram as dívidas que foram perdoadas. Essa é a função do Tribunal de Contas e é para isso que existe um presidente. A nossa obrigação é fiscalizar e dar transparência a essas informações”, afirmou o conselheiro. 

Sérgio Ricardo também propôs rever normas e decretos que alteram leis, prejudicando a produção. “Decreto não pode mudar lei. Pedi hoje ao Indea e à Secretaria de Estado de Agricultura Familiar todas as alterações feitas nos últimos dez anos. Quero saber o que foi feito com leis aprovadas pela Assembleia e quais retaliações foram impostas ao pequeno produtor.”

Neste contexto, o presidente citou travas regulatórias impostas pelo Indea e pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema). “Hoje, nós temos 130 mil processos de Cadastro Ambiental Rural nas gavetas da Sema. A Sema consegue resolver 1,6 processos por dia. Então, ela vai levar 130 anos para resolver esses 130 mil, se não entrar mais nenhum. E aí quem não é liberado é um produtor que está impedido de trabalhar.”

Leia Também:  Comitê abre canal para colher sugestões da população para aprimorar ações de enfrentamento aos incêndios florestais

Além disso, ressaltou que o setor precisa de políticas de estado para avançar. “Quando digo política de Estado estou falando de política que não muda de um governo para o outro. Os pequenos não conseguem produzir, têm sua propriedade embargada, não conseguem licença para vender, não conseguem licença para transportar. Então, há que se discutir o pobre do estado, aquele que vive da pequena agricultura. Mato Grosso é um estado rico cada vez mais pobre.”

Na mesma linha, o deputado Valdir Barranco, autor da proposta que criou a Câmara Setorial Temática, destacou que hoje centenas de assentamentos respondem por infrações ambientais herdadas de gestões passadas ou de erros técnicos do processo de implantação. “O resultado é cruel: famílias inteiras impossibilitadas de acessar financiamentos e empurradas para a pobreza extrema. Não podemos aceitar que leis criadas para proteger o ambiente sejam distorcidas para esmagar quem menos polui e mais preserva.”

Com prazo de 180 dias para concluir os trabalhos, a Câmara vai reunir representantes de diferentes setores para buscar alternativas legais e sustentáveis que permitam a regularização de áreas embargadas, especialmente em assentamentos da reforma agrária, conciliando a retomada da produção com a preservação ambiental.

Durante a instalação da CST, o representante do Ibama em Mato Grosso, José Vespasiano, ressaltou que a solução para os embargos depende de uma ação articulada entre diferentes órgãos, com segurança jurídica e sem prejuízos ambientais. “Para que possamos ter uma solução definitiva, tem que haver a assinatura de um termo de cooperação com o Incra, com a Sema e demais órgãos institucionais. São situações, como embargos de 25 anos, que não podem mais ser admissíveis.”

Leia Também:  Operação Sonora notifica 13 estabelecimentos comerciais em Cuiabá e Várzea Grande

Já o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Leonardo Bortolin, reforçou a importância de regras diferenciadas para pequenos produtores no desembargo ambiental e criticou a falta de recursos para iniciativas que poderiam impulsionar a agricultura familiar. “O desembargo, principalmente para as pequenas propriedades, tem que acontecer de forma desburocratizada. Não pode seguir os mesmos ditames e as mesmas regras impostas para o médio e para o grande produtor.”

Ao relatar a situação de um assentamento da região de Bom Jesus do Araguaia, o vice-prefeito do município, Silvio Dantas, disse que o embargo afeta mais da metade do território e tem levado produtores a entregar suas propriedades para pagar dívidas. “Hoje, famílias honestas que estão lá assentadas estão entregando terra para os bancos, porque quando contraíram a dívida não estavam embargadas. Agora, com o embargo, não podem produzir nem vender, e a situação vira uma bola de neve.”

Também participaram da reunião a diretora da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), professora Rosa Neide; a defensora pública-geral, Maria Luziane Ribeiro; o promotor de Justiça Marcelo Vacchiano; e o superintendente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Joel Machado de Azevedo, além de representantes da Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetagre), da Sema e do Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat), entre outros.

Secretaria de Comunicação/TCE-MT
E-mail: [email protected]
Telefone: 3613-7561

Fonte: TCE MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

MATO GROSSO

Polícia Civil deflagra operação contra membros de facção envolvidos com o tráfico de drogas em Sorriso

Publicados

em

A Polícia Civil deflagrou nesta terça-feira (17.6), a Operação Malus Noctua, com o objetivo de desarticular um grupo ligado a uma facção criminosa e envolvido com o tráfico ilícito de drogas na região de Sorriso.

Durante a operação, foram cumpridas 37 ordens judiciais, sendo 22 mandados de prisão preventiva e 15 mandados de busca e apreensão domiciliar, expedidos no curso das investigações conduzidas pela Delegacia de Sorriso.

As diligências ocorreram simultaneamente em diversos municípios de Mato Grosso, incluindo Sorriso, Cuiabá, Sinop, Arenápolis e Brasnorte, resultando, até o momento, na prisão de 17 pessoas. Alguns dos alvos ainda não foram localizados e permanecem na condição de foragidos da Justiça.

Com a participação de 116 policiais civis, a operação reuniu equipes de diferentes regionais da instituição, incluindo Alta Floresta e Nova Mutum, para o cumprimento de mandados e o enfrentamento ao tráfico de drogas e à atuação de facções criminosas.

As investigações tiveram início em 2025 e identificaram um grupo criminoso responsável pela comercialização e distribuição de drogas na região de Sorriso. O cumprimento das medidas cautelares demandou planejamento operacional e ajustes logísticos, especialmente em razão de questões relacionadas ao recambiamento de presos, motivo pelo qual a deflagração da operação ocorreu neste mês de junho.

Leia Também:  Comitê abre canal para colher sugestões da população para aprimorar ações de enfrentamento aos incêndios florestais

Além das prisões decorrentes dos mandados judiciais, durante o cumprimento das ordens foram apreendidas substâncias entorpecentes e munições. Em razão das apreensões, alguns indivíduos foram autuados em flagrante pelos crimes de tráfico de drogas e posse irregular de munição.

A Polícia Civil destaca que as investigações prosseguem com o objetivo de identificar outros envolvidos e aprofundar a apuração dos fatos relacionados ao tráfico de drogas na cidade de Sorriso e região.

Operação Malus Noctua

O nome da operação faz referência à expressão em latim Malus Noctua, que pode ser traduzida como “Coruja da Noite”. A denominação remete ao modo de atuação investigado, marcado pela prática de atividades criminosas durante o período noturno e pela tentativa de ocultação das ações ilícitas, circunstâncias identificadas ao longo da investigação.

Fonte: Governo MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

POLÍCIA

POLÍTICA MT

MATO GROSSO

MAIS LIDAS DA SEMANA