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SES registrou aumento das captações de órgãos em Mato Grosso

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Mato Grosso tem fortalecido a atuação na área de transplantes com o aumento das captações de órgãos. Em 2023, foram captadas 276 córneas e 7 múltiplos órgãos em Mato Grosso. Já em 2024, esses números cresceram para 312 córneas e 11 múltiplos órgãos.

Nesta sexta-feira (27.09), Dia Nacional da Doação de Órgãos, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) promoveu uma reunião para o alinhamento das ações voltadas para o transplante e a captação de órgãos no estado.

O encontro ocorreu no auditório do Conselho Regional de Medicina (CRM), em Cuiabá, e contou com a presença de médicos e técnicos da Central Estadual de Transplante, do representante da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa, deputado estadual dr. João, e demais atores envolvidos no processo de doação de órgãos.

O secretário de Estado de Saúde, Juliano Melo, destacou a recente efetivação do contrato para a retomada dos transplantes renais no estado, em que o Hospital São Mateus foi credenciado pelo Ministério da Saúde e se tornou apto a realizar transplantes renais.

“Este é um Governo que tem compromisso com a questão dos transplantes. Nós temos o governador Mauro Mendes e a primeira-dama Virginia Mendes como bandeiras desta causa e recebemos o apoio irrestrito deles. Recentemente, anunciamos que haverá a retomada dos transplantes de rim no estado e trabalhamos para a viabilidade de outras modalidades de transplantes no estado, além do incentivo às captações, que estão sendo intensificadas”, destacou o secretário de Estado de Saúde, Juliano Melo, que participou da reunião.

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Ediliane Fomes Pelinson, mãe da pequena Meg Raíssa, que faleceu em março de 2024, escolheu doar os órgãos da filha e compartilhou um relato sobre a doação de órgãos.

“Os médicos falaram para mim: ‘sua filha está com morte encefálica, mas o coração e todos os demais órgãos estão funcionando. Você aceitaria doar os órgãos dela?’. E eu falei sim, porque a doação de órgãos salva vidas. Ela [Meg] não está comigo mais, mas deixou o coração, os rins e as córneas dela para dar vida para outras pessoas”, relatou.

Atualmente, 50 hospitais em Mato Grosso estão habilitados para a captação de órgãos. Eles estão localizados nos municípios de Cuiabá, Várzea Grande, Água Boa, Nova Mutum, Sinop, Sorriso, Cáceres, Primavera do Leste, Juína, Alta Floresta, Tangará da Serra, Lucas do Rio Verde, Peixoto de Azevedo e Colíder. Essas unidades contam com UTI, o que permite a conservação dos órgãos até a chegada das equipes responsáveis pela coleta.

Embora esses hospitais possam realizar a captação de órgãos, apenas quatro instituições estão autorizadas a realizar os transplantes em Mato Grosso – Hospital São Mateus (transplante renal), Centro Cuiabano de Excelência em Oftalmologia (transplante de córneas), Instituto da Visão (transplante de córneas) e Hospital de Olhos (transplante de córneas).

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“Precisamos da colaboração das unidades hospitalares para notificar prováveis mortes encefálicas, o primeiro passo rumo aos transplantes. Essas captações são essenciais para salvar vidas e ocorrem 100% pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em nosso Estado”, destacou Fabiana Bardi, secretária adjunta do Complexo Regulador.

Neste Setembro Verde, mês dedicado à conscientização sobre a doação de órgãos, a Central Estadual de Transplante organiza uma caminhada para incentivar a doação de órgãos e tecidos. O evento ocorrerá neste domingo (29.09), na Trilha do Parque das Águas, das 18h às 20h.

“No ano passado, realizamos a caminhada em alusão ao Setembro Verde e obtivemos a participação de muitas pessoas interessadas pela doação de órgãos. Neste ano, esperamos que a ação também tenha êxito, sobretudo na conscientização das pessoas. Convidamos todos a participar usando uma peça de roupa verde”, finalizou a gestora.

Fonte: Governo MT – MT

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Corregedoria desenvolve automação para tornar decisões judiciais mais uniformes

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Captura de tela do sistema PJe (Processo Judicial Eletrônico). À esquerda, lista com vários processos; à direita, painel de A Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso (CGJ-MT), por meio do Departamento de Aprimoramento da Primeira Instância (DAPI), está desenvolvendo uma série de automações voltadas à modernização das rotinas judiciais da Primeira Instância.

A primeira delas é uma ferramenta que utiliza inteligência artificial para identificar automaticamente processos que podem estar relacionados a precedentes qualificados, entendimentos já consolidados pelos tribunais sobre processos semelhantes. A inciativa contribui para a uniformização da jurisprudência e para maior eficiência na gestão processual.

Chamada de LegalFlow, a solução faz a leitura da petição inicial logo após a distribuição no Processo Judicial Eletrônico (PJe) e compara seu conteúdo com uma base de dados de precedentes qualificados. Quando a ferramenta identifica possível correspondência, o sistema cria no PJe uma tarefa denominada “Analisar Precedentes”, permitindo que o usuário avalie a sugestão apresentada pela inteligência artificial.

Na tela, o magistrado ou assessor visualiza um resumo da petição inicial, o precedente identificado e informações sobre o grau de similaridade entre os temas. Caso concorde com a indicação, pode vincular uma etiqueta ao processo para facilitar sua identificação e tratamento. Se entender que não há relação entre o caso concreto e o precedente apontado, basta encerrar a tarefa e o processo segue sua tramitação normal.

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Segundo o diretor do DAPI, Guilherme Schultz, a iniciativa busca enfrentar um desafio recorrente da atividade jurisdicional, a identificação de demandas submetidas a precedentes qualificados.

“Atualmente essa análise exige consultas em diferentes bases de dados e fontes de informação, o que impacta tanto no tempo necessário para pesquisa como na qualidade das respostas. Com a automação, conseguimos agilizar esse trabalho, favorecer a uniformização da jurisprudência e contribuir para uma gestão mais eficiente dos processos”, explica.

Nesta primeira etapa, a ferramenta está voltada à identificação de processos relacionados aos Incidentes de Resolução de Demandas Repetitivas (IRDRs), mecanismo utilizado pelos tribunais para uniformizar o entendimento sobre questões jurídicas que se repetem em diversas ações.

A gestora administrativa do DAPI, Milena Valle Rodrigues, explica que a ferramenta vem sendo utilizada em processos que tramitam nas Varas com competência em Fazenda Pública em todo o Estado. A expectativa, segundo ela, é que a solução seja disponibilizada para todas as unidades judiciais a partir de agosto.

“Também estamos trabalhando na expansão da base de consulta. Até o fim do mês, a ideia é incluir precedentes qualificados do Supremo Tribunal Federal, o STF, e do Superior Tribunal de Justiça, o STJ. Ampliando o alcance da automação e o suporte oferecido às unidades judiciais”, detalha.

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Autor: Larissa Klein

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Departamento: Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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