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Lei de Responsabilidade Fiscal completa 25 anos sob elogios e críticas

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Criada no âmbito de um acordo entre o Brasil e o Fundo Monetário Internacional (FMI) para reequilibrar as finanças públicas, a Lei de Responsabilidade Fiscal completou 25 anos neste mês.

Dentre outros pontos, a lei fixou limites para despesas com pessoal, para a dívida pública e ainda determinou que sejam criadas metas para controlar receitas e despesas. Ela também determina que nenhum governante pode criar uma nova despesa permanente sem indicar sua fonte de receita ou sem reduzir outras despesas já existentes. Outra inovação da Lei de Responsabilidade Fiscal é a exigência de transparência fiscal, com a publicação de relatórios de gestão a cada quatro meses.

Para receber recursos do Fundo Monetário Internacional, o Brasil se comprometeu com metas de superávit primário, ou seja, fazer com que as receitas de impostos superassem as despesas correntes para que a dívida pública pudesse ser estabilizada.

O presidente da Confederação Nacional dos Municípios (CMN), Paulo Ziulkoski, criticou, no entanto, a falta de regulamentação para os limites da dívida pública da União a partir da criação de um conselho de gestão fiscal. Ziulkoski lembrou que essa regulamentação está em projeto de lei já aprovado na Câmara (PL 3744/00).

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“A falta desta lei deixou a porteira aberta. Com isso, a União, que tem a maquininha de fabricar dinheiro, começa gastar e gastar, depois começa a trancar emendas parlamentares, transferências voluntárias, tudo que puder, prejudicando a gestão dos municípios”, criticou. “Portanto, queremos que seja votado imediatamente no Senado porque na Câmara já foi votado”, disse Ziulkoski.

Aprimoramentos
O consultor de Orçamento da Câmara Eugênio Greggiani lembrou que a Lei de Responsabilidade Fiscal, originalmente um projeto do Executivo, sofreu vários aprimoramentos no Congresso.

“O principal destaque é justamente o mecanismo pelo qual você, por meio da LRF, controla a edição de legislação que aumenta gastos ou reduz receitas. O objetivo da LRF é prevenir o endividamento excessivo”, explicou.

Matheus Ramalho, consultor legislativo de Finanças Públicas da Câmara dos Deputados, destacou que a lei também adotou várias regras prudenciais para períodos eleitorais. “Por exemplo, um candidato que, querendo se reeleger, gere aumentos de salários nos últimos 180 dias do seu mandato, a LRF proibiu esse tipo de medida.”

Vinicius Loures / Câmara dos Deputados
Adesão de Minas Gerais ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados – Propag. Dep. Rogério Correia (PT - MG)
Rogério Correia: “É importante equilíbrio das contas com equilíbrio social”

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Equilíbrio social
Já o deputado Rogério Correia (PT-MG), presidente da Comissão de Finanças e Tributação da Câmara, afirmou que o País deve assegurar o equilíbrio fiscal sem esquecer dos compromissos com as pessoas.

“Equilíbrio de contas públicas é muito importante. Estados, municípios e União. Mas é sempre importante equilíbrio de contas públicas com equilíbrio social. Não adianta ter um orçamento todo acertado do ponto de vista financeiro mas as pessoas, que são servidas por políticas públicas – educação, saúde, saneamento básico –, não estarem sendo atendidas”, ressaltou.

Reportagem – Silvia Mugnatto
Edição – Ana Chalub

Fonte: Câmara dos Deputados

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Comissão aprova projeto que prevê apoio de engenheiros em obras federais nos municípios

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A Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 1014/24, que institui o Programa Nacional Engenheiros para o Brasil, destinado a promover a atuação desses profissionais em políticas públicas e projetos de infraestrutura decorrentes de convênios entre União e municípios.

O relator, deputado Fernando Monteiro (PSD-PE), recomendou a aprovação do texto. “O problema das obras paradas demonstra a necessidade urgente de instrumentos que fortaleçam a capacidade técnica dos entes federativos”, disse.

Principais pontos
A proposta aprovada pretende viabilizar o apoio técnico de engenheiros nas assessorias das prefeituras. Os profissionais selecionados terão de passar por treinamento obrigatório, que abrange os seguintes temas:

  • Lei de Licitações;
  • orçamento de obras;
  • elaboração de projetos;
  • gerenciamento de projetos;
  • prestação de contas; e
  • outros conhecimentos necessários para gestão e execução de atividades que envolvam recursos federais.

Os engenheiros deverão ser remunerados por meio de dotações orçamentárias da União e dos municípios, conforme regulamentação futura. O programa deverá oferecer ainda oportunidades e formação continuada para os recém-formados.

Justificativa
“A falta de profissionais qualificados tem sido obstáculo técnico para a conclusão de empreendimentos essenciais ao desenvolvimento do país”, disse o autor da proposta, deputado Raniery Paulino (PB), que atualmente não está em exercício.

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“O programa para engenheiros será uma resposta aos desafios enfrentados pelos municípios de pequeno porte, que concentram um número elevado de obras paradas, conforme apontou a Controladoria-Geral da União”, afirmou Paulino.

Próximos passos
O projeto tramita em caráter conclusivo e ainda será analisado pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, o texto também terá de ser aprovado pelo Senado.

Da Reportagem/RM
Edição – Roberto Seabra

Fonte: Câmara dos Deputados

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