SAÚDE
Dez ações do Ministério da Saúde para o enfrentamento dos casos de intoxicação por metanol
SAÚDE
Para garantir o cuidado integral e tratamento adequado dos casos de intoxicação por metanol, o Ministério da Saúde anunciou um conjunto de ações estratégicas para enfrentar os casos associados ao consumo de bebidas alcoólicas adulteradas.
Saiba quais são as principais medidas:
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Estoque – Criação de estoque estratégico em hospitais universitários e serviços do SUS de etanol farmacêutico. Atualmente, há cerca de 4,3 mil ampolas disponíveis.
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Compra emergencial – Aquisição de 5 mil tratamentos (150 mil ampolas) para reposição, conforme demanda estadual e municipal;
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Tratamento – Condutas médicas devem ser adotadas imediatamente, sem necessidade de aguardar resultados de exames;
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Notificação rápida – Estados e municípios devem notificar imediatamente todos os casos suspeitos, sem necessidade de confirmação laboratorial;
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Monitoramento – Instalação da Sala de Notificação, com reuniões às segundas, quartas e sextas, das 10h às 11h, para analisar os casos e coordenar medidas e respostas;
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Análises imediatas – Para reforçar a capacidade de diagnóstico laboratorial, a Rede Nacional de Laboratórios de Vigilância Sanitária (RNLVISA) mobilizou três unidades aptas a realizar processamento ágil das amostras.
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Mais etanol farmacêutico – A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) identificou 604 farmácias de manipulação aptas a produzir etanol farmacêutico, que serão preparadas para atender eventuais demandas, garantindo cobertura local em todas as capitais.
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Orientações – Ministério da Saúde está informando gestores sobre acesso e aquisição do etanol farmacêutico;
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Mobilização – Foi solicitada à OPAS a doação de 100 tratamentos fomepizol e manifestada a intenção de adquirir mais mil unidades pelo Fundo Estratégico.
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Transparência – A pasta irá divulgar diariamente, a partir das 17h, as notificações de intoxicação por metanol associada ao consumo de bebidas alcoólicas.
Além disso, o Brasil conta com 32 Centros de Informação e Assistência Toxicológica (CIATox) distribuídos em 19 estados. Com equipes multidisciplinares de médicos, enfermeiros e farmacêuticos, os centros são referência em toxicologia, diagnóstico e manejo de intoxicações e funcionam em hospitais universitários e em secretarias estaduais e municipais de saúde.
Saiba quais são os sintomas de intoxicação por metanol
Os principais sintomas podem aparecer entre 6h e 72h após a ingestão da substância. Com a alta de notificações, é necessário redobrar a atenção aos sinais, já que costumam se associar aos de ressaca. São eles:
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Dor abdominal;
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Visão adulterada;
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Confusão mental;
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Desconforto gástrico
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Náusea.
Com esses sinais, o paciente deve procurar o atendimento médico no serviço de emergência mais próximo a sua casa para investigação, diagnóstico e tratamento adequado.
A orientação é que, ao chegar à unidade de saúde, a pessoa com sintomas informe que consumiu bebida alcoólica e em qual contexto. O ideal é que o paciente relate, por exemplo, se esteve em uma festa antes de procurar atendimento no SUS, que tipo de bebida ingeriu, se haviam rótulos nas embalagens e qual foi o horário da ingestão.
Tratamento
O etanol farmacêutico é o antídoto específico para casos confirmados de intoxicação, administrado de forma controlada, intravenosa ou oral, conforme necessidade clínica. O CIATox ou as secretarias de saúde solicitam a manipulação do produto quando necessário.
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
SAÚDE
Ministério da Saúde institui comitê para negociação de preços nas compras do SUS
O Ministério da Saúde está estruturando novas formas de negociação e contratação para a aquisição de medicamentos, terapias, vacinas e equipamentos destinados ao Sistema Único de Saúde (SUS). A estratégia prevê a formalização de um Comitê de Negociação permanente, formado por equipe técnica responsável pelas tratativas com fornecedores, e a adoção de instrumentos inovadores como descontos silenciados, acordos de compartilhamento de risco, compras parceladas e negociação de carteira.
Criado por portaria publicada nesta quinta-feira (23) no Diário Oficial da União (DOU), o Comitê será responsável por negociar preços e condições comerciais de tecnologias em saúde, especialmente em situações que envolvam medicamentos patenteados, fornecedores únicos ou produtos de elevado impacto orçamentário. A medida busca ampliar as possibilidades de acesso a tratamentos inovadores, contribuir para a sustentabilidade financeira do Sistema Único de Saúde (SUS) e preservar a capacidade de investimento do sistema público.
“O Comitê de Negociação permitirá utilizar a escala de compras do SUS como instrumento nas tratativas com os fornecedores. Como o sistema público realiza aquisições em grande volume, essa capacidade de compra pode ser considerada na negociação de preços”, explica a secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde do Ministério da Saúde, Fernanda De Negri.
Além das aquisições realizadas pelo Ministério da Saúde, o Comitê poderá atuar na renegociação de contratos vigentes e participar do processo de incorporação de novas tecnologias ao SUS, utilizando o poder de compra do sistema para negociar melhores condições comerciais antes da decisão definitiva da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec). A atuação também poderá contribuir para viabilizar a aquisição de medicamentos já incorporados ao SUS, mas ainda não disponíveis na rede pública.
O Ministério da Saúde destina mais de R$ 30 bilhões por ano à aquisição de medicamentos, vacinas e insumos para o SUS. Além desse montante, cerca de R$ 3 bilhões são destinados a terapias de alto custo relacionadas a demandas judiciais envolvendo medicamentos não incorporados ou ainda indisponíveis no sistema público. A estratégia considera a escala de aquisição do SUS como instrumento para ampliar a capacidade de negociação com fornecedores e buscar melhores condições comerciais para a oferta de tecnologias em saúde.
A integração da negociação comercial ao processo de incorporação conduzido pela Conitec é uma das mudanças previstas no novo modelo. Atualmente, a Comissão realiza a avaliação técnica, publica uma recomendação preliminar, submete a proposta à consulta pública e, posteriormente, emite a recomendação final para decisão do Ministério da Saúde. Com a nova sistemática, o Comitê de Negociação poderá ser acionado pela Conitec em casos de elevado impacto orçamentário para negociar diretamente com a empresa fornecedora, buscando condições comerciais compatíveis com os parâmetros técnicos estabelecidos para a incorporação da tecnologia ao SUS.
O Comitê também poderá viabilizar a adoção, no Brasil, do modelo de “compra pelo melhor preço”, conhecido como “desconto silenciado”. Utilizado por sistemas públicos de saúde de outros países, o mecanismo permite que fornecedores concedam descontos em contratos com o poder público, com a manutenção da confidencialidade sobre o valor negociado. A medida busca evitar que o preço acordado em uma negociação específica interfira nas condições comerciais praticadas pelo fornecedor em outros mercados. “Esse é um instrumento destinado a situações específicas, em que há possibilidade de negociação de descontos superiores a 50% em relação ao preço máximo de venda”, afirma Fernanda De Negri.
O modelo de compra pelo melhor preço já é adotado por sistemas públicos de saúde de países como Reino Unido, Austrália e França. A possibilidade de manter em sigilo o desconto negociado permite que sejam praticados preços diferenciados para o sistema público sem que esses valores se tornem referência para outras negociações internacionais. Com o Comitê, o Ministério da Saúde poderá utilizar a escala de compras do SUS para ampliar sua capacidade de negociação e buscar melhores condições comerciais na aquisição dessas tecnologias.
No caso dos descontos silenciados, o Comitê atuará com parâmetros previamente definidos, como a faixa de preço considerada custo-efetiva pela Conitec e o limite de impacto orçamentário considerado sustentável pelo Ministério da Saúde. O mecanismo será aplicado, especialmente, a medicamentos protegidos por patente, com fornecedor exclusivo e elevado impacto financeiro. Embora o valor negociado permaneça sob confidencialidade comercial, o processo estará sujeito ao acompanhamento dos órgãos de controle, como o Tribunal de Contas da União (TCU).
À medida que novas formas de aquisição forem incorporadas, o Comitê também poderá negociar preços por meio de modalidades como o compartilhamento de risco, em que os pagamentos são condicionados à evolução clínica e aos resultados de eficácia observados nos pacientes. Esse modelo foi adotado no acordo firmado com a farmacêutica Novartis para a incorporação do Zolgensma, destinado ao tratamento da Atrofia Muscular Espinhal (AME) tipo 1. O acordo combinou compartilhamento de risco e confidencialidade das condições comerciais para a aquisição do medicamento, cujo preço é de cerca de R$ 7 milhões por dose.
A estratégia também poderá incluir a negociação de carteira e a compra parcelada, modalidade que permite distribuir os pagamentos ao longo do tempo e ampliar a capacidade de investimento do SUS sem comprometer o equilíbrio orçamentário.
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde


