SAÚDE
MS lança miniapp para ampliar o acesso à informação e valorizar ações da Saúde do Trabalhador no SUS
SAÚDE
O fortalecimento da Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora (ST) no Sistema Único de Saúde (SUS) ganhou novo instrumento de apoio com o lançamento de uma iniciativa inédita do Ministério da Saúde (MS): o aplicativo “Lista na Mão”. A ferramenta foi apresentada nesta quarta-feira (10), durante o 13º Encontro da Rede Nacional de Atenção Integral à Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora (Renasttão), em Brasília (DF), e representa o avanço na qualificação da vigilância, da atenção à saúde e da disseminação de informações estratégicas para trabalhadores, gestores e profissionais do SUS.
Desenvolvido pela Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA/MS) em parceria com a Secretaria de Informação e Saúde Digital (SEIDIGI/MS), pesquisadores, especialistas e o Ministério Público do Trabalho (MPT), o aplicativo “Lista na Mão” foi criado para tornar mais acessível a Lista de Doenças Relacionadas ao Trabalho (LDRT), um dos principais instrumentos para o reconhecimento dos agravos e doenças associados às atividades laborais.
Lista na Mão no Meu SUS Digital
Disponível na plataforma Meu SUS Digital, a ferramenta reúne conteúdos técnicos e materiais em linguagem acessível, contribuindo para a popularização do conhecimento sobre a relação entre trabalho e adoecimento. O mini aplicativo oferece orientações voltadas tanto para profissionais de saúde quanto para trabalhadores e representantes do controle social, facilitando a identificação de agravos relacionados ao trabalho e fortalecendo os processos de vigilância, notificação e cuidado em saúde.
Em sua apresentação sobre a estrutura e potencialidades da ferramenta no Meu SUS Digital, o representante da SEIDIGI, Marcos Nobre, explicou como acessar as funcionalidades. O miniapp está disponível para celulares e computadores, tem padrão GOV.BR, acessibilidade, alto constraste, navegação por teclado, e conta com a descrição da portaria de instituição, 15 capítulos sobre os agravos, além de uma lista com mais de 500 doenças e seus respectivos números na Classificação Internacional de Doenças (CID).
Entre os objetivos da iniciativa, está a ampliação do alcance da LDRT em todo o território nacional, apoiando a atuação dos serviços de saúde e promovendo maior conscientização sobre os impactos das condições de trabalho na saúde da população. Ao aproximar esse conhecimento do cotidiano dos profissionais e da sociedade, o aplicativo contribui para o reconhecimento precoce dos agravos e para a garantia dos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras.
13º Encontro da Renastt
O lançamento foi realizado no contexto do 13º Renasttão, que acontece na capital federal, entre 9 a 11 de junho, com a presença de 300 participantes. A entrega dialoga diretamente com os debates promovidos durante o evento, que reúne trabalhadores, gestores, pesquisadores, representantes dos Centros de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerests) movimentos sociais e instituições parceiras para discutir temas centrais da agenda da ST, como a implementação da LDRT, a vigilância dos processos produtivos, a saúde mental, as mudanças climáticas e a redução dos acidentes, agravos e óbitos relacionados ao trabalho.
Para a secretária da SVSA, Mariângela Simão, mais do que um lançamento tecnológico, o aplicativo Lista na Mão representa uma ferramenta de fortalecimento da política pública de saúde do trabalhador. “Ao ampliar o acesso à informação e apoiar a atuação dos serviços de saúde, a iniciativa contribui para consolidar uma rede cada vez mais preparada para enfrentar os desafios do mundo do trabalho contemporâneo e promover ambientes laborais mais seguros, saudáveis e dignos”, declarou.
Suellen Siqueira
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
SAÚDE
Aula magna inicia qualificação de profissionais do SUS para a transição da insulina NPH para a glargina
O Ministério da Saúde, em parceria com o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) promoveu, na última quarta-feira (26), em Brasília (DF), a aula magna do curso de Aprimoramento da Prática em Insulinoterapia no SUS. A qualificação integra a estratégia nacional de transição da insulina humana NPH para a insulina glargina, análoga de ação prolongada, e reúne ações de qualificação profissional, organização do cuidado e fortalecimento da produção nacional do medicamento.
A aula contou com a participação da secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde, Fernanda De Negri; da secretária de Atenção Primária à Saúde, Ana Luiza Caldas; do secretário-executivo do Conasems, Mauro Junqueira; da médica endocrinologista e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes, Karla Melo; e do professor e filósofo Luiz Felipe Pondé.
Em sua fala, Fernanda De Negri explicou o contexto de escassez mundial da insulina NPH nos últimos anos, situação que levou o Brasil a implementar uma estratégia para assegurar a continuidade do tratamento. “Era importante ter alternativa terapêutica para o paciente com diabetes no SUS. E a glargina, além disso, é uma insulina de melhor qualidade, que dá mais estabilidade para o paciente”.
Agora, reforçou a secretária, as ações são para que o medicamento alcance o público-alvo, que, neste momento, contempla crianças de 2 anos a adolescentes menores de 18 anos, com diabetes tipo 1, e pessoas acima de 70 anos, com diabetes tipo 1 e 2.
“Desde o momento da incorporação ao SUS, a gente tem trabalhado em parceria com o Conasems, com a Sociedade Brasileira de Diabetes, com o Conselho Nacional de Saúde, para fazer com que essa tecnologia se traduza, de fato, nessa transição da insulina de melhor qualidade para o paciente na ponta”, reforçou.
Com aplicação única no dia, para a maioria dos casos, a insulina glargina proporciona maior estabilidade dos níveis de glicose e contribui para mais segurança e qualidade de vida das pessoas com diabetes.
Qualificação dos profissionais
O curso de Aprimoramento da Prática em Insulinoterapia no Sistema Único de Saúde (SUS) é gratuito, realizado na modalidade de ensino a distância (EaD) e tem carga horária de 80 horas, com prazo de conclusão de até sete meses. Até o momento já são mais de 15 mil inscritos, de todo o país. A formação aborda o manejo da insulinoterapia, a organização do cuidado, o acompanhamento das pessoas com diabetes e a transição das insulinas humanas para análogas.
A secretária de Atenção Primária à Saúde, Ana Luiza Ferreira Rodrigues Caldas, destacou a importância de preparar as equipes que estão na linha de frente do atendimento.
“Ninguém melhor do que os gestores municipais para entender como funciona a sua própria rede no território municipal. Por isso, estamos aqui hoje para chamar a atenção dos profissionais da rede de saúde, para já começarem com tratamento moderno, eficaz, que traz, inclusive, uma segurança maior para as pessoas que estão com diabetes no território”, disse Ana Luiza.
A Atenção Primária tem papel estratégico na implementação da mudança por sua presença em todo o território nacional, salientou a secretária. A proposta é ampliar a capacidade das equipes para realizar o acompanhamento das pessoas com diabetes e conduzir a transição terapêutica de forma segura, de acordo com a organização de cada rede de saúde.
Além da qualificação técnica, o curso oferece suporte aos profissionais para o manejo dos casos e para o esclarecimento de dúvidas durante o processo de transição.
Construção conjunta
A estratégia de transição foi construída de forma articulada pelo Ministério da Saúde, estados, municípios e instituições que atuam na área de diabetes, com a participação do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems). A parceria também se estende à qualificação dos profissionais que atuam no SUS.
“Essa construção conjunta é fundamental para que a mudança aconteça de forma segura e qualificada na ponta, garantindo que os profissionais estejam preparados para orientar e acompanhar os pacientes durante todo o processo de transição”, ressaltou o secretário-executivo do Conasems, Mauro Junqueira.
Rodrigo Eneas
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde



