CUIABÁ
Pesquisar
Close this search box.

SAÚDE

Aula magna inicia qualificação de profissionais do SUS para a transição da insulina NPH para a glargina

Publicados

SAÚDE

O Ministério da Saúde, em parceria com o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) promoveu, na última quarta-feira (26), em Brasília (DF), a aula magna do curso de Aprimoramento da Prática em Insulinoterapia no SUS. A qualificação integra a estratégia nacional de transição da insulina humana NPH para a insulina glargina, análoga de ação prolongada, e reúne ações de qualificação profissional, organização do cuidado e fortalecimento da produção nacional do medicamento. 

A aula contou com a participação da secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde, Fernanda De Negri; da secretária de Atenção Primária à Saúde, Ana Luiza Caldas; do secretário-executivo do Conasems, Mauro Junqueira; da médica endocrinologista e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes, Karla Melo; e do professor e filósofo Luiz Felipe Pondé. 

Em sua fala, Fernanda De Negri explicou o contexto de escassez mundial da insulina NPH nos últimos anos, situação que levou o Brasil a implementar uma estratégia para assegurar a continuidade do tratamento. “Era importante ter alternativa terapêutica para o paciente com diabetes no SUS. E a glargina, além disso, é uma insulina de melhor qualidade, que dá mais estabilidade para o paciente”. 

Agora, reforçou a secretária, as ações são para que o medicamento alcance o público-alvo, que, neste momento, contempla crianças de 2 anos a adolescentes menores de 18 anos, com diabetes tipo 1, e pessoas acima de 70 anos, com diabetes tipo 1 e 2. 

Leia Também:  MS lança miniapp para ampliar o acesso à informação e valorizar ações da Saúde do Trabalhador no SUS

“Desde o momento da incorporação ao SUS, a gente tem trabalhado em parceria com o Conasems, com a Sociedade Brasileira de Diabetes, com o Conselho Nacional de Saúde, para fazer com que essa tecnologia se traduza, de fato, nessa transição da insulina de melhor qualidade para o paciente na ponta”, reforçou. 

Com aplicação única no dia, para a maioria dos casos, a insulina glargina proporciona maior estabilidade dos níveis de glicose e contribui para mais segurança e qualidade de vida das pessoas com diabetes. 

 Qualificação dos profissionais 

O curso de Aprimoramento da Prática em Insulinoterapia no Sistema Único de Saúde (SUS) é gratuito, realizado na modalidade de ensino a distância (EaD) e tem carga horária de 80 horas, com prazo de conclusão de até sete meses. Até o momento já são mais de 15 mil inscritos, de todo o país. A formação aborda o manejo da insulinoterapia, a organização do cuidado, o acompanhamento das pessoas com diabetes e a transição das insulinas humanas para análogas. 

A secretária de Atenção Primária à Saúde, Ana Luiza Ferreira Rodrigues Caldas, destacou a importância de preparar as equipes que estão na linha de frente do atendimento. 

“Ninguém melhor do que os gestores municipais para entender como funciona a sua própria rede no território municipal. Por isso, estamos aqui hoje para chamar a atenção dos profissionais da rede de saúde, para já começarem com tratamento moderno, eficaz, que traz, inclusive, uma segurança maior para as pessoas que estão com diabetes no território”, disse Ana Luiza. 

Leia Também:  Prorrogadas as inscrições do Mais Médicos Especialistas

A Atenção Primária tem papel estratégico na implementação da mudança por sua presença em todo o território nacional, salientou a secretária. A proposta é ampliar a capacidade das equipes para realizar o acompanhamento das pessoas com diabetes e conduzir a transição terapêutica de forma segura, de acordo com a organização de cada rede de saúde. 

Além da qualificação técnica, o curso oferece suporte aos profissionais para o manejo dos casos e para o esclarecimento de dúvidas durante o processo de transição. 

Construção conjunta 

A estratégia de transição foi construída de forma articulada pelo Ministério da Saúde, estados, municípios e instituições que atuam na área de diabetes, com a participação do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems). A parceria também se estende à qualificação dos profissionais que atuam no SUS. 

“Essa construção conjunta é fundamental para que a mudança aconteça de forma segura e qualificada na ponta, garantindo que os profissionais estejam preparados para orientar e acompanhar os pacientes durante todo o processo de transição”, ressaltou o secretário-executivo do Conasems, Mauro Junqueira. 

Rodrigo Eneas
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

Propaganda

SAÚDE

Ministério da Saúde conhece experiências de saúde e adaptação climática no Baixo Tapajós

Publicados

em

As mudanças climáticas já afetam as condições de vida e saúde de comunidades ribeirinhas e povos tradicionais do Baixo Tapajós, no Pará. Para conhecer de perto esses impactos e as soluções construídas no território, o Ministério da Saúde participou de uma expedição na região, iniciada na segunda-feira (24) e encerrada nesta quinta-feira (27). A agenda reuniu gestores, dirigentes e pesquisadores.

A programação incluiu visitas a experiências de saúde fluvial e ribeirinha em Santarém (PA), às instalações do FioAres, plataforma voltada ao monitoramento em tempo real da qualidade do ar e de material particulado fino na região, e a iniciativas desenvolvidas nas comunidades da Reserva Extrativista Tapajós-Arapiuns, com soluções relacionadas à saúde, ao saneamento, à energia renovável e à adaptação às mudanças climáticas.

Representantes da Secretaria Executiva, por meio do Departamento de Gestão Interfederativa e Participativa (DGIP/SE/MS), e de áreas do Ministério relacionadas à saúde ambiental, atenção primária, governança e mudanças climáticas acompanharam a agenda, além de pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

A expedição também contou com momentos de escuta de lideranças e integrantes do grupo de trabalho Emergência Climática Tapajós, ampliando o diálogo sobre os impactos das mudanças climáticas e as respostas construídas no território.

Leia Também:  Ministério da Saúde reúne familiares de vítimas da COVID e apresenta avanços do Memorial e do Guia de Manejo da Pós-COVID

Conhecimento do território

A escuta das comunidades foi um dos pontos centrais da expedição. Para André Bonifácio Carvalho, diretor do DGIP/SE/MS, esses relatos ajudam a compreender como as mudanças climáticas afetam diferentes dimensões da vida no território.

“Ouvir quem vive no território é fundamental para compreender os efeitos das mudanças climáticas sobre a saúde. Eles têm uma consciência ecológica muito grande, conhecem como ninguém o curso das águas, dos rios e como a questão climática afeta a vida dos animais. Precisamos estar cada vez mais próximos dessas comunidades”, afirmou.

Segundo Bonifácio, os impactos relatados pelas comunidades não se restringem à saúde das pessoas e também atingem a produção, a alimentação, a renda, os animais e a floresta.

Saúde e adaptação

Durante a expedição, gestores e pesquisadores também conheceram soluções desenvolvidas pelas próprias comunidades a partir das características e necessidades do território. A agenda contribuiu para as discussões do Ministério da Saúde sobre Saúde Fluvial e Ribeirinha e para o desenvolvimento de estratégias de adaptação do Sistema Único de Saúde (SUS) às mudanças climáticas.

Leia Também:  Prorrogadas as inscrições do Mais Médicos Especialistas

A aproximação entre gestores, pesquisadores, universidades e comunidades também possibilitou identificar experiências e conhecimentos que podem contribuir para o desenvolvimento de ações relacionadas à saúde, ao ambiente e ao clima. A partir do que foi observado no território, a iniciativa busca ampliar a troca de conhecimentos e subsidiar o aprimoramento de políticas públicas de saúde.

As experiências conhecidas durante a missão também podem contribuir para a construção de estratégias voltadas a outras regiões que enfrentam impactos semelhantes das mudanças climáticas, considerando as características e necessidades de cada território.

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

Continue lendo

CUIABÁ

POLÍCIA

POLÍTICA MT

MATO GROSSO

MAIS LIDAS DA SEMANA