SAÚDE
Saiba como se proteger de altas temperaturas e da baixa umidade do ar no país
SAÚDE
Com a chegada oficial do verão, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevê altas temperaturas no Brasil. Em estados como Paraná, Santa Catarina, São Paulo e Rio de Janeiro, os termômetros têm registrado até 5 graus acima da média. No interior do Nordeste, os dias permanecem extremamente secos, com a umidade relativa do ar abaixo de 30%. Diante do cenário, o Ministério da Saúde alerta sobre os riscos do calor excessivo, que pode afetar principalmente idosos, crianças, gestantes e pessoas com doenças crônicas.
O contato direto com altas temperaturas sem o devido cuidado pode resultar em desidratação, quando há maior perda do que ingestão de líquido. A insolação também é comum durante o verão e acontece quando o corpo atinge mais de 40º C. Nesses casos, o corpo perde muita água, sais e nutrientes essenciais para a manutenção do equilíbrio do organismo.
O câncer de pele também está relacionado à exposição excessiva ao sol sem proteção. É o tipo de câncer mais comum no país e pode surgir em forma de manchas, pintas que mudam de aspecto ou feridas que não cicatrizam.
Conheça algumas das medidas de prevenção
- Evite permanecer sob o sol entre 10h e 16h;
- Use roupas leves, de cores claras e que não fiquem apertadas ao corpo;
- Use óculos de sol e chapéu;
- Opte pelo protetor solar com fator de proteção solar (FPS) acima de 30 para evitar queimaduras na pele;
- Beba líquidos durante todo o tempo, com prioridade para água, água de coco e sucos de frutas naturais;
- Tenha cuidado com as bebidas alcoólicas que, em excesso, causam desidratação;
- Diminua os esforços físicos, principalmente em momentos de calor intenso.
Fique atento aos sintomas
Dentre os sintomas relacionados à exposição a altas temperaturas, estão: cansaço excessivo, tontura, dor de cabeça, fraqueza, náuseas e sensação de mal-estar. Nesses casos, a ingestão de bastante líquido e a procura por sombra e locais mais frescos podem ajudar.
Na desidratação, a boca seca é uma das características, além da diminuição da urina, suor excessivo e até interrupção da transpiração. Em situações de insolação, podem ocorrer febre alta, pele quente e avermelhada, confusão mental e até desmaios, o que exige atenção imediata.
Em casos de sintomas graves, o Ministério da Saúde orienta procurar apoio médico. O atendimento está disponível em Unidades Básicas de Saúde (UBS) espalhadas em todo o país para atender à população.
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
SAÚDE
População quilombola passa a contar com política nacional de saúde integral
Para organizar a resposta do Sistema Único de Saúde (SUS) às necessidades da população quilombola, foi pactuada nesta quinta-feira (27/08), a Política Nacional de Saúde Integral da População Quilombola (PNASQ) no âmbito do SUS. A medida contou com a aprovação de gestores locais, estaduais e federais da saúde, durante a 8ª Reunião da Comissão Intergestores Tripartite (CIT), em Brasília (DF).
A PNASQ foca na superação de barreiras estruturais de acesso à saúde e no combate ao racismo e às desigualdades étnico-raciais que atingem as comunidades tradicionais. Para o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Adriano Massuda, a normativa busca incorporar as especificidades do território, cultura, identidade quilombola e trajetória ancestral ao planejamento e organização do cuidado no SUS.
“Essa política é resultado de uma luta histórica dos povos quilombolas pelo reconhecimento de suas vulnerabilidades, combate ao racismo e defesa da equidade em saúde. Hoje selamos a responsabilidade compartilhada entre estados, municípios e a união pela garantia do direito à saúde, à redução das desigualdades e à melhoria das condições de saúde e qualidade de vida dessa população”, destacou Massuda.
A aprovação da política também foi comentada por lideranças quilombolas que atuam pela ampliação do acesso à saúde e pelo reconhecimento da cultura e identidade quilombola. Para Marinho da Estiva, coordenador Nacional da Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (CONAQ), a expectativa é que a política possa acolher e cuidar das comunidades com respeito à sua história. “A gente espera que o nosso povo, as nossas práticas, os nossos saberes ancestrais na saúde do nosso povo quilombola sejam respeitados, nos postos de saúde, hospitais, pelas pessoas que estão na ponta”, reforçou.
As responsabilidades pela implementação da política serão compartilhadas e organizadas entre os três entes, cabendo à União a coordenação das ações da política – define diretrizes, apoia de forma técnica, informa e monitora; aos estados a articulação e apoio aos municípios para promoção da regionalização; e aos municípios a implementação, com planejamento, qualificação da atenção e promoção da participação social. A PNASQ utilizará os instrumentos do próprio SUS para viabilizar as suas ações, com financiamento também compartilhado entre as três esferas de gestão.
Participação social e equidade A política recebeu contribuições de gestores e da sociedade civil, por meio de consulta pública, conferências de saúde e recomendação do Conselho Nacional de Saúde (CNS), além de contar com um amplo e qualificado processo de diálogo com lideranças quilombolas, em uma agenda participativa e democrática de construção conjunta das propostas.
“Estou dentro desse processo desde o começo. O Ministério da Saúde nos ouviu, nós sentamos e conversamos sobre a nossa política. E nós tivemos essa vitória. Para nós, ter essa conquista e chegar até onde nós chegamos, é um dia de muita alegria, de honra, mas sabemos que a caminhada está só começando. Sei que temos muitos desafios pela frente”, comemorou a quilombola Tereza de Jesus da Silva, integrante do Coletivo Nacional de Saúde Quilombola Graça Epifânio, da CONAQ.
Próximos passos
Com a pactuação federativa, o próximo passo para implementação da PNASQ é a construção de um plano operativo nacional, que definirá as prioridades, ações, metas, indicadores e responsabilidades dos gestores. Também serão criados instrumentos de monitoramento e avaliação da política, com estratégias, orientações e ferramentas para apoiar gestores na implementação e no enfrentamento das iniquidades e desigualdades as quais estão expostas as populações quilombolas.
Comunidades quilombolas
Para o SUS, as comunidades quilombolas são povos tradicionais definidos por sua ancestralidade, cultura e uma territorialidade que vai além da regularização das terras, servindo como espaço coletivo de reprodução social e identidade. Segundo o Censo de 2022, o Brasil possui mais de 1,3 milhão de quilombolas distribuídos por 1.696 municípios, com a maior concentração na Região Nordeste e, especificamente, no estado da Bahia.
Apesar desse contingente, apenas 12,6% da população quilombola reside em territórios oficialmente delimitados. Diante disso, a PNASQ estende sua cobertura também aos contextos urbanos e favelas, reconhecendo que a autoidentificação e os vínculos étnico-raciais e comunitários independem de o território ser rural ou formalmente titulado.
Para garantir a integralidade do cuidado, é fundamental que as especificidades quilombolas sejam integradas aos processos de regionalização e regulação do SUS, assegurando o acesso a consultas especializadas, urgências e assistência farmacêutica.
Tatiany Volker Boldrini
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde



