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Saúde participa de debate sobre políticas para estímulo à inovação tecnológica no país

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A secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação e do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (Sectics) do Ministério da Saúde, Fernanda De Negri, participou, nesta quinta-feira (30), em Valinhos (SP), da Bionano Week. O evento é voltado à promoção da interação e do diálogo entre instituições e empresas sobre soluções criativas para o estímulo ao desenvolvimento econômico e educacional da bionanotecnologia brasileira, especialmente no campo da saúde.

Durante sua participação na mesa sobre “Bionanotecnologia em Alta: Aplicações Estratégicas no Desenvolvimento de Fármacos e Políticas Públicas para o Setor”, a secretária afirmou que um país inovador se faz a partir de um tripé: pessoas qualificadas, infraestrutura e um ambiente econômico que estimule a inovação. 

“Nesse contexto, o governo pode atuar em políticas públicas para melhorar a captação de pessoas, investindo em educação e formação de recursos humanos altamente qualificados, necessários para o setor de biotecnologia. Além disso, o governo também pode dar condições e incentivar uma infraestrutura adequada nas instituições, públicas ou privadas, para o desenvolvimento de pesquisa científica e tecnológica, bem como criar um ambiente econômico favorável à inovação”, afirmou Fernanda De Negri. 

O secretário adjunto da Sectics, Eduardo Jorge, também participou do evento, na mesa sobre “Biotecnologia e Nanotecnologia na Cadeia Produtiva Local”, destacando que, nos últimos 12 anos, houve no Brasil a consolidação de plataformas de biotecnologia, mas que ainda há desafios a serem superados nesse campo de desenvolvimento. “Nosso grande desafio hoje é dominar o processo biotecnológico, de manipulação de moléculas, cada vez mais direcionadas a alvo específicos, características genéticas específicas de cada paciente”, disse o secretário adjunto.

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A participação dos representantes do Ministério da Saúde ocorreu no primeiro dia da programação da Bionano Week. Ao final das atividades, Fernanda De Negri e Eduardo Jorge foram homenageados, com comendas concedidas pela Academia Brasileira de Honrarias ao Mérito, como personalidades de destaque na área da saúde, com importantes contribuições ao país.

Fonte: Ministério da Saúde

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Ministério da Saúde anuncia R$ 3 milhões para formação de doulas no SUS durante convenção nacional em Belém

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Belém (PA) sediou, entre os dias 14 e 17 de maio, a 10ª Convenção Nacional de Doulas do Brasil (Conadoula), que teve como tema “Da Amazônia ao Brasil que gesta: doula, território e o direito de gestar e nascer com dignidade”. O encontro reuniu doulas, pesquisadoras, gestoras, movimentos sociais e representantes de diversas regiões do país para debater o fortalecimento de políticas públicas voltadas ao cuidado, à humanização do parto e à garantia dos direitos reprodutivos.

O Ministério da Saúde (MS) participou da programação com contribuições estratégicas sobre o papel das doulas no Sistema Único de Saúde (SUS), lá, foi anunciado um investimento inicial de R$ 3 milhões para a implementação da Estratégia Nacional de Formação de Doulas para o SUS. O anúncio foi feito pela coordenadora-geral de Ações Estratégicas de Educação na Saúde da Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do MS, Érika Almeida, e representa um passo importante na ampliação e qualificação da atuação dessas profissionais na rede pública.

A edição de 2026 marcou um momento histórico para o movimento ao registrar, pela primeira vez, a participação de representantes dos 27 estados brasileiros, consolidando o caráter verdadeiramente nacional da convenção. A presença ampliada garantiu maior representação das doulas da Região Norte, da Amazônia Legal e do Nordeste territórios que concentram alguns dos maiores vazios assistenciais do país.

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O debate ocorreu também em um contexto significativo, impulsionado pela recente sanção da Lei das Doulas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, reforçando a centralidade do tema na agenda das políticas públicas de saúde.

A programação incluiu ainda a participação da coordenadora-geral de Regulação e Relações de Trabalho na Saúde, Etel Matielo, na mesa “Interfaces de Informação, Regulação e Gestão do Trabalho da Saúde”. Durante o debate, ela destacou a importância de estruturar e valorizar o trabalho das doulas no SUS. “É fundamental avançar na organização do trabalho e na criação de mecanismos de suporte e formação para que as doulas sejam reconhecidas como parte importante do cuidado em saúde”, afirmou.

Já Érika Almeida também integrou o Grupo de Trabalho “Escuta de Doulagem Periférica” e participou da mesa “Doulagem como Política Pública: perspectivas e debates”. Na ocasião, enfatizou o papel da escuta ativa e da inclusão social na construção de políticas mais equitativas. “A doulagem é também uma estratégia de transformação social, especialmente nos territórios mais vulneráveis, e exige um olhar atento às realidades periféricas”, destacou.

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A presença do MS na 10ª Conadoula reafirma o compromisso com a valorização do trabalho das doulas e com a construção de políticas públicas que promovam o cuidado humanizado, a equidade e o direito de gestar e nascer com dignidade em todo o Brasil. 

Caroline Fogaça
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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