TECNOLOGIA
CNPq aprova 143 novos INCTs com investimento recorde de R$ 1,63 bilhão
TECNOLOGIA
O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), empresa pública vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), aprovou 143 projetos na nova chamada pública dos Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs). O número representa um aumento de cerca de 20% em relação aos resultados preliminares e consolida a maior chamada da história do programa, com investimento total de R$ 1,63 bilhão.
Esse aumento só foi possível porque houve um reforço de R$ 135,6 milhões no orçamento inicialmente previsto, que era de R$ 1,5 bilhão. O recurso extra permitiu a contratação de mais projetos de pesquisa, elevando a taxa de aprovação da demanda recomendada de 23% para 27,5%.
“Esse é um dos programas mais fundamentais de toda a ciência brasileira para fortalecer e aprimorar o nível da pesquisa no país. A chamada foi bastante robusta, um recorde histórico para chamadas em INCT, com uma demanda muito bem qualificada”, destaca o presidente do CNPq, Ricardo Galvão.
Parcerias
A ampliação foi viabilizada com recursos adicionais do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), gerido pelo MCTI, e com a entrada de cinco novas fundações estaduais de amparo à pesquisa, dos estados de Mato Grosso do Sul, Paraná, Piauí, Alagoas e Rio Grande do Sul.
Elas se somaram às FAPs de São Paulo (Fapesp), Rio de Janeiro (Faperj), Minas Gerais (Fapemig) e Espírito Santo (Fapes), além da Capes e do Ministério da Saúde, que também compõem a parceria.
A diretora de Cooperação Institucional, Internacional e Inovação do CNPq, Dalila Andrade Oliveira, destaca o papel da articulação federativa: “Estamos muito felizes com essa ação. Os INCTs são redes de alto nível, que produzem pesquisas de excelência. Trata-se do maior edital em valores da história do CNPq, algo que só foi possível porque, além do importante aporte do FNDCT, contou com uma robusta parceria com nove FAPs, Ministério da Saúde e Capes”, avaliou Dalila.
Com a contratação dos 143 novos institutos, prevista para agosto, o Brasil passará a contar com 243 INCTs ativos, representando uma expansão de 20% em relação ao total anterior. Do total atual, 102 haviam sido contratados em 2014 (com atividades encerradas em abril deste ano) e 100 foram selecionados na chamada de 2022 (com vigência até 2027 ou 2028).
Programa estratégico para a ciência brasileira
Criado em 2008, o Programa INCT é uma política estratégica do MCTI em parceria com o CNPq e as FAPs. Os institutos reúnem redes multi-institucionais e interdisciplinares voltadas a temas complexos e prioritários para o país, com foco em excelência científica, cooperação internacional e aplicação em grandes desafios nacionais.
Ao longo de seus 16 anos, o programa já promoveu:
• Mais de 1.835 parcerias nacionais;
• 1.302 parcerias internacionais, com 139 empresas estrangeiras;
• 515 colaborações com empresas brasileiras;
• Formação de milhares de mestres, doutores e pesquisadores em todas as áreas do conhecimento.
Após anos sob risco de descontinuidade, o fortalecimento do INCT foi garantido graças ao descontingenciamento do FNDCT. “O que esperamos agora é conseguir ampliar ainda mais o impacto da chamada com apoio complementar das fundações estaduais às propostas que, embora muito bem avaliadas, ficaram em segunda prioridade. Isso é essencial para o fortalecimento da ciência brasileira”, conclui Ricardo Galvão.
TECNOLOGIA
CTI Renato Archer amplia rede de laboratórios abertos com nova estrutura de pesquisa
Referência nacional em áreas como inteligência artificial, microeletrônica, nanotecnologia e inovação industrial, o Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer (CTI Renato Archer), unidade de pesquisa vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), inaugurou, nesta segunda-feira (18), o seu Laboratório Aberto de Caracterização de Materiais (LAmat). A apresentação do novo espaço que fortalece a infraestrutura científica e tecnológica do país contou com a presença da ministra do MCTI, Luciana Santos.
O LAmat passa a integrar o conjunto de laboratórios abertos do CTI Renato Archer e foi criado para apoiar pesquisas em materiais avançados, nanotecnologia, micro e nanoeletrônica, fotônica e energia. A iniciativa recebeu cerca de R$ 5,2 milhões em investimentos da Finep e do MCTI para aquisição de equipamentos e adequação da infraestrutura.
O laboratório permitirá análises químicas, ópticas, térmicas e eletrônicas de materiais e apoiará pesquisas em áreas estratégicas, como saúde avançada, tecnologias quânticas, convergência tecnológica e energia. Entre as aplicações previstas, estão estudos sobre células solares de alto rendimento, biossensores para doenças tropicais negligenciadas, dispositivos implantáveis e sensores para a agroindústria.
Durante a visita, a ministra destacou o papel do centro na conexão entre ciência, indústria e desenvolvimento nacional. “O Renato Archer nunca foi apenas um centro de pesquisa. Ele é uma ponte entre ciência e indústria, entre universidade e setor produtivo, entre conhecimento e desenvolvimento nacional”, afirmou.
Luciana Santos também ressaltou os investimentos realizados pelo governo federal na unidade. Desde 2023, já foram assinados R$ 36,8 milhões em contratos com o CTI Renato Archer, além de uma nova encomenda tecnológica de R$ 10,1 milhões ainda em análise, por meio da Finep e do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT).
Laboratório aberto
A diretora institucional do CTI Renato Archer, Juliana Kelmy Macário Barboza Daguano, destacou que o novo laboratório fortalece o modelo colaborativo adotado pela instituição.
“Os laboratórios abertos contribuem para o avanço científico e tecnológico por meio do acesso a recursos especializados, promovendo a colaboração entre academia, empresas e instituições públicas”, afirmou.
Além do LAmat, o CTI Renato Archer mantém outros laboratórios abertos voltados à micro e nanofabricação, impressão 3D, integração de sistemas e imageamento em micro-nanoeletrônica, ampliando o acesso compartilhado à infraestrutura científica de alta complexidade.
Com mais de quatro décadas de atuação, o CTI Renato Archer tem papel importante no desenvolvimento de tecnologias estratégicas para o Brasil. A instituição participou de iniciativas como a construção da ICP-Brasil, sistema que sustenta a certificação digital no país, e contribuiu para o desenvolvimento do Sistema Brasileiro de TV Digital. Além disso, atua em pesquisas voltadas à segurança cibernética, impressão 3D aplicada à saúde, biofabricação, robótica e inteligência artificial.
-
AGRONEGOCIOS3 anos atrás
Agrônomo mineiro recebe a Comenda do Mérito Agronômico, a mais alta distinção da categoria
-
MATO GROSSO3 anos atrás
Mar… ia
-
MATO GROSSO3 anos atrás
A solidão humana
-
Gourmet3 anos atrás
Molho Bolonhesa
-
Gourmet2 anos atrás
Brigadeiro
-
Gourmet2 anos atrás
Picolé detox
-
Gourmet2 anos atrás
Molho rosé
-
Gourmet2 anos atrás
Salpicão

