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Consulta Pública para consolidação da Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação segue aberta até dia 30 de dezembro

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O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e o Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia (CCT), informam que segue aberta, até o dia 30 de dezembro, a consulta pública para consolidação da Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (ENCTI) 2024–2034, documento que orientará as políticas públicas de CT&I no país ao longo da próxima década. Aberta na plataforma Brasil Participativo, a consulta convida cidadãs, cidadãos, instituições e setores produtivos a enviarem sugestões e opiniões para fortalecer o lema: “CT&I para um Brasil Justo, Desenvolvido e Soberano”.  

A participação social segue, como desde o início de sua elaboração, como mais uma etapa fundamental para o aperfeiçoamento da estratégia. As contribuições enviadas pela plataforma ajudarão a refletir a diversidade regional, social e produtiva do Brasil; fortalecer a cidadania ativa; qualificar diretrizes e prioridades de ação; e alinhar a ciência, a tecnologia e a inovação às necessidades e oportunidades reais do país. 

A construção da ENCTI 2024–2034 é resultado de um amplo processo participativo. Mais de 100 mil pessoas de todas as regiões do país contribuíram durante a 5ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, realizada em 2024. A proposta atual foi elaborada por um Grupo de Trabalho dedicado e encaminhada para conhecimento do Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia (CCT) que decidiu por mais uma consulta pública para incorporar demandas, percepções e prioridades apresentadas pela população, especialistas, trabalhadores, estudantes e representantes do setor produtivo. 

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Ao abrir esse canal de consulta pública, o MCTI e o CCT reforçam seu compromisso com políticas de Estado construídas de forma democrática, transparente e voltadas ao bem-estar da população. A participação de cada cidadã e cidadão é essencial para que a ENCTI 2024–2034 seja um instrumento robusto, inclusivo e capaz de orientar um projeto nacional baseado no conhecimento, na inovação e na soberania. 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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Brasil inaugura bancada de teste de motor de foguete

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Brasil testa pela primeira vez um motor de foguete de 8 kilonewtons (kN) movido a etanol e oxigênio líquido. O ensaio ocorreu na nova bancada de propulsão da Universidade de Brasília (UnB), no campus Gama, e marcou o início da fase experimental de um projeto de desenvolvimento e fortalecimento da indústria espacial brasileira.  

O propulsor integra a iniciativa Foguete de Treinamento a Propelente Líquido, que reúne governo, universidade e setor privado em torno do desenvolvimento de tecnologias estratégicas para o Programa Espacial Brasileiro. O teste foi feito pela empresa DeltaV Engenharia Espacial, responsável por desenvolver o objeto, com acompanhamento da Agência Espacial Brasileira (AEB), autarquia federal vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). 

O intuito é utilizar o motor em um foguete de treinamento criado para ser uma plataforma de capacitação tecnológica e operacional, buscando desenvolver competências em propulsão líquida — tecnologia que envolve riscos e complexidade muito altos — e formar equipes especializadas, etapa estratégica para futuros foguetes e lançamentos brasileiros. A iniciativa tem apoio financeiro do MCTI, por meio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT).  

Esse tipo de projeto costuma ser usado para:  

  • Validar tecnologias novas 

  • Treinar equipes de engenharia e operação 

  • Testar motores, sistemas e integração  

  • Criar capacidade industrial nacional 

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  • Reduzir riscos antes de projetos maiores e mais caros 

O teste também marcou a entrada em operação da nova infraestrutura instalada na Faculdade de Ciências e Tecnologias em Engenharia (FCTE) da UnB. Implementada em parceria com o Chemical Propulsion Laboratory (CPL), coordenado pelo professor Olexiy Shynkarenko, a bancada tem capacidade para ensaios de motores de até 25 kN e amplia a estrutura disponível no País para pesquisas em propulsão líquida.  

Segundo o diretor de Inteligência Estratégica e Novos Negócios da AEB, Paolo Gessini, o desenvolvimento do motor representa um avanço importante para o setor espacial brasileiro. “Trata-se de um teste de grande relevância para o setor espacial nacional. O motor de 8 kN, movido a etanol e oxigênio líquido, já apresenta potencial de aplicação em foguetes de sondagem, veículos de treinamento e até estágios superiores de pequenos lançadores”, afirma.  

Gessini também destaca o caráter inédito da iniciativa no contexto nacional. “É a primeira vez que uma empresa privada brasileira desenvolve um motor-foguete líquido dessa categoria. Esse tipo de iniciativa demonstra o potencial das pequenas empresas nacionais e reforça a importância dos investimentos por subvenção da Finep, com acompanhamento da AEB, para o avanço tecnológico e industrial do país”, completa.  

Durante o ensaio, ocorrido em 1º de maio, a equipe concentrou os testes no comissionamento da bancada e na validação dos sistemas operacionais. Foram avaliadas as operações com oxigênio líquido, a sequência de ignição e subsistemas como vedação e proteção térmica. Os dados obtidos servirão de base para as próximas etapas de desenvolvimento do motor.  

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Infraestrutura permite testar motores antes de voos reais 

A bancada de propulsão líquida funciona como uma plataforma de testes em solo para motores de foguete. Nela, o propulsor é fixado a uma estrutura equipada com sensores e sistemas de monitoramento que permitem avaliar, em ambiente controlado, etapas como ignição, pressão, temperatura, consumo de combustível e desempenho da queima. 

O objetivo é validar tecnologias, identificar falhas e reduzir riscos antes da utilização dos motores em foguetes experimentais ou futuros lançamentos. No teste feito na UnB, o motor desenvolvido pela DeltaV Engenharia Espacial utilizou etanol e oxigênio líquido como propelentes — combinação que permite maior controle da combustão e da potência do sistema. 

Além do desenvolvimento tecnológico, a infraestrutura deve ser usada na formação prática de engenheiros, pesquisadores e operadores especializados em propulsão líquida, considerada uma das áreas mais complexas e estratégicas do setor espacial. A expectativa é que a bancada fortaleça a formação de profissionais especializados e amplie a capacidade brasileira em áreas estratégicas da engenharia aeroespacial.   

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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