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Ministra Luciana Santos anuncia ampliação da rede de pluviômetros em Pernambuco

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Em agenda em Pernambuco, nesta quinta-feira (14), acompanhada do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, anunciou a ampliação da rede de pluviômetros em todo o Brasil.

“Quero anunciar a vocês que, em função das mudanças climáticas e das condições, às vezes subnormais, em que as pessoas vivem, precisamos garantir que o Estado faça o investimento. E é isso que o presidente Lula nos cobra todos os dias. O que eu quero dizer a vocês é que vamos ampliar a rede de pluviômetros para poder fazer uma prevenção mais precisa contra os efeitos das chuvas na cidade do Recife”, afirmou a titular do MCTI, durante agenda na comunidade de Brasília Teimosa.

O que eu quero dizer a vocês é que vamos ampliar a rede de pluviômetros para poder fazer uma prevenção mais precisa contra os efeitos das chuvas na cidade do Recife”, Luciana Santos

Por meio do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), unidade de pesquisa vinculada ao MCTI, está sendo implementada uma nova rede de pluviômetros no Brasil. Em Pernambuco, serão instalados 39 novos equipamentos para monitorar as chuvas em 15 municípios, na primeira fase. O investimento é de mais de R$ 2,5 milhões, com o objetivo de ampliar o número de municípios monitorados e antecipar o risco de desastres provocados por enxurradas, inundações e/ou deslizamentos de terra.

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Os novos pluviômetros são mais modernos e incluem inovações desenvolvidas por tecnologistas e pesquisadores do Cemaden, o que aumentará a capacidade de monitoramento, ajudando a salvar vidas e evitar perdas materiais. Atualmente, Pernambuco possui 66 municípios monitorados, e a previsão é alcançar 108.

O anúncio integrou a série de agendas que a ministra cumpriu ao lado do presidente Lula no Estado. Entre elas, a entrega de 599 títulos de regularização fundiária de interesse social a moradores de Brasília Teimosa, por meio do Programa Imóvel da Gente, coordenado pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) em parceria com a prefeitura do Recife. A ministra do MGI, Esther Dweck, e o prefeito João Campos também participaram da cerimônia.

Ainda na parte da tarde, houve visita ao Hospital Ariano Suassuna para acompanhar o início de uma medida pioneira do programa Agora Tem Especialistas. Em parceria com a gestão municipal, o Governo Federal está realizando, na unidade hospitalar, os primeiros atendimentos de pacientes do SUS por uma operadora de plano de saúde.

Inauguração da Hemobrás

Na parte da manhã, Lula e Luciana Santos participaram da inauguração da nova planta fabril da Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia (Hemobrás), em Goiana, na Zona da Mata pernambucana. A unidade produzirá medicamentos essenciais ao Sistema Único de Saúde (SUS), como albumina, imunoglobulina e fatores de coagulação VIII e IX, a partir do plasma proveniente das doações de sangue realizadas no Brasil.

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Essa iniciativa representa um passo fundamental para o país alcançar a autossuficiência na produção desses medicamentos, que são de alto custo e distribuídos gratuitamente pelo SUS.

“Um país soberano, ele tem que cuidar de três coisas: da educação, garantir alimento para todo mundo, porque a segurança alimentar é uma coisa primordial, e ao mesmo tempo garantir a questão da saúde. Isso aqui chama-se soberania nacional”, ressaltou o presidente Lula durante o ato.

Com 100% do capital social pertencente ao governo federal e investimentos de mais de R$ 1,9 bilhão, a empresa estatal vai beneficiar milhões de usuários do SUS com medicamentos para o tratamento de hemofilia, infecções e doenças raras, queimaduras graves e em atendimentos de terapia intensiva. A nova planta também cria 2 mil vagas diretas de trabalho e 8 mil indiretas.

“Hoje é, acima de tudo, um dia de segurança para as famílias brasileiras. De segurança para as pessoas que sofrem com essas doenças, de segurança para cada profissional de saúde, seja do SUS ou do setor privado. A segurança desses profissionais que vão prescrever um medicamento 100% produzido no Brasil”, ressaltou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, também presente no ato.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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MCTI defende fortalecimento da ciência e da soberania em política de minerais críticos

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Os minerais críticos vêm ganhando centralidade no cenário global. Os ingredientes invisíveis, ou terras raras, são a base material de tecnologias essenciais e viabilizam sistemas impulsionados pela transição energética e pela expansão de tecnologias digitais — de celulares a carros elétricos. O assunto está no debate central na agenda de ciência, tecnologia e, principalmente, inovação, além de ser estratégico para o desenvolvimento econômico e a soberania tecnológica do País. No Brasil, o tema avança no Congresso Nacional, com a proposta de criação de uma política nacional para o setor, citada no Projeto de Lei 2.780/2024.

A matéria em discussão estrutura uma Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE). A proposta busca fomentar a pesquisa, a indústria, a distribuição, o comércio e o consumo dos produtos gerados. Além disso, ela cria um Comitê de Minerais Críticos e Estratégicos (CMCE) — que ficaria vinculado ao Conselho Nacional de Política Mineral (CNPM) e destinado à formulação de diretrizes com vistas ao desenvolvimento do setor mineral brasileiro.

Para o MCTI, o projeto de lei é um primeiro passo. “O projeto cria um arcabouço mínimo, mas não aprofunda essa questão”, avalia o chefe da Assessoria Especial de Assuntos Parlamentares e Federativos do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Luiz Rodrigues. De acordo com o ministério, a inclusão de recursos para ciência e tecnologia é um dos pontos positivos do texto, como a previsão de investimento mínimo de 0,4% da receita bruta das empresas em pesquisa e inovação. “O projeto avança ao destinar recursos para ciência, tecnologia e inovação. Não é o valor que desejávamos, mas foi o possível dentro do consenso político”, afirmou.

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O MCTI entende que o desenvolvimento pleno da cadeia produtiva exigirá medidas adicionais. “Se o projeto for entendido como suficiente, a gente continua na situação atual”, alertou Rodrigues, ao destacar que o Brasil ainda enfrenta limitações estruturais para avançar nas etapas de maior valor agregado.

A avaliação da pasta é que o projeto em tramitação deve ser visto como ponto de partida para uma agenda mais ampla. “Ele não é o fim da discussão. É o início”, disse.

Para o ministério, a futura política nacional de minerais críticos deve incorporar de forma central a dimensão científica e tecnológica, com metas claras e integração com outras estratégias de desenvolvimento. A expectativa é que, a partir da aprovação do projeto, o debate avance para novas iniciativas capazes de consolidar uma cadeia produtiva mais robusta e menos dependente de tecnologias externas.

Minerais críticos

“Os minerais críticos são fundamentais na economia digital e na transição energética, com aplicações que vão de comunicação crítica a materiais de alto valor tecnológico”, explica Luiz Rodrigues.

Além do potencial geológico, o cenário internacional reforça a importância do tema. Atualmente, a cadeia global de minerais críticos — especialmente no caso das terras raras — é concentrada. “Esse mercado hoje é fortemente concentrado, especialmente na China, o que abre uma oportunidade para o Brasil se posicionar e avançar na cadeia produtiva”, disse.

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Apesar das oportunidades, o avanço do País no setor depende de superar gargalos tecnológicos. Segundo Rodrigues, o domínio das etapas mais sofisticadas de processamento ainda é restrito a poucos países, o que limita a capacidade de agregação de valor. Segundo a Agência Internacional de Energia (International Energy Agency, IEA), a China responde por cerca de 91% do refino global de terras raras e cerca de 94% da produção de ímãs permanentes, etapa final de alto valor. “Não é só uma questão de investimento. É preciso investir em ciência, tecnologia e inovação e construir arranjos que deem capacidade ao País de avançar no processamento”, destacou.

Entre os desafios apontados estão a necessidade de ampliar investimentos em pesquisa, fortalecer a articulação com a política industrial e desenvolver modelos institucionais capazes de viabilizar o processamento no País. “Sem ampliar o investimento em ciência, tecnologia e inovação e estruturar arranjos produtivos, não será possível avançar no processamento no Brasil”, afirmou.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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