BRASIL
MEC assegura a inclusão de estudantes com síndrome de Down
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O Dia Internacional da Síndrome de Down, celebrado nesta sexta-feira, 21 de março, foi escolhido pela Organização das Nações Unidas (ONU) para marcar a trissomia do cromossomo 21, uma alteração genética em que a pessoa possui três cromossomos no par 21, em vez dos dois habituais. Proposta pelo Brasil em 2011, a data não apenas celebra a vida dessas pessoas, mas também busca conscientizar sobre a necessidade de direitos igualitários e bem-estar dos indivíduos com síndrome de Down em todas as esferas sociais.
Na perspectiva do ensino, o direito à educação especial e inclusiva está previsto na Constituição Federal, de 1988, e na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, de 1996, com o objetivo de garantir que estudantes com deficiência, transtornos globais de desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação tenham apoio ao longo de todo o seu processo de escolarização. O Ministério da Educação (MEC) tem trabalhado cada vez mais para assegurar esse direito e, consequentemente, garantir a inclusão e a redução das desigualdades educacionais no país.
Um passo importante nesse sentido foi a criação da Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva (Pneepei), a qual reforça o compromisso com a educação escolar baseada na convivência entre todas as pessoas, em salas de aulas comuns, reconhecendo e respeitando as diferentes formas de comunicar, mover, perceber, relacionar-se, sentir, pensar. A educação especial atua de forma complementar ou suplementar à escolarização, adotando estratégias para promover o acesso ao currículo, a eliminação de barreiras e o aumento do atendimento às demandas educacionais desse público.
“É muito importante que a escola seja um espaço de acolhimento e inclusão, que cria um ambiente para ações de conscientização das pessoas”, disse a estudante com síndrome de Down e representante da Escola de Gente, Jéssica Figueiredo. “Eu tive muitas dificuldades com algumas matérias, como física, química e matemática, mas, com o auxílio da escola, eu consegui passar por todo o processo. A escola assume um papel fundamental para assegurar que pessoas com síndrome de Down possam se socializar e ser incluídas em diferentes espaços da sociedade, diminuindo o capacitismo e o preconceito.”
A aluna Tâmara Alencar foi a primeira estudante com síndrome de Down do Instituto Federal do Sertão Pernambucano (IFSertão-PE) a concluir o curso superior de Viticultura e Enologia. Ela ingressou na instituição em 2020, após ser aprovada no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) em primeiro lugar por cotas para pessoas com deficiência. Tâmara agora espera a colação de grau, que acontece ainda neste semestre, para, enfim, ter seu diploma de tecnóloga. “Só tenho a agradecer mesmo, uma felicidade”, declarou a estudante.
A estudante Rosa Zenilda de Almeida Silva, de 21 anos, faz o curso de Letras, na modalidade educação a distância (EaD), no Instituto Federal da Paraíba (IFPB) – Campus Picuí. “Sou bem acolhida por todos da Coordenação Local de Acessibilidade e Inclusão [CLAI]. Agradeço aos professores, à psicopedagoga Magda e às coordenadoras Betânia e Virna por garantirem que o conteúdo seja acessível para mim”, afirmou Rosa.
Segundo dados do Censo Escolar, realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Estatísticas Anísio Teixeira (Inep), entre 2003 e 2023, a quantidade de estudantes do público da educação especial em classes comuns subiu de 145.141 para mais de 1,6 milhão.
PDDE-SEM – O Programa Salas de Recursos Multifuncionais (PDDE-SEM) faz o repasse de recursos financeiros para a aquisição de materiais pedagógicos, tecnologias assistivas e equipamentos para a realização de Atendimento Educacional Especializado (AEE). Entre 2023 e 2024, o MEC atendeu a mais de 20 mil escolas, com um investimento total de R$ 439 milhões. A prioridade no último ano foram as escolas de educação infantil, quilombolas, indígenas, bilíngues de surdos e escolas com maior número de matrículas de estudantes autistas.
Formação – A Rede Nacional de Formação Continuada dos Profissionais do Magistério da Educação Básica Pública (Renafor) oferece cursos e especializações de qualidade para os docentes, buscando incentivar práticas educacionais que respeitem as diferenças entre os estudantes. Nos dois primeiros ciclos, o programa recebeu um investimento de R$ 43,3 milhões e realizou 114 cursos para gestores e professores, formando 60 mil educadores.
Além disso, também foi criado o Curso de Aperfeiçoamento em Educação Especial na Perspectiva Inclusiva, que é realizado em parceria entre a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e a Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi). A especialização conta com 250 mil vagas iniciais e a participação de 50 instituições públicas de educação superior.
Autodefensoria – A Rede Nacional de Autodefensoria Contra o Capacitismo e a Favor da Educação Inclusiva, lançada em maio de 2024, busca incentivar a participação ativa na defesa de pessoas com deficiência intelectual, síndrome de Down e autismo. A rede é formada por 80 autodefensores e visa lutar contra o capacitismo no contexto escolar e a favor da educação inclusiva.
CNEEPEI – A Comissão Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva (CNEEPEI) foi instituída pela Portaria nº 966, em 23 de maio de 2023. A Comissão é composta por 25 membros, entre movimentos sociais, entidades do executivo e legislativo e representantes da Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down (FBASD).
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi/MEC, da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec/MEC), do IFSertão–PE e do IFPB
Fonte: Ministério da Educação
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Prouni 2/2026: publicado edital para participação de instituições
O Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Educação Superior (Sesu), publicou nesta terça-feira, 26 de maio, o Edital nº 38/2026, que estabelece o cronograma e os procedimentos para adesão, renovação de adesão e emissão de termo aditivo das instituições privadas de ensino superior ao processo seletivo do Programa Universidade para Todos (Prouni) referente ao segundo semestre de 2026.
As mantenedoras interessadas poderão manifestar interesse em aderir ou renovar a participação no programa entre os dias 27 de maio e 16 de junho, por meio do Sistema Informatizado do Prouni (Sisprouni). Já o período para a emissão de termos aditivos vai até 19 de junho. O edital também prevê o prazo de 20 a 25 de junho para a retificação das informações cadastradas pelas instituições participantes nos referidos termos de adesão, de renovação da adesão e aditivos.
Para participar do processo seletivo do segundo semestre, as mantenedoras deverão comprovar regularidade fiscal junto à Receita Federal e à Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, além de não possuírem pendências no Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor Público Federal (Cadin).
O edital detalha ainda os critérios para cálculo do número de bolsas integrais e parciais que deverão ser ofertadas pelas instituições participantes, conforme as regras estabelecidas na legislação do programa.
Leia a íntegra do Edital nº 38/2026.
Prouni – Criado em 2004, pela Lei nº 11.096/2005, o Programa Universidade Para Todos (Prouni) oferta bolsas de estudo (integrais e parciais) em cursos de graduação e sequenciais de formação específica, em instituições de educação superior privadas.
Os processos seletivos do Prouni ocorrem duas vezes ao ano (no 1º e 2º semestres) e têm como público-alvo o estudante brasileiro sem diploma de nível superior.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Sesu
Fonte: Ministério da Educação
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