BRASIL
Força Nacional capacitou mais de 3 mil profissionais da segurança pública no primeiro semestre de 2025
BRASIL
Brasília 03/07/2025 – Com foco no fortalecimento e na integração das forças de segurança em todo o País, a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) já capacitou mais de 3 mil profissionais no primeiro semestre de 2025. As formações foram conduzidas pela Força Nacional de Segurança Pública (FNSP), em parceria com a Diretoria de Ensino e Pesquisa.
Foram 11 edições da Instrução de Nivelamento de Conhecimento, sendo seis regulares e cinco voltadas ao combate a incêndios florestais. As INCs padronizam os procedimentos e aumentam a excelência técnica dos profissionais. Após a conclusão da formação, os participantes ficam aptos a serem convocados para compor as operações por todas as regiões do Brasil.
As edições regulares têm duração média de 30 dias e ocorreram em Brasília (DF), Belém (PA), Cruzeiro do Sul (AC) e Macapá (AP) Já as edições de INC Florestal, com duração de cinco dias, ocorreram em Brasília (DF), Macapá (AP), Manaus (AM) e São Raimundo Nonato (PI). As INCs ocorrem a partir da solicitação dos entes federados, em alinhamento com as demandas locais e com o planejamento da Senasp.
Entre os conteúdos abordados estão: uso diferenciado da força; direitos humanos; gestão de multidões; polícia comunitária; tiro policial voltado à preservação da vida; técnicas de menor potencial ofensivo; proteção de terras indígenas; e combate a crimes ambientais.
Além disso, a FNSP promoveu 27 edições do Curso de Atendimento Pré-Hospitalar Tático, com turmas em Brasília (DF), Belém (PA), Cruzeiro do Sul (AC), Macapá (AP) e Rio Branco (AC) capacitando mais de mil profissionais.
Durante o primeiro semestre deste ano, também foram oferecidos os cursos de Técnicas Especiais de Investigação, com foco no combate ao crime organizado; Segurança e Proteção a Autoridades; Piloto de Sistema de Aeronave Remotamente Pilotada (drone); Identificação de Vítimas de Desastre de Massa (DVI); e Planejamento Logístico (gestão de viaturas e materiais).
Balanço geral
Em 2023, foram capacitados 4.070 profissionais e, em 2024, esse número subiu para 6.229. Somados ao primeiro semestre de 2025, em dois anos e meio, são aproximadamente 14 mil profissionais de diversas carreiras de segurança pública capacitados em todo o País. Também participaram dos cursos representantes de instituições parceiras como Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Penal, Ministério Público e Forças Armadas.
Novas turmas em 2025
A previsão é que novas turmas de INC regular ocorram em Alagoas (AL), no Distrito Federal (DF), no Pará (PA) e em Tocantins (TO), no segundo semestre.
Também estão previstas mais 14 edições de INC Florestal em Ananindeua (PA), Belo Horizonte (MG), Boa Vista (RR), Brasília (DF), Campo Grande (MS), Cuiabá (MT), Goiânia (GO), Macapá (AP), Palmas (TO), Porto Velho (RO), Rio Branco (AC), Salvador (BA) e São Luís (MA).
Cadastro de veteranos
A FNSP está com o cadastro de veteranos aberto. O objetivo é formar um banco de dados de profissionais que possam ser convocados para reforço eventual do efetivo, conforme a necessidade da administração pública.
A inscrição é destinada exclusivamente a profissionais aposentados ou da reserva remunerada das Polícias Civil e Militar, Corpos de Bombeiros Militares e profissionais de perícia, cuja inatividade tenha ocorrido há menos de cinco anos.
Para participar, é necessário:
– Ter idade igual ou inferior a 59 anos
– Ter Carteira Nacional de Habilitação (CNH) categoria B válida
– Não ter condenações na Justiça comum ou militar
O cadastro deve ser feito pelo formulário disponível todos os dias, das 18h às 8h do dia seguinte, e serão avaliados pela Direção da Força Nacional.
BRASIL
Trilhas de longo curso e pesca sustentável fortalecem turismo comunitário em diferentes regiões do Brasil
O turismo de base comunitária esteve no centro de debates realizados nesta sexta-feira (8) no Salão do Turismo, em Fortaleza (CE). Durante palestras sobre trilhas de longo curso e o turismo de pesca sustentável, especialistas apresentaram modelos de desenvolvimento que unem conservação ambiental, geração de renda e a participação ativa das populações locais.
As discussões mostraram como experiências ligadas à natureza têm se transformado em alternativas econômicas sustentáveis para diferentes territórios brasileiros, especialmente em áreas rurais, comunidades tradicionais e regiões ambientalmente protegidas, a exemplo da Serra da Ibiapaba (Ceará e Piauí) e na Floresta Amazônica.
Segundo Fabiana Oliveira, coordenadora-geral de Produtos e Experiências Turísticas do Ministério do Turismo, iniciativas oferecidas no segmento vão além dos atrativos naturais. “É possível, de fato, se envolver com as pessoas do local no turismo de base comunitária”, apontou, destacando a forte procura pelo turismo de experiência no Brasil.
Ao longo do painel sobre trilhas, representantes dos roteiros Caminhos da Ibiapaba, Amazônia Atlântica (Pará) e Caminho da Fé (Minas Gerais e São Paulo) apresentaram opções que conectam municípios, unidades de conservação e comunidades locais por meio de percursos para caminhadas de longa distância.
No Brasil, há 22 rotas homologadas pela Rede Nacional de Trilhas de Longo Curso e Conectividade, coordenada pelos ministérios do Turismo; do Meio Ambiente e Mudança do Clima e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). (Saiba mais AQUI)
Impacto econômico local
Segundo os debatedores, as trilhas ajudam a fortalecer economias locais a partir da oferta de hospedagem familiar, alimentação, artesanato e serviços de condução turística, além de criarem vínculos de pertencimento nas comunidades.
“O turismo de base comunitária é o que hoje o turista está buscando cada vez mais”, afirmou Waldemar Justo, gestor do Parque Nacional da Serra da Capivara, no Piauí, que representa a unidade na recém-lançada Trilha Caminhos da Ibiapaba.
Júlio Meyer, diretor de Planejamento da Trilha Amazônia Atlântica, ressaltou o suporte que as comunidades têm hoje a partir das tecnologias e das etapas de formação que antecedem a implementação de um roteiro. “Toda trilha que nasce hoje já nasce com aplicativo e site. Isso é maravilhoso e essencial para o turismo de base comunitária”, disse.
Outro destaque foi o Caminho da Fé, que liga o Santuário Nacional de Aparecida (SP) ao interior de Minas Gerais e à capital paulistana. Ana Paula Rinaldi, coordenadora da rota, apresentou experiências relacionadas à internacionalização da trilha e à criação de redes empreendedoras ao longo do percurso. A iniciativa conta com sinalização a cada dois quilômetros e já está inserida em plataformas internacionais voltadas a caminhantes.
“Os moradores das cidades sempre falam: ‘a minha cidade é antes do Caminho da Fé e depois do Caminho da Fé”, comentou Ana Paula, ao comentar os impactos econômicos e sociais percebidos nas comunidades.
Pesca esportiva e sustentável
Já o painel sobre turismo de pesca sustentável trouxe vivências da região Norte do Brasil – especialmente dos estados do Amazonas, Rondônia, Roraima e Amapá – e discutiu como a atividade esportiva pode contribuir para manter espécies vivas e fortalecer povos ribeirinhos.
Conforme dados da Empresa Estadual de Turismo do Amazonas (Amazonastur), apresentados por Ana Cláudia Pereira, diretora de Marketing do órgão, o turismo de pesca atrai atualmente cerca de 35 mil visitantes ao Amazonas, dentro de um universo total de aproximadamente 405 mil turistas que visitam o estado.
Representantes do segmento defenderam que a conservação ambiental é indispensável para a própria atividade turística. “Para ter nossa floresta de pé, a gente precisa conservar. A pesca esportiva tem essa força”, destacou Ana Cláudia.
O debate, que contou ainda com a colaboração de Bruno Dantas, da Secretaria de Cultura e Turismo de Roraima; William Rocha, da Secretaria de Turismo do Amapá, e Alexandre Resende, da FishTV, também reforçou a importância da participação comunitária na construção de produtos turísticos.
Lariessa Moura, coordenadora de Desenvolvimento da Pesca Industrial, Amadora e Esportiva do Mistério da Pesca e Aquicultura, abordou o fortalecimento do pescador amador e esportivo e a construção do Plano Nacional da Pesca Amadora e Esportiva.
SALÃO DO TURISMO – Realizado pela primeira vez no Nordeste, em Fortaleza, o 10º Salão do Turismo reuniu representantes dos 26 estados e do Distrito Federal em uma programação voltada à promoção de destinos, experiências e negócios. Ao longo de três dias, o evento promoveu palestras, rodadas de negócios, apresentações culturais, espaços gastronômicos e exposições de artesanato, além de debates sobre inovação, sustentabilidade, conectividade aérea, turismo de base comunitária e estratégias para o setor.
A edição também marcou o fortalecimento das políticas de incentivo ao turismo interno e da integração entre poder público, iniciativa privada e comunidades locais, reforçando o papel do turismo como motor de desenvolvimento econômico, geração de emprego e valorização da diversidade brasileira.
Por Lianne Ceará
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
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