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Botelho será relator da comissão especial que debaterá renovação da concessão da Energisa

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Wilson Santos vice-presidente da Comissão Especial

Wilson Santos vice-presidente da Comissão Especial

Foto: VANDERSON FERRAZ SANTOS

O deputado estadual Eduardo Botelho (União) será o relator da comissão especial que irá tratar sobre a renovação da concessão da empresa Energisa em Mato Grosso ou a possível reversão dessa concessão. O novo grupo de trabalho foi instalado na última terça-feira (2), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

Para Botelho, os serviços da Energisa estão a desejar, e muitas reclamações de moradores e também de empresários têm chegado ao conhecimento dos parlamentares. “Nós vamos fazer reuniões para tratarmos sobre investimentos, atendimentos ao consumidor, entre outras questões. Vamos ouvir a diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o governo do estado, os diretores da própria Energisa e a população”, destacou o deputado.

Durante a instalação do grupo de trabalho, os parlamentares falaram sobre as taxas cobradas pela empresa distribuidora, a falta de cobertura de rede trifásica, de manutenção nos pontos de distribuição de energia, e ainda outros pontos que, segundo eles, apresentam irregularidades contratuais.

Os serviços de distribuição de energia elétrica em Mato Grosso são regulamentados pela empresa Energisa há 28 anos. O contrato nº 003, firmado em 1997 com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), vence no dia 11 de dezembro de 2027.

De acordo com o deputado Wilson Santos (PSD), vice-presidente da comissão, um dos principais objetivos desse grupo de trabalho é levantar informações e averiguar a atuação da concessionária nos últimos 28 anos. As discussões devem envolver sociedade civil e órgãos públicos.

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“Já está publicado no Diário Oficial essa comissão, formada com a presença maciça de seus membros nesta data. Atualmente, Mato Grosso é líder nacional em crescimento, a infraestrutura rodoviária e ferroviária sendo ampliada enormemente, a produção de grãos, de carne, alargando, a agroindustrialização dando seus primeiros passos, e a perspectiva é que dentro de 10 ou 15 anos, a gente dobre novamente o PIB (Produto Interno Bruto) do estado, de R$ 300 bilhões para R$ 600 bilhões e para isso precisamos de energia. Precisamos, então, fazer um checklist das ações desenvolvidas pela empresa e saber quais foram as cláusulas contratuais não cumpridas desde 1997, e qual é a exigência de investimento para os próximos anos, para cobrarmos da Aneel um processo transparente, rigoroso e legal. Não queremos que Mato Grosso, que é o estado que mais cresce no pais, fique à deriva quando o assunto for energia. Nós sabemos do clamor do estado, principalmente do interior, dos distritos, das pequenas cidades e os sofrimentos dia a dia porque ficamos reféns desse sistema energético”, explicou.

A deputada Janaina Riva (MDB) ficou responsável em realizar agendamentos junto aos representantes do Ministério de Minas e Energia (MME) e Aneel, como, também, com a bancada de deputados federais e senadores de Mato Grosso. “Precisamos de uma união dos deputados federais, também dos órgãos reguladores, para que possam transmitir qual é a situação e, nós deputados estaduais, possamos contribuir. Levar as demandas que não foram cumpridas no contrato pela Energisa. Agora é hora de pontuarmos que Mato Grosso merece maior atenção da Energisa. Dos 12 estados em que a Energisa atua, Mato Grosso representa 33% dos lucros desta concessionária. Mato Grosso paga uma energia cara e merece uma energia de qualidade para atender lá na ponta”, destacou.

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Durante a reunião, ainda foi destacado que estão previstas mais 20 concessões no país pela Aneel, nos próximos meses. Os deputados também citaram o exemplo do estado de Mato Grosso do Sul, que teve o processo de concessão renovado e sem a realização de audiências públicas para ouvir a população local.

Para dar andamento nas ações, ficaram estabelecidas reuniões quinzenais e será feita uma primeira agenda a ser marcada em Brasília (DF).

Compõem a comissão, os deputados Max Russi (PSB), Wilson Santos, Janaina Riva, Valdir Barranco (PT), Chico Guarnieri (PRD), Faissal Calil (Cidadania), Júlio Campos e Eduardo Botelho, ambos do União Brasil. Além do Léo Bertolini, presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM). Também será convidado um representante do Tribunal de Contas do Estado (TCE).

Fonte: ALMT – MT

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CCJR aprova parecer favorável a mudanças no cálculo do ICMS da saúde

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Durante a 6ª reunião ordinária híbrida, a Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) da Assembleia Legislativa de Mato Grosso se reuniu nesta terça-feira (12) e analisou e deliberou sobre projetos e vetos governamentais. Na pauta, 36 matérias foram apreciadas e relatadas pelos deputados titulares Chico Guarnieri (PSDB) e Dilmar Dal Bosco (União), além do deputado Wilson Santos (PSD), como suplente, convocado para substituir o deputado Júlio Campos (União).

Em relatoria do presidente da CCJR, deputado Dilmar Dal Bosco, foi dado parecer favorável à aprovação do Projeto de Lei Complementar 56/2025, de autoria do deputado Dr. João (MDB), que acrescenta dispositivos à Lei Complementar nº 746, de 25 de agosto de 2022, que “estabelece normas relativas ao cálculo dos Índices de Participação dos Municípios do Estado de Mato Grosso no produto da arrecadação do ICMS – IPM/ICMS e dá outras providências”.

A proposta visa aprimorar os critérios de apuração do Índice Municipal de Qualidade da Saúde (IMQS), especialmente no que se refere à aferição da cura e tratamento de doenças endêmicas. O artigo 1º cita que ficam acrescidos os parágrafos 8º, 9º e 10 ao artigo 10 da Lei Complementar nº 746.

O parágrafo 10, acrescido ao projeto, destaca que, para fins de apuração do IMQS, no que se refere à cura e ao tratamento de doenças endêmicas, deve ser realizada busca ativa destinada a identificar os municípios que apresentem casos não diagnosticados (“casos silenciosos”), estejam em situação de subnotificação ou efetivamente não apresentem casos registrados.

O projeto visa tornar mais igualitária a divisão da arrecadação do ICMS, maior fonte de renda do Governo do Estado e dos municípios.

Dilmar Dal Bosco deu parecer favorável à manutenção do Veto Total 35/2026, aposto ao Projeto de Lei 768/2023, que dispõe sobre o direito à gratuidade no sistema público de transporte intermunicipal aos portadores de lúpus eritematoso cutâneo e sistêmico, no âmbito do Estado de Mato Grosso, cujo autor é o deputado Sebastião Rezende (União).

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Primeiro a relatar na 6ª reunião ordinária, o deputado Chico Guarnieri (PSDB) deu parecer favorável à aprovação do Projeto de Lei 2009/2024, de autoria do deputado Beto Dois a Um (Podemos), que altera a Lei nº 12.155, de 19 de junho de 2023, que veda a utilização de queima e soltura de fogos de estampido e de artifício em Mato Grosso.

O projeto tramita com nova ementa nos termos do Substitutivo Integral nº 01, de autoria do deputado Beto Dois a Um: “Altera a Lei nº 12.155, de 19 de junho de 2023, que veda a utilização de queima e soltura de fogos de estampido e de artifício em Mato Grosso, para dispor sobre exceções para usos técnicos e regulamentar penalidades”.

A presente proposta altera a legislação que dispõe sobre o uso de fogos de artifício e explosivos, estabelecendo penalidades distintas para blasters pirotécnicos e blasters de explosivos, conforme a gravidade da infração.

Além disso, amplia os mecanismos de fiscalização, autoriza a utilização de imagens e vídeos como meio de prova do descumprimento da norma e prevê atuação integrada dos órgãos de segurança pública e do Corpo de Bombeiros.

Chico Guarnieri também deu parecer pela derrubada do Veto Total 33/2026, aposto ao Projeto de Lei nº 965/2025, que institui diretrizes para a implementação do Programa Estadual de Incentivo à Energia Solar em Moradias Populares, com o objetivo de subsidiar ou financiar a instalação de sistemas de energia solar fotovoltaica em residências de baixa renda, promover a sustentabilidade ambiental e fortalecer a economia local. O autor do projeto é o deputado Júlio Campos (União).

Wilson Santos — conforme relatoria do deputado Júlio Campos — deu parecer favorável à aprovação em redação final do Projeto de Lei 170/2026, de autoria do Poder Executivo, que institui, no âmbito do Sistema Estadual de Ensino de Mato Grosso, a obrigatoriedade da abordagem pedagógica de prevenção e enfrentamento à violência contra a mulher nos currículos e práticas escolares da rede estadual.

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O artigo 1º do PLC, que institui a obrigatoriedade da abordagem pedagógica de prevenção e enfrentamento à violência contra a mulher nos currículos, tem três parágrafos. O parágrafo 1º diz que o currículo poderá ser adotado pelos municípios, mediante adesão voluntária, em regime de colaboração entre o Estado e os municípios. O parágrafo 2º estabelece que o currículo deverá contemplar, de forma transversal e interdisciplinar, conteúdos e estratégias pedagógicas voltados à prevenção e ao enfrentamento da violência contra a mulher, em conformidade com o disposto no artigo 2º da lei. Por fim, o parágrafo 3º estabelece que a implementação do disposto no caput observará a Lei Federal nº 14.164, de 10 de junho de 2021, que dispõe sobre a temática da prevenção da violência contra a mulher nos currículos da educação básica.

O Veto Parcial 37/2026, aposto ao Projeto de Lei nº 699/2023, de autoria do deputado Max Russi (Podemos), que dispõe sobre a regulamentação de casa de apoio a usuários em tratamento fora de domicílio no Estado de Mato Grosso, teve parecer do relator Júlio Campos pela derrubada.

Em outro veto, o Veto Total 32/2026, aposto ao Projeto de Lei 107/2026, que concede isenção da Taxa de Segurança Contra Incêndio (Tacin) à Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) no âmbito do Estado de Mato Grosso, o parecer foi pela manutenção. O projeto é de autoria dos deputados Max Russi, Wilson Santos, Diego Guimarães e Dr. João.

Ao final da 6ª reunião ordinária híbrida da CCJR, o presidente da comissão, deputado Dilmar Dal Bosco, justificou a ausência dos deputados Júlio Campos e Eduardo Botelho.

Fonte: ALMT – MT

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