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Açúcar avança nas bolsas internacionais e consolida recuperação; mercado interno segue pressionado no Brasil
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O mercado global de açúcar voltou a registrar valorização nesta quarta-feira (29), dando continuidade ao movimento positivo observado no pregão anterior. As altas foram puxadas pelas bolsas internacionais, com destaque para Nova York e Londres, enquanto o mercado interno brasileiro ainda reflete pressão nos preços diante do avanço da safra 2026/27 no Centro-Sul.
Bolsas internacionais mantêm viés de alta
Na Bolsa de Nova York, os contratos do açúcar bruto encerraram o dia com ganhos moderados. O vencimento maio/26 avançou 0,28 centavo de dólar, sendo negociado a 14,11 cents por libra-peso. Já o contrato julho/26 subiu 0,26 centavo, cotado a 14,23 cents/lbp, enquanto o outubro/26 teve valorização de 0,25 centavo, fechando a 14,63 cents/lbp. Os contratos de prazos mais longos também acompanharam o movimento positivo.
Em Londres, o açúcar branco negociado na ICE Europe também apresentou desempenho firme. O contrato agosto/26 registrou alta de US$ 5,80, sendo cotado a US$ 432,90 por tonelada. O vencimento outubro/26 subiu US$ 5,40, para US$ 431,40, enquanto o dezembro/26 avançou US$ 4,70, encerrando o dia a US$ 432,80 por tonelada. Os demais contratos seguiram a mesma tendência de valorização.
Mercado interno recua com pressão da safra
No Brasil, o cenário segue distinto das bolsas internacionais. O Indicador CEPEA/ESALQ para o açúcar cristal branco em São Paulo apontou preço médio de R$ 97,66 por saca de 50 quilos, com queda de 1,06% no dia. No acumulado do mês, a retração já chega a 7,40%.
A desvalorização no mercado físico está diretamente relacionada ao avanço da safra 2026/27 na região Centro-Sul, principal polo produtor do país. A expectativa de aumento na oferta nas próximas semanas mantém compradores cautelosos e pressiona as cotações.
Etanol também registra leve queda
No segmento de biocombustíveis, o etanol hidratado também apresentou recuo. O Indicador Diário Paulínia registrou o produto a R$ 2.421,00 por metro cúbico, com leve queda de 0,10% na comparação diária.
Perspectivas
O mercado segue atento ao ritmo da colheita e moagem de cana-de-açúcar no Centro-Sul, além das condições climáticas e do mix de produção entre açúcar e etanol. No cenário externo, fatores macroeconômicos e a dinâmica da oferta global continuam sendo determinantes para a formação dos preços.
A tendência de curto prazo indica um mercado internacional mais firme, enquanto o Brasil pode continuar enfrentando pressão interna à medida que a safra avança e amplia a disponibilidade do produto.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Preço do leite sobe no RS e projeção do Conseleite aponta R$ 2,5333 em abril
O mercado de leite no Rio Grande do Sul dá sinais consistentes de recuperação em 2026. O valor de referência projetado para o litro em abril foi fixado em R$ 2,5333, conforme divulgação do Conselho Paritário Produtores/Indústrias de Leite do RS (Conseleite/RS). O número representa uma alta de 10,47% em relação à projeção de março, que havia sido de R$ 2,2932.
A definição ocorreu durante reunião realizada na sede da Farsul, reunindo representantes de toda a cadeia produtiva, entre produtores, indústrias e lideranças do setor.
Além da projeção para abril, o Conseleite também confirmou o valor consolidado de março de 2026 em R$ 2,3721 por litro, o que representa avanço de 11,67% frente ao resultado final de fevereiro, quando o leite foi cotado a R$ 2,1243.
Os indicadores são calculados pela Universidade de Passo Fundo (UPF), com base em dados fornecidos pelas indústrias, considerando a movimentação dos primeiros 20 dias de cada mês.
Recuperação ganha força no mercado lácteo
Os números mais recentes reforçam uma retomada gradual do setor leiteiro gaúcho após um período prolongado de margens pressionadas tanto no campo quanto na indústria. A alta, que vinha sendo observada de forma moderada no início do ano, ganha consistência com os dados divulgados em abril.
Representantes do Conseleite destacam que o momento atual valida a metodologia utilizada pelo colegiado, que busca refletir com precisão as condições reais de mercado. A avaliação é de que os indicadores estão alinhados com a tendência observada em outras regiões do país.
Sustentação dos preços depende de consumo e mercado interno
Apesar do cenário positivo, o setor ainda enfrenta desafios relevantes. A manutenção dos preços em patamares mais elevados dependerá, principalmente, do fortalecimento do consumo interno e da capacidade de escoamento da produção.
O atual nível de endividamento das famílias brasileiras e o baixo poder de compra seguem como fatores limitantes. Por outro lado, a expectativa de maior circulação de recursos na economia ao longo do ano, impulsionada por medidas como antecipação de benefícios e liberação de recursos, pode favorecer a demanda.
Produção e importações entram no radar do setor
Outro ponto de atenção é a tendência de recuperação da produção no campo nos próximos meses, o que pode pressionar os preços caso não haja crescimento proporcional da demanda.
Além disso, o avanço das importações, especialmente de leite proveniente da Argentina, preocupa o setor produtivo. Durante a reunião, o Conseleite deliberou pelo envio de ofícios ao governo federal, alertando para os impactos do aumento das compras externas sobre o mercado interno.
A orientação é manter o tema em evidência junto aos ministérios responsáveis, buscando medidas que garantam maior equilíbrio competitivo para o produtor nacional.
Perspectiva para o setor
O cenário atual aponta para um momento mais favorável ao produtor de leite, com recuperação de preços e melhora gradual nas condições de mercado. No entanto, a sustentabilidade desse movimento dependerá do equilíbrio entre oferta, demanda e política comercial, especialmente no que diz respeito às importações.
O setor segue atento aos desdobramentos econômicos e às políticas públicas que possam influenciar diretamente a rentabilidade da atividade nos próximos meses.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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