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Boletim Focus eleva projeções de inflação para 2026 e reduz estimativas para o dólar

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O mercado financeiro voltou a ajustar suas expectativas para a economia brasileira, conforme os dados mais recentes do Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central. As projeções indicam avanço na inflação para os próximos anos, estabilidade no crescimento econômico e leve redução nas estimativas para o dólar.

Inflação para 2026 sobe e permanece acima da meta

As instituições financeiras elevaram a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 4,36% para 4,71% em 2026. O índice segue acima da meta oficial de inflação, fixada em 3,00%, reforçando a percepção de pressão inflacionária no médio prazo.

Preços administrados e IGP-M também registram alta

A expectativa para os preços administrados — aqueles controlados por contratos ou pelo setor público — subiu de 4,27% para 4,87% em 2026.

Já a projeção para o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) avançou de 3,73% para 3,86%, indicando elevação em diferentes indicadores de inflação.

Projeções para 2027 também apresentam ajuste

Para 2027, a estimativa para o IPCA foi elevada de 3,85% para 3,91%, permanecendo acima da meta de 3,00%.

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No mesmo período:

  • A previsão para preços administrados subiu de 3,79% para 3,80%;
  • A projeção para o IGP-M foi mantida em 4,00%.
Crescimento do PIB segue estável

As perspectivas para o crescimento econômico brasileiro foram mantidas:

  • 2026: 1,85%
  • 2027: 1,80%

O Banco Central projeta uma expansão de 1,6% para 2026, conforme o Relatório de Política Monetária mais recente, indicando uma visão mais conservadora em relação ao mercado.

Mercado mantém expectativa de queda da Selic

A previsão para a taxa básica de juros (Selic) ao final de 2026 permaneceu em 12,50%. Considerando o nível atual de 14,75%, o mercado projeta uma redução de 2,25 pontos percentuais até o fim do período.

Para 2027, a estimativa segue em 10,50%, indicando continuidade no processo de flexibilização monetária.

Dólar apresenta leve recuo nas projeções

As estimativas para a taxa de câmbio foram revisadas para baixo:

  • 2026: de R$ 5,40 para R$ 5,37 por dólar
  • 2027: de R$ 5,45 para R$ 5,40 por dólar

Na comparação com quatro semanas atrás, as projeções indicam estabilidade e leve valorização do real frente à moeda norte-americana.

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Cenário exige atenção à inflação e à política monetária

O conjunto das projeções do Boletim Focus aponta para um cenário de inflação acima da meta, mesmo diante da expectativa de queda nos juros e leve melhora no câmbio. O ambiente reforça os desafios para a condução da política monetária e o controle dos preços nos próximos anos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil exporta menos café em volume, mas mantém faturamento com preços elevados

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O Brasil exportou 35,4 milhões de sacas de café de 60 kg entre julho de 2025 e maio de 2026, segundo dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). O volume representa uma queda de 18% em relação ao mesmo período da safra anterior, quando os embarques somaram 43 milhões de sacas.

Apesar da redução na quantidade exportada, o desempenho financeiro do setor se manteve praticamente estável. A receita acumulada atingiu US$ 13,6 bilhões, levemente abaixo dos US$ 13,7 bilhões registrados na temporada 2024/25. O resultado evidencia que a valorização do grão no mercado internacional compensou a menor disponibilidade do produto brasileiro.

Preços altos sustentam receita mesmo com queda nas exportações

De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o desempenho do café brasileiro ao longo da safra 2025/26 foi impactado por uma combinação de fatores, especialmente a menor produção e os estoques internos historicamente reduzidos.

Com a oferta limitada, o café disponível foi sendo gradualmente comercializado ao longo do ciclo, o que reduziu significativamente os volumes remanescentes para negociação. Em paralelo, os preços elevados permitiram maior capitalização dos produtores, que não demonstraram necessidade de acelerar a venda dos estoques restantes.

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Esse cenário contribuiu para a queda nos embarques, mesmo com o Brasil mantendo forte competitividade no mercado internacional.

Nova safra avança, mas impacto nas exportações será gradual

Segundo pesquisadores do Cepea, a colheita da safra 2026/27 começou a ganhar ritmo em maio, impulsionando o avanço das negociações no mercado interno. No entanto, o impacto desse novo ciclo ainda não aparece de forma significativa nos dados de exportação.

Isso ocorre porque o café recém-colhido precisa passar por etapas de preparo, secagem e beneficiamento antes de estar apto para embarques em maior escala. Dessa forma, o reflexo da nova safra sobre os volumes exportados deve ocorrer de maneira gradual ao longo dos próximos meses.

O Cepea avalia que parte desse movimento já pode ser percebida nos dados de junho, embora ainda de forma parcial, com tendência de aumento progressivo na oferta exportável conforme a safra avança.

Perspectivas para o setor cafeeiro brasileiro

O comportamento recente do mercado reforça o papel dos preços internacionais como principal fator de sustentação da receita do setor cafeeiro brasileiro em um cenário de menor oferta. Ao mesmo tempo, a transição para a nova safra tende a redefinir o equilíbrio entre volume e valor nas exportações nos próximos meses.

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Com a entrada gradual da produção 2026/27 no mercado, a expectativa é de recuperação parcial dos embarques, ainda que condicionada ao ritmo de beneficiamento e à dinâmica de demanda global pelo café brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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