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Milho: preços recuam na B3 com dólar em queda, Chicago negativa e mercado físico travado, aponta TF Agroeconômica

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O mercado brasileiro de milho registrou queda nas cotações nesta terça-feira, refletindo a combinação de fatores externos negativos, recuo do dólar e baixa liquidez no mercado físico. A análise é da TF Agroeconômica, que destaca um cenário de pressão generalizada tanto na bolsa quanto nas negociações internas.

Na B3, os contratos futuros acompanharam o movimento de baixa observado em Chicago e no câmbio, consolidando um dia de perdas para o cereal.

B3 acompanha Chicago e dólar em queda

O contrato de milho com vencimento em maio de 2026 fechou cotado a R$ 67,03, com recuo de R$ 0,50 no dia e perda acumulada de R$ 1,18 na semana.

Outros vencimentos também registraram desvalorização:

  • Julho/2026: R$ 68,62 (-R$ 1,17 no dia; -R$ 1,18 na semana)
  • Setembro/2026: R$ 70,33 (-R$ 0,90 no dia; -R$ 1,61 na semana)

O movimento foi influenciado pela queda de 1,18% nas cotações do milho em Chicago, além da desvalorização de 1,12% do dólar, fatores que reduzem a competitividade das exportações brasileiras e pressionam os preços internos.

Outro vetor de baixa foi a retração do petróleo no mercado internacional, que impacta o complexo de commodities agrícolas.

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Clima favorável e avanço da safra aumentam oferta

No campo, o cenário climático mais positivo em importantes regiões produtoras, como Paraná e Mato Grosso, contribui para a pressão sobre os preços.

A TF Agroeconômica destaca que:

  • O plantio da safrinha já foi concluído
  • A colheita do milho verão entra na reta final
  • Há maior conforto na busca por volumes no mercado

Esse ambiente reforça a expectativa de aumento da oferta no curto prazo, reduzindo a urgência de compras por parte da demanda.

Mercado físico segue travado no Sul do Brasil

Nos estados do Sul, a comercialização permanece lenta, marcada pela distância entre os preços pedidos pelos vendedores e os ofertados pelos compradores.

  • Rio Grande do Sul
    • Indicações entre R$ 56,00 e R$ 65,00/saca
    • Média estadual em R$ 58,19
    • Colheita atinge 94% da área
  • Santa Catarina
    • Pedidas próximas de R$ 75,00
    • Compradores ofertando cerca de R$ 65,00
    • Colheita praticamente finalizada (98%)
  • Paraná
    • Indicações ao redor de R$ 65,00
    • Demanda próxima de R$ 60,00 CIF
    • Pressão continua, apesar da melhora climática
  • Mato Grosso do Sul
    • Preços entre R$ 54,00 e R$ 55,05/saca
    • Compradores atuando com cautela
    • Atenção ao desenvolvimento da safrinha
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Baixa liquidez e cautela predominam no mercado

A combinação entre preços em queda, oferta crescente e incertezas externas mantém os agentes do mercado em postura cautelosa. Segundo a TF Agroeconômica, a liquidez reduzida segue como um dos principais entraves para a formação de preços no curto prazo.

Além disso, a valorização recente do real frente ao dólar limita o ritmo das exportações, reduzindo o suporte para as cotações internas.

Perspectiva: mercado segue pressionado no curto prazo

O cenário atual indica continuidade da pressão sobre os preços do milho, com três fatores principais:

  • Desempenho negativo em Chicago
  • Dólar mais fraco frente ao real
  • Avanço da oferta com a colheita e safrinha

Diante disso, o mercado deve permanecer volátil e dependente de novos movimentos no câmbio, clima e demanda internacional para definir sua trajetória nas próximas semanas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Safra 2026/27 da cana-de-açúcar enfrenta pressão de custos, clima e mercado no Centro-Sul

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A abertura da safra 2026/27 da cana-de-açúcar, promovida pela Associação dos Plantadores de Cana do Oeste do Estado de São Paulo (Canaoeste), destacou um cenário de maior pressão econômica, climática e operacional para o setor sucroenergético no Centro-Sul.

Realizado em Sertãozinho (SP), o encontro reuniu produtores, consultores e representantes da cadeia produtiva para debater temas como custos de produção, revisão do Consecana-SP, sustentabilidade e impactos do cenário geopolítico internacional sobre o mercado de açúcar e etanol.

Setor sucroenergético inicia ciclo com maior incerteza econômica

Durante o evento, o presidente da Canaoeste, Fernando dos Reis Filho, destacou que o ambiente atual exige maior organização e suporte técnico aos produtores diante da volatilidade dos mercados.

Segundo ele, a entidade segue comprometida em oferecer informação e ferramentas de gestão para auxiliar a tomada de decisão no campo, especialmente em um cenário de custos elevados e margens mais apertadas.

O diretor executivo da associação, Almir Torcato, reforçou que o início da safra ocorre sob forte pressão financeira e operacional, com necessidade de decisões mais rápidas e eficientes dentro das propriedades.

Projeções indicam safra robusta, mas com riscos climáticos e geopolíticos

As projeções apresentadas por Luiz Carlos Corrêa Carvalho indicam moagem entre 631,4 milhões e 639,1 milhões de toneladas de cana-de-açúcar no Centro-Sul na safra 2026/27.

A produtividade média deve ficar próxima de 77 toneladas por hectare, enquanto a produção de açúcar é estimada em cerca de 40 milhões de toneladas.

Apesar dos números expressivos, o consultor alertou para um conjunto de riscos que pode influenciar o desempenho do setor, incluindo:

  • Oscilações climáticas e possíveis impactos sobre a produtividade
  • Juros elevados e custo de capital
  • Instabilidade geopolítica internacional
  • Volatilidade nos mercados de energia, petróleo e alimentos
  • Pressão sobre fertilizantes e logística global
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Também foi destacado o risco de irregularidades climáticas no Centro-Sul, com possíveis impactos como florescimento, isoporização e atraso no desenvolvimento da cultura.

Custos de produção elevam exigência por eficiência no campo

Na análise econômica, o consultor João Rosa (Botão) apontou que a rentabilidade do produtor está cada vez mais ligada à eficiência produtiva e operacional.

Segundo ele, o custo médio de produção do ATR varia entre R$ 1,00 e R$ 1,05 por quilo, enquanto o investimento para formação do canavial pode chegar a R$ 13 mil a R$ 22 mil por hectare, dependendo da tecnologia e do ambiente produtivo.

O consultor também destacou que ganhos de produtividade têm impacto direto na redução de custos. Ele estima que:

  • Aumento de 5% no TCH pode reduzir custos em cerca de 4%
  • Ganhos equivalentes no ATR podem reduzir custos em aproximadamente 4,5%

As projeções indicam ainda maior dependência do mix alcooleiro e influência direta do petróleo na formação de preços do açúcar e do etanol.

Integração entre indústria e produtores ganha importância

O diretor da Fenasucro & Agrocana e integrante do conselho da Canaoeste, Paulo Montabone, destacou a necessidade de maior integração entre produtores e indústria diante das transformações do mercado global de bioenergia.

Segundo ele, a cadeia sucroenergética brasileira precisará atuar de forma mais coordenada para manter competitividade internacional e ampliar o protagonismo na transição energética.

Montabone também ressaltou que a edição 2026 da Fenasucro & Agrocana deve contar com presença de representantes de mais de 60 países, reforçando o caráter global do evento e a busca por soluções tecnológicas para o setor.

Sustentabilidade e certificação avançam no campo

A agenda de sustentabilidade também teve destaque na abertura da safra, com apresentação de programas como o SEMEIA e os avanços da certificação Bonsucro entre produtores associados.

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O gestor operacional de sustentabilidade da Canaoeste, Fábio de Camargo Soldera, afirmou que o programa atua na adequação ambiental, social e de governança das propriedades rurais, com foco em gestão e eficiência.

Segundo ele, o trabalho inclui regularização ambiental, apoio trabalhista e implantação de ferramentas de controle de custos e indicadores produtivos.

Atualmente, a Canaoeste contabiliza 13 produtores certificados, totalizando cerca de 22 mil hectares e produção aproximada de 1,5 milhão de toneladas de cana.

O analista de sustentabilidade Gabriel Roque Perticarrari reforçou que a iniciativa busca adequar os produtores às exigências de mercado e às práticas ESG, ampliando acesso a novas oportunidades comerciais.

Já a gerente Brasil da Bonsucro, Lívia Ignácio, destacou que, além dos ganhos comerciais diretos, a certificação traz benefícios operacionais, como redução de desperdícios e melhoria da gestão.

Consecana-SP segue em debate e passa por fase de ajustes

O modelo de remuneração da cana também esteve no centro das discussões. O CEO da ORPLANA, José Guilherme Nogueira, afirmou que o Consecana-SP entra em fase final de implementação, mantendo o fator adicional de 4,5% na remuneração dos produtores.

Segundo ele, os ajustes referentes às safras 2024/25 e 2025/26 devem ser concluídos até julho, preservando o modelo de negociação entre fornecedores e usinas.

O diretor executivo da Canaoeste, Almir Torcato, destacou que, apesar dos desafios relacionados à volatilidade de preços e diferenças contratuais regionais, o setor busca avanços para garantir maior previsibilidade e equilíbrio no sistema de remuneração da cana-de-açúcar.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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