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Queda nos Preços do Arroz no Rio Grande do Sul: Quase 25% de Desvalorização em 2025
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De acordo com dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a desvalorização do produto chega a quase 25% em 2025. O cenário atual reflete um descompasso entre as ofertas de compradores e as expectativas de vendedores, o que pode impactar diretamente a decisão dos produtores quanto ao cultivo de arroz para a próxima safra.
Preços em Queda: O Impacto no Mercado de Arroz
A retração no mercado de arroz no Rio Grande do Sul, que iniciou o ano com uma queda de 24,4% nos preços do arroz em casca, reflete-se nos níveis nominais de julho de 2022. Esse movimento de desvalorização reflete um cenário de preços mais baixos, que impactam negativamente a rentabilidade dos produtores locais.
Desafios para os Produtores: Prejuízos e Incertezas
O enfraquecimento nos preços tem gerado um impacto direto na rentabilidade das propriedades produtoras de arroz, o que pode afetar as decisões dos produtores para a nova temporada. O cenário de preços mais baixos pode limitar a capacidade de investimento nas lavouras, influenciando negativamente a escolha dos agricultores sobre o cultivo de arroz para o segundo semestre de 2025.
Importações e Exportações: O Excedente Interno
Em meio à desaceleração dos preços, as importações de arroz caíram consideravelmente. Em abril de 2025, o volume importado foi inferior a 100 mil toneladas, marcando a primeira queda expressiva no ano. Por outro lado, as exportações ainda enfrentam dificuldades. A demanda externa aquecida poderia ajudar a reduzir o excedente interno e impulsionar a sustentação dos preços, mas, no momento, as vendas externas seguem em ritmo lento.
Em resumo, o mercado de arroz no Rio Grande do Sul atravessa uma fase desafiadora, com preços em queda e uma demanda externa ainda aquém do necessário para equilibrar o mercado. O comportamento do mercado no segundo semestre de 2025 será crucial para determinar os rumos da produção e a rentabilidade do setor.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Mercado do milho segue pressionado pela safrinha e estoques elevados, enquanto clima preocupa produtores
O mercado brasileiro de milho encerrou a semana em ritmo lento, marcado por negociações pontuais, compradores abastecidos e pressão da pré-colheita da segunda safra. Apesar de algumas altas regionais e da cautela dos produtores diante dos riscos climáticos, o cenário de ampla oferta continua limitando uma recuperação mais consistente das cotações.
Levantamentos do Cepea indicam que o desenvolvimento da segunda safra segue satisfatório na maior parte das regiões produtoras do país. Contudo, áreas pontuais de Goiás, Paraná e Mato Grosso do Sul enfrentam preocupações relacionadas às geadas e ao tempo seco, fatores que podem afetar o potencial produtivo das lavouras.
Diante desse cenário, parte dos vendedores tem evitado negociações mais agressivas, sustentando os preços na expectativa de possíveis perdas climáticas. Por outro lado, muitos produtores seguem liberando volumes para abrir espaço nos armazéns e reforçar o caixa antes da entrada mais intensa da safrinha no mercado.
Enquanto isso, os consumidores mantêm postura cautelosa e realizam compras apenas em momentos de retração das cotações, já que boa parte das indústrias ainda trabalha com estoques confortáveis para as próximas semanas.
Oferta elevada trava reação mais forte das cotações
Segundo análises da TF Agroeconômica e de Safras & Mercado, o foco do mercado está totalmente voltado para a chegada da safrinha, o que reduz espaço para movimentos consistentes de alta.
Mesmo com recuperação pontual em Chicago e oscilações no dólar, o mercado interno permaneceu travado. Na Bolsa Brasileira (B3), os contratos apresentaram comportamento misto, com pequenas quedas nos vencimentos mais curtos e leves altas nos contratos mais longos.
No acumulado semanal, a B3 registrou valorização de 0,60%, enquanto Chicago avançou 1,65%. Já o dólar recuou 0,77%, movimento que reduziu a competitividade dos preços nos portos brasileiros.
A média Cepea teve leve alta de 0,17% após semanas consecutivas de acomodação. Os contratos futuros encerraram a semana com julho/26 cotado a R$ 67,20, setembro/26 a R$ 69,94 e novembro/26 a R$ 72,94.
Mercado regional segue com liquidez reduzida
No Rio Grande do Sul, o mercado operou com baixa liquidez e negócios isolados. As indicações variaram entre R$ 56,00 e R$ 65,00 por saca, com média estadual em R$ 58,24, avanço semanal de 0,28%.
A colheita da safra 2025/26 já alcança 96% da área cultivada no estado. Entretanto, as lavouras mais tardias sofreram impactos do frio e da menor incidência solar, além de danos pontuais provocados por geadas, levando parte das áreas para produção de silagem.
Em Santa Catarina, os estoques elevados continuam travando os negócios. As pedidas dos produtores giram próximas de R$ 70,00 por saca, enquanto compradores indicam valores ao redor de R$ 65,00.
No Paraná, a liquidez também permanece limitada. A primeira safra está totalmente colhida, enquanto a segunda apresentou leve deterioração nas condições das lavouras, com redução das áreas classificadas como boas de 84% para 82%.
Já em Mato Grosso do Sul, o avanço da oferta pressionou as cotações, que oscilaram entre R$ 50,69 e R$ 52,17 por saca. O setor de bioenergia continua sustentando parte da demanda, mas os estoques elevados mantêm o consumo seletivo.
Cotações variam entre regiões produtoras
No levantamento semanal de Safras & Mercado, o milho apresentou comportamento misto nas principais praças do país entre os dias 14 e 21 de maio.
Em Cascavel (PR), a cotação subiu de R$ 61,00 para R$ 63,00 por saca, alta de 3,3%. Em Campinas (SP/CIF), o cereal recuou de R$ 68,00 para R$ 67,00, enquanto na Mogiana paulista caiu de R$ 63,00 para R$ 62,00.
Rondonópolis (MT) registrou uma das maiores valorizações do período, passando de R$ 50,00 para R$ 53,00 por saca, avanço de 6%.
Em Rio Verde (GO), o milho subiu de R$ 57,00 para R$ 58,00. Já em Uberlândia (MG), os preços permaneceram estáveis em R$ 60,00 por saca.
os portos, Paranaguá avançou de R$ 68,00 para R$ 70,00 por saca, enquanto Santos também atingiu R$ 70,00, refletindo movimentações pontuais ligadas às exportações.
Mercado ainda busca um piso para os preços
Analistas avaliam que o mercado brasileiro ainda procura um ponto de equilíbrio para os preços diante da combinação entre ampla oferta global e entrada da segunda safra nacional.
A recomendação para produtores que ainda possuem milho disponível é aproveitar momentos de recuperação das cotações para avançar nas vendas de forma gradual. Especialistas alertam que apostar em uma forte recuperação no curto prazo pode ser arriscado, principalmente com a intensificação da colheita da safrinha nas próximas semanas.
Para a safra 2026/27, a orientação é realizar proteção parcial da produção em momentos de valorização do mercado internacional, utilizando estratégias escalonadas de hedge.
O clima nos Estados Unidos segue no radar global. Eventuais problemas climáticos em regiões produtoras americanas podem alterar o comportamento das cotações internacionais e trazer maior volatilidade ao mercado nos próximos meses.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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