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Sipcam Nichino apresenta pré-lançamento de herbicida para controle de invasoras difíceis no milho
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O programa Eloos Herbi, da Sipcam Nichino Brasil, realizou o pré-lançamento do Click® Pro, nova solução herbicida voltada ao controle de invasoras resistentes e de difícil manejo no cultivo de milho. A iniciativa reuniu consultores especializados e institutos de pesquisa para apresentar os resultados das primeiras avaliações, que indicam eficácia superior aos tratamentos tradicionais.
Pré-lançamento do Click® Pro
Durante o evento, engenheiro agrônomo Iago Carraschi, coordenador de desenvolvimento de mercado e produtos da Sipcam Nichino, destacou que o Click® Pro é indicado para controle de diversas invasoras, como capim-pé-de-galinha, fedegoso, corda-de-viola, guanxuma, caruru-de-mancha, leiteiro, erva-quente e soja tiguera.
“Os resultados do produto no pré-lançamento surpreenderam, com controle consistente das invasoras mais desafiadoras do milho”, afirmou Carraschi.
Ensaios em diferentes estados e safras
Antes da chegada ao mercado, prevista para o próximo mês, o herbicida passou por ensaios em 18 áreas localizadas nos estados de São Paulo, Paraná, Goiás e Mato Grosso do Sul, envolvendo 12 híbridos de milho, durante o verão e a segunda safra.
Os testes indicaram que a mistura dos ativos terbutilazina e mesotriona proporcionou até 99% de controle das invasoras-alvo, superando os principais tratamentos-padrão do mercado. Além disso, o Click® Pro contribuiu para ganhos de produtividade de até 3 sacas por hectare em relação aos concorrentes.
Lançamento oficial e próximos eventos
A Sipcam Nichino planeja divulgar mais indicadores e resultados detalhados nos eventos regionais de lançamento do produto, previstos para outubro e novembro.
Parceiros e consultorias envolvidas
O desenvolvimento do Click® Pro contou com a participação das consultorias Crop Pesquisa, Fapa – Fundação Agrária de Pesquisa Agropecuária, Centro Agro, Desafios Agro e Estação Dashen, integradas ao programa Eloos Herbi, que busca oferecer soluções tecnológicas de ponta aos produtores de milho.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Uso de satélite para barrar crédito rural gera novo debate no setor
A nova regra que condiciona o acesso ao crédito rural ao monitoramento ambiental por satélite abriu uma frente de tensão entre produtores, Congresso e governo federal. Desde 1º de abril, bancos que operam recursos do Plano Safra passaram a consultar automaticamente dados do Projeto de Monitoramento do Desmatamento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélite (Prodes) antes da liberação dos financiamentos agropecuários.
O centro da discussão está nos chamados “falsos positivos”, situações em que alterações na cobertura vegetal identificadas pelo sistema acabam sendo interpretadas como desmatamento irregular, mesmo quando decorrem de atividades produtivas permitidas ou manejos regulares dentro da propriedade.
Segundo a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), produtores vêm relatando dificuldades para acessar crédito em casos envolvendo limpeza de pastagem, manejo agrícola, renovação de áreas produtivas e até colheita de florestas plantadas, como eucalipto.
A preocupação do setor é que o sistema utilizado para monitoramento identifica mudanças na vegetação, mas não consegue, sozinho, diferenciar imediatamente uma atividade legal de um desmatamento irregular.
Com isso, o bloqueio ao crédito pode ocorrer antes mesmo de qualquer análise individualizada do caso. Isso inverte o ônus da prova e obriga o produtor a comprovar posteriormente que a alteração apontada pelo satélite não configura infração ambiental. O processo pode envolver laudos técnicos, documentos fundiários, análises ambientais e procedimentos administrativos que levam semanas ou meses.
O problema ganha peso porque o crédito rural continua sendo peça central do financiamento agropecuário brasileiro, especialmente em um momento de juros elevados, aumento do endividamento e custos ainda pressionados.
Dados citados pela consultoria Datagro mostram que mais de 5,4 milhões de apontamentos positivos estavam registrados no sistema Prodes até outubro de 2025. Parte dessas ocorrências, segundo o setor, pode estar associada justamente a interpretações equivocadas do monitoramento remoto.
As novas exigências estão previstas nas Resoluções nº 5.193/2024 e nº 5.268/2025, do Conselho Monetário Nacional (CMN), dentro do processo de endurecimento das regras ambientais para concessão de crédito rural.
A justificativa oficial é impedir que propriedades com irregularidades ambientais tenham acesso a recursos públicos subsidiados.
O avanço das restrições provocou reação imediata no Congresso Nacional. Parlamentares ligados à Frente Parlamentar da Agropecuária protocolaram projetos para suspender os efeitos das resoluções até que sejam criados mecanismos considerados mais precisos de validação ambiental.
As propostas também tentam impedir embargos automáticos baseados exclusivamente em imagens de satélite e estabelecer critérios técnicos mais claros para restrições ao financiamento rural.
Para o presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende (foto), o principal problema está na automatização do processo sem análise técnica prévia. “O monitoramento ambiental é necessário e irreversível. O problema começa quando um apontamento preliminar feito por satélite passa a produzir efeito imediato sobre o crédito sem uma verificação individualizada da situação da propriedade”, afirma.
Segundo Rezende, a insegurança aumenta porque o produtor depende do financiamento para manter o calendário agrícola e não consegue esperar meses por uma solução administrativa. “O crédito rural não financia apenas expansão. Ele financia custeio, compra de insumos, operação da safra e fluxo de caixa da propriedade. Quando o recurso trava por causa de um possível falso positivo, o impacto econômico acontece imediatamente dentro da porteira”, diz.
Ele avalia que o avanço das exigências ambientais tende a se intensificar nos próximos anos, principalmente pela pressão de bancos, mercados importadores e sistemas internacionais de rastreabilidade.
“A questão ambiental passou a fazer parte da análise de risco do crédito rural. Isso já não é mais uma discussão apenas regulatória. O produtor vai precisar cada vez mais de documentação organizada, regularidade ambiental e segurança jurídica para acessar financiamento e mercado”, afirma.
O episódio evidencia uma mudança estrutural no agro brasileiro. Critérios ambientais deixaram de afetar apenas fiscalização e passaram a interferir diretamente na capacidade de financiar produção, renegociar dívidas e manter competitividade no mercado internacional.
Fonte: Pensar Agro
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